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sábado, 19 de setembro de 2026

André Mendonça pede ajuda para PF, por não conseguir acessar o celular de Vorcaro

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: METROPOLES  – Imagem: Divulgação 
O ministro do STF André Mendonça enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, neste sábado (19/9), informando que ainda não conseguiu ter acesso efetivo à íntegra do conteúdo de um dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro apreendidos pela corporação.
No documento, ao qual a coluna teve acesso, Mendonça afirma que o gabinete não conseguiu acessar os dados armazenados na mídia entregue pela PF. 
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O ministro do Supremo atribui o problema a possíveis dificuldades técnicas ou até a algum defeito no material fornecido pela corporação.
“Até o presente momento, seja por dificuldades de ordem técnica operacional, seja por algum tipo de defeito contido na mídia entregue, este Gabinete não logrou êxito em obter acesso efetivo ao material ali contido, permanecendo os respectivos dados e informações indisponíveis ao exame e análise deste juízo”, diz Mendonça no ofício.
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O ministro do STF, então, pede à Polícia Federal “auxílio técnico operacional necessário, bem como a conferência na higidez do material especificamente entregue” a seu gabinete, “a fim de viabilizar a superação de qualquer óbice ao efetivo acesso ao referido material”.A reclamação ocorre em meio à disputa dentro do STF em torno do acesso ao celular de Vorcaro. Nos últimos dias, o ministro Luiz Fux também pediu à PF acesso integral ao conteúdo do aparelho. 
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Fux e Mendonça pediram acesso ao mesmo material já disponibilizado a Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação

O ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues  e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.
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"É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência", escreveu Fachin. 
"Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal", continuou Fachin. 
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A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master.
O caso passou a envolver também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal (PGR), Andrei Rodrigues, o presidente do STF, Edson Fachin, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.
Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. 
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Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar o ministro para discutir a relação entre a PF e o gabinete do relator. 
Com informações do G1. 

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sábado, 5 de setembro de 2026

Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF sobre caso Vorcaro

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE – Imagem: Gustavo Moreno/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin determinou nesta quinta-feira (3/9) que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre pontos relacionados às investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master.
Os quatro terão prazo de cinco dias úteis para apresentar, por escrito, as informações que considerarem pertinentes. 
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A decisão foi tomada após Fachin abrir um procedimento próprio para analisar circunstâncias relacionadas ao caso que chegou ao STF e que teve peças recentemente tornadas públicas.
No despacho, Fachin lembra que Mendonça, relator da Petição 16.662, indicou que o caso deveria ser submetido ao plenário da Corte. Posteriormente, porém, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou parecer defendendo a extinção da petição. Diante do impasse, o presidente do Supremo afirmou ser responsabilidade da Presidência garantir que uma eventual análise colegiada ocorra “a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam”.
Fachin também sinaliza que pretende esclarecer pontos levantados pela PGR antes de uma definição sobre o futuro do caso. Segundo ele, além da posterior análise de “eventuais vícios de forma”, as informações apresentadas pela Polícia Federal, “se reconhecidas”, podem exigir uma atuação da Presidência do STF para resguardar as prerrogativas da Corte.
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Entre os pontos que Fachin quer esclarecer está a atuação da própria Polícia Federal em investigações que eventualmente atinjam autoridades com foro no Supremo. O ministro questiona especificamente o cumprimento do artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que prevê o envio dos autos ao tribunal competente quando, durante uma investigação, surgirem indícios da prática de crime por magistrado.
O despacho vai além. Fachin também pede informações sobre “eventuais indícios de que credenciais de acesso institucional tenham sido utilizadas para avaliar documento estritamente particular” e sobre a possibilidade de “informações sujeitas ao sigilo judicial” terem sido reveladas a uma pessoa investigada.
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Outro ponto colocado sob análise envolve as circunstâncias de uma determinação para que fossem identificadas pessoas mencionadas em documento da investigação. Fachin também cobra informações sobre quais medidas foram adotadas no âmbito do controle externo da atividade policial para assegurar o cumprimento da Loman.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PF aponta proximidade entre Vorcaro e Gonet; ‘Já estou com saudades’, teria dito PGR a banqueiro

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
Mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro do Banco Master indicam proximidade entre o banqueiro e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. 
O advogado Ciro Soares aparece como principal interlocutor entre os dois. Ele foi um dos advogados que impetraram habeas corpus no STJ para tentar reverter a primeira decisão que autorizou a prisão preventiva de Vorcaro. 
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O relatório também registra o custeio total de despesas de uma viagem a Londres de Pedro Gonet, filho do PGR. 
Veja a linha do tempo que revela a proximidade entre Gonet e Vorcaro, de acordo com o relatório da PF:
- Abril de 2024: Ciro Soares escreve a Daniel Vorcaro que "Amizade é tudo viu irmão" e que "Gonet é firme". Segundo as mensagens, Gonet teria ajudado a convencer um candidato a deixar uma disputa em favor de Jarbas Soares Júnior, então procurador-geral de Justiça de Minas Gerais. A disputa em questão era para a presidência do conselho que reúne os procuradores-gerais do país, o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG).
- 15 de março de 2025: Ciro envia a Vorcaro uma foto em que aparece ao lado de Paulo Gonet. Em seguida, escreve: "Liga aqui" e "Ele quer falar com você". Segundo a perícia, foram realizadas quatro chamadas consecutivas entre Vorcaro e Ciro na sequência. 
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Para a PF, os registros indicam que o banqueiro conversou com o PGR pelo aparelho do advogado.
- 28 de março de 2025: Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui ao procurador-geral: "Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma" e "Manda essa mensagem para ele". Depois, afirma que Gonet iria com eles para Londres e encaminha outro comentário atribuído ao PGR: "Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!" [The Macallan, marca escocesa de uísque].
- 29 de março e 11 de abril de 2025: Ciro escreve a Vorcaro: "Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres". O banqueiro responde: "Obvio ne". Dias depois, Ana Matos, funcionária do marketing do banco, envia a Vorcaro uma lista de nomes para aprovação dos custos da viagem. Vorcaro responde: "Pedro e ciro ok", autorizando, segundo o relatório, o pagamento das despesas dos dois.
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- Abril de 2025:
após a publicação de uma reportagem sobre negociações e operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), Ciro diz a Vorcaro que precisava falar com ele com urgência e afirma estar a caminho da Procuradoria-Geral da República: "Estou indo no PG agora".

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mendonça retira sigilo de ação sobre Vorcaro e Moraes

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CNN BRASIL – Imagem: Divulgação
O ministro André Mendonça do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo sobre a ação que apura mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
A decisão ocorreu pouco depois de o Estadão revelar conversas nas quais o banqueiro pedia ao magistrado que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.
Diante das informações, Mendonça pediu à PGR esclarecimentos complementares sobre a mensagem. Segundo apuração da CNN, o ministro também estaria mapeando os votos que poderia obter dentro da Corte para uma eventual apuração.
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Mensagens antes da prisão
Outras conversas entre Vorcaro e Moraes também vieram a público nesta terça-feira. O ex-banqueiro procurou o ministro dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal, quando tentava embarcar em um avião particular com destino a Dubai.
Em uma mensagem enviada em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Na sequência, questionou sobre um juiz identificado como Ricardo, perguntou se o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente da situação e se seria possível fazer alguma coisa.