By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RADIO NAJUA – Imagem: DivulgaçãoA Justiça concedeu liberdade provisória ao homem suspeito de envolvimento na morte de Marcelo Stadler, de 53 anos, encontrado morto na manhã de segunda-feira, dia 12 de outubro, em uma plantação de trigo na zona rural de Imbituva.
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A decisão foi tomada pelo juiz Ronney Bruno dos Santos Reis, da Unidade Regionalizada de Plantão Judiciário de Irati, que homologou a prisão em flagrante, mas não acatou os pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público para a conversão em prisão preventiva.
De acordo com a decisão judicial, após a localização do corpo, os policiais iniciaram diligências e identificaram rastros de sangue que se estendiam a partir do local onde a vítima foi encontrada. Ao seguirem os vestígios, os agentes localizaram o suspeito ferido por disparo de arma de fogo, em meio à vegetação nas proximidades.
Ainda segundo o documento, o homem estava com um revólver calibre 357, acompanhado de munições deflagradas e intactas.
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A arma foi apreendida e o suspeito encaminhado para atendimento hospitalar. Em razão dos ferimentos, ele não pôde ser interrogado durante os procedimentos iniciais da investigação.
A decisão também apresenta novas informações sobre as possíveis circunstâncias do crime. Conforme os elementos reunidos até o momento, Marcelo Stadler teria constatado anteriormente o furto de fios elétricos em uma propriedade rural. Depois de encontrar os materiais escondidos em uma área de mata, ele teria permanecido nas proximidades com a intenção de surpreender o responsável pelo furto.
Os depoimentos colhidos pela polícia também apontam a possibilidade de ter ocorrido um confronto físico entre os envolvidos, durante o qual o suspeito teria sido atingido por um disparo de arma de fogo.
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Entretanto, a Justiça ressalta que a dinâmica dos acontecimentos ainda precisa ser esclarecida por meio de investigações e exames periciais.
Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para homologar a prisão em flagrante por suspeita de homicídio qualificado. No entanto, entendeu que os elementos apresentados até aquele momento não demonstravam risco concreto à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal que justificasse a manutenção da prisão preventiva.
O juiz também destacou que não havia informações sobre ameaças a testemunhas, tentativa de destruição de provas ou interferência do suspeito nas investigações. Além disso, considerou que as circunstâncias do crime ainda não estavam suficientemente esclarecidas para afirmar que teria ocorrido uma execução previamente planejada.
Com isso, foi concedida liberdade provisória ao investigado, mediante o cumprimento de duas medidas cautelares. Ele deverá comparecer mensalmente à Justiça, até o dia 10 de cada mês, para informar e justificar suas atividades.
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Também está proibido de se ausentar da comarca por período superior a oito dias sem autorização judicial.
Como o suspeito permanecia hospitalizado em decorrência do ferimento por arma de fogo, o magistrado determinou a expedição do alvará de soltura para cumprimento após a alta médica, desde que não exista outra ordem de prisão contra ele. O descumprimento das condições impostas poderá resultar em novas restrições ou até na decretação da prisão preventiva.
A Justiça também autorizou a coleta de material biológico do investigado para obtenção e armazenamento de seu perfil genético, procedimento que deverá ser realizado pela Polícia Científica do Paraná, preferencialmente no prazo de dez dias. A decisão foi assinada na segunda-feira, dia 12 de outubro.
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A concessão da liberdade provisória não representa absolvição nem encerramento do caso. A Polícia Civil continua responsável pela investigação para esclarecer como ocorreu a morte de Marcelo Stadler e determinar as responsabilidades pelo crime.