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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Vorcaro pagou hospedagem para Motta e Ciro Nogueira em Lisboa, diz PF

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: AGENCIA BRASIL Imagem: Divulgação
A Polícia Federal (PF) concluiu que o banqueiro Daniel Vorcaro pagou diárias em um hotel em Lisboa para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em 2024. 
A informação consta em um relatório das investigações da Operação Compliance Zero, produzido pela corporação em abril deste ano. O documento foi tornado público nesta terça-feira (16) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na Corte. 
Segundo a PF, mensagens de WhatsApp encontradas no celular do banqueiro revelam que Vorcaro solicitou a um aliado chamado Leo Serrano, no dia 18 de junho de 2024, a realização de reservas de hotel na capital portuguesa para "Ciro e Hugo". De acordo com os investigadores, nomes se referem ao presidente da Câmara e ao senador.
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Em seguida, o banqueiro enviou uma mensagem de áudio para Serrano e demonstrou preocupação com a privacidade do Hotel Four Seasons, local escolhido para a hospedagem. 
"Após a realização das reservas, ainda no mesmo dia, Daniel Bueno Vorcaro encaminhou mensagem de áudio na qual demonstrou acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior", diz o relatório.
Motta não é investigado pela PF. O senador está entre os investigados e já foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo STF. 
Custos
De acordo com a PF, o custo de cinco diárias no hotel foi de aproximadamente 3 mil euros, equivalente a R$ 18 mil. Uma fatura do pagamento foi encontrada no e-mail do banqueiro 
"A própria invoice [nota fiscal] indica a contratação de “2x Jr. Suítes”, sendo uma destinada a Ciro Nogueira e outra a Hugo Motta, o que reforça a identidade dos beneficiários da despesa", informou a corporação.
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Proximidade
O relatório da Operação Compliance também revelou a proximidade entre Ciro Nogueira e Vorcaro. Segundo a PF, Ciro teve viagens pagas por Vorcaro a Paris, Nova Iorque e Courchevel, nos Alpes franceses. 
Pelos cálculos da corporação, as viagens custaram mais de R$ 400 mil.
"Conclui‑se que o benefício econômico direto atribuído a Ciro Nogueira, decorrente das viagens internacionais examinadas no subtópico 5.3.4, perfaz o montante de R$ 468.721,78, sem considerar os gastos com voos privados", concluiu a PF. 
Outro lado 
Na tarde de hoje, ao ser perguntado por jornalistas sobre o episódio, Motta disse que está "tranquilo" e que esteve em Lisboa para participar de um evento jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes.
Até o momento, Ciro Nogueira não se pronunciou sobre o relatório da PF. 

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Senador Ciro Nogueira recebeu propina para favorecer banqueiro Daniel Vorcaro, afirma PF

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 Imagem: Divulgação
A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master. Os investigadores afirmam que o senador Ciro Nogueira presidente do Partido Progressistas (PP), recebeu propina para favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal esteve na casa do senador Ciro Nogueira, em um bairro nobre de Brasília. Ciro Nogueira é presidente do Progressistas, foi ministro da Casa Civil do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e é uma das principais lideranças do Centrão no Congresso.
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O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, sobre as medidas. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF - Supremo Tribunal Federal. Procuradoria-Geral da República concordou com a quinta fase da Compliance Zero.
Ciro Nogueira estava em casa e acompanhou a ação. A Polícia Federal apreendeu o celular dele e US$ 27 mil em dinheiro vivo. O senador é o primeiro político alvo de um mandado de busca e apreensão no caso Master.
Na decisão, André Mendonça afirma que "os autos reúnem diversos elementos de prova, dentre os quais se destacam comprovantes bancários de transferências, registros de viagens e mensagens eletrônicas trocadas, em tese, entre integrantes da organização criminosa. Trata-se de elementos que indicam, em status de alegação, a possível prática de atos de corrupção, operações de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e continuidade delitiva". 
A polícia cumpriu mais nove mandados em São Paulo, Minas Gerais e no Piauí, estado de Ciro Nogueira. Em Teresina, os policiais estiveram em uma loja de motos que pertence ao senador. 
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No mesmo endereço está registrada uma outra empresa investigada. A empresa é administrada por Raimundo Nogueira, irmão do senador, que também foi alvo. O empresário será monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão afirma que ele dava sustentação formal e operacional ao esquema.
Outro alvo da operação foi Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário do senador Ciro Nogueira. Segundo a PF, Bernardo atuava na parte operacional dos pagamentos para evitar o rastreamento do dinheiro ilícito.
O único preso nesta quinta-feira (7) foi Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Ele estava em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prisão é válida por cinco dias. Felipe é investigado desde a segunda fase da investigação e foi apontado pela PF como operador financeiro do banqueiro.
Os agentes apreenderam dez carros de luxo dos investigados, joias e relógios. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de R$ 18 milhões. 

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quarta-feira, 13 de abril de 2022

Caso das 'escolas fake' faz governo avaliar situação de Ciro Nogueira

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PORTAL TERRA Imagem: Antonio Molina (Estadão)
O Palácio do Planalto demonstra preocupação com o desgaste político do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Ao longo deste domingo, auxiliares mais próximos do presidente Jair Bolsonaro avaliaram que a revelação de um esquema de 'escolas fake' que tem como base o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ameaça a permanência do ministro no governo e tem potencial corrosivo para a estratégia da campanha à reeleição do presidente, que está centrada no debate da corrupção.
Neste domingo, 10, o Estadão revelou que, com o aval do FNDE, controlado pelo ministro da Casa Civil, deputados 'vendem' aos seus eleitores a ideia de que conseguiram recursos para colégios e creches, com promessas de construção de duas mil novas unidades sem garantias orçamentárias.
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) vai pedir a abertura de uma investigação na Corte até terça-feira, em mais um desgaste para o governo provocado pela área controlada por Ciro Nogueira.
Uma série de reportagens do jornal já mostrou que o ministro, por meio de um apadrinhado, controla o FNDE, órgão que concentra o dinheiro do setor. O Estadão mostrou que o ministro se reúne com o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, com frequência.
A ala ideológica e o núcleo militar do governo avaliaram que o levantamento de 3,6 mil obras de escolas, creches e quadras paradas no País, apresentado pela reportagem, põe em xeque a narrativa de eficiência e o suposto caráter técnico na distribuição de recursos da infraestrutura.
A situação de Ciro no Planalto é monitorada mais de perto por essa ala do governo desde que o Estadão revelou um esquema de cobrança de propina no Ministério da Educação operado por pastores. A prioridade número um no Planalto é pavimentar o caminho de mais um mandato para o presidente. Essa premissa foi fundamental para a saída de Milton Ribeiro do cargo de ministro da pasta.
No governo, auxiliares de Bolsonaro começaram a fazer o discurso de que o envolvimento de Ciro Nogueira com casos de corrupção é do governo anterior. 
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Na última quinta-feira, a Polícia Federal concluiu que o atual ministro recebeu propinas do grupo J&F e praticou crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na campanha da reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff.
Procurado, Ciro Nogueira não foi localizado pela reportagem.
Parlamentares repercutem caso das 'escolas fake'
Neste domingo, 10, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) disse que, agora, é hora de cobrar o trabalho do Ministério Público, da Polícia Federal e do TCU. Ele alegou ser o "maior defensor de CPI", apesar de não ter assinado, na última semana, o documento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito do MEC.
"Fui certa vez expulso do PSDB por assinar CPI para investigar o governo do meu próprio partido. Sempre atuo com independência e não aceito pressões", afirmou o senador. "Mas não faço esse jogo do espetáculo da encenação", ponderou.
O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que retirou a assinatura para a instauração da CPI, afirmou que as revelações deste domingo demonstram que há um "puro jogo para enganar a sociedade". "Incríveis 3,5 mil escolas inacabadas e o início de mais 2000 sem verbas para a construção."
Guimarães justificou a retirada da assinatura da CPI por receio de que ela se tornaria um "palanque eleitoral", ao entender que a investigação não seria "imparcial e técnica". O senador diz entender que "fatos muito graves estão acontecendo no MEC", mas que é melhor que a investigação seja feita pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
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Além do senador Oriovisto, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) também anunciou neste final de semana que não vai mais assinar o pedido de abertura da comissão parlamentar de inquérito. São necessárias 27 assinaturas para abertura de uma CPI e, com a retirada dos dois, não há o número suficiente.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do pedido de instauração da CPI, se manifestou neste domingo nas redes sociais, após o anúncio do senador Styvenson. "Estadão revelou mais um escândalo na pasta. Precisamos passar a limpo a corrupção desse governo no MEC! Temos que proteger o dinheiro público! #CPIdoMEC".
A presidente executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, defende a rápida investigação dos fatos. "A gestão educacional federal fere a Lei Orçamentária, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os princípios constitucionais da administração pública, promove violação penal com emprego irregular de verbas públicas". "Tudo isso já constituiria um escândalo em anos normais. Mas após a pandemia, com efeitos gravíssimos na educação brasileira, esses supostos crimes precisam ser imediatamente investigados e seus responsáveis punidos", afirmou.

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