Esses encontros fazem parte de uma ofensiva para que o
governo do presidente Donald Trump retome sanções contra o ministro do
STF Alexandre de Moraes e também estenda as medidas aos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Em julho do ano passado, Moraes foi alvo de sanções financeiras dos
EUA com base na chamada Lei Global Magnitsky, que pune estrangeiros por graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção.
O ministro Moraes é alvo antigo de críticas por parte
de alguns aliados de Trump, como o empresário Elon Musk, entre outros,
que o acusam de censura e de cercear a liberdade de expressão, o que
classificam como uma violação de direitos humanos. Sua mulher, Viviane
Barci de Moraes, também foi alvo das sanções.
Continua depois da publicidade
Em dezembro, após negociação entre Lula e Trump, Moraes e a esposa foram retirados da lista de sancionados.
Nas reuniões desta semana, Eduardo Bolsonaro discutiu
com representantes do Departamento de Estado o julgamento no STF que
analisa se Moraes deve ou não ser investigado por sua relação com o
banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O ministro do STF André Mendonça pediu que o plenário da Corte decida se Moraes deve ser investigado.
A sessão, na terça-feira (15/9),
foi marcada por divergências e troca de acusações entre os ministros e
acabou sem definição sobre a abertura ou não de investigação, sendo
suspensa após pedido de vista de Dino.
Interesse americano
Em conversa com jornalistas em frente ao Departamento
de Estado, antes de reunião nesta quinta-feira (17/9), Eduardo Bolsonaro
não disse com que integrantes do órgão se encontraria, mas afirmou que
iria "trazer a realidade" do que acontece no Brasil.
Continua depois da publicidade
Sugeriu ainda que o STF poderia não reconhecer uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro - apesar de a Corte não ter emitido qualquer manifestação neste sentido.
"A gente viu [na sessão de terça], quando Alexandre de
Moraes e Gilmar Mendes foram criticar André Mendonça, eles falaram que
aquilo era uma continuação do golpe", disse.
"Se eles entenderem que a eleição do Flávio é um ato de
golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer as eleições
brasileiras e também sancionar individualmente esses ministros."
O ex-deputado também indicou que se considera um
"dissidente", ao comentar um documento do ano passado no qual o governo
Trump pedia que as autoridades brasileiras permitissem a participação de
"dissidentes políticos" nas eleições de 2026. O documento revelado
nesta quinta pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Na época, em meio as negociações sobre as tarifas
impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil, o lado brasileiro
rejeitou os termos, lembrando que não há dissidentes no país, que é uma
democracia.
A passagem de Bolsonaro e Figueiredo por Washington
ocorre em um momento em que os EUA monitoram a situação no Brasil e a
crise no STF em meio às investigações sobre o Master.
Continua depois da publicidade
Ambos têm interlocutores em uma ala do governo que é
considerada por analistas mais ideológica e alinhada à direita e que
disputa com outro grupo, mais pragmático, a atenção de Trump quando o
tema é a relação com o Brasil.
Na terça-feira (15/9), mesmo dia da sessão do STF, o
deputado republicano Chris Smith, de Nova Jersey, copresidente da
Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes, enviou carta à
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que menciona a crise
no STF e a relação entre Vorcaro e Moraes.
Smith pediu que a CIDH, que faz parte da Organização
dos Estados Americanos (OEA), monitore essas questões e a situação
brasileira e se manifeste sobre a liberdade de expressão no país.
No ano passado, Smith já havia defendido a aplicação das sanções contra Moraes sob a Lei Magnitsky.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP.
GRUPO 2 - CLIQUE AQUI.
GRUPO 1 - CLIQUE AQUI.
GRUPO 4 - CLIQUE AQUI.
GRUPO - CLIQUE AQUI.
GRUPO 3 : CLIQUE AQUI.
GRUPO 5: CLIQUE AQUI.
GRUPO 6: CLIQUE AQUI.
CURTA AQUI NOSSA
PÁGINA NO FACEBOOK
OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE
RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA
NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM
OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR
A FONTE