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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Trama golpista: saiba onde os membros do 'núcleo crucial' ficarão presos a partir de agora

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
Relator do inquérito da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes definiu nesta terça-feira (25) onde os integrantes do "núcleo crucial" da trama golpista deverão começar a cumprir as penas
Os endereços constam nas decisões que concluem a tramitação das ações penais no tribunal – o chamado "trânsito em julgado" dos casos.
Veja abaixo onde os réus passarão a cumprir pena:

  • Jair Bolsonaro: permanece Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
  • Anderson Torres: Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília
  • Paulo Sérgio Nogueira: Comando Militar do Planalto, em Brasília
  • Augusto Heleno: Comando Militar do Planalto, em Brasília
  • Walter Souza Braga Netto: Vila Militar, no Rio de Janeiro
  • Almir Garnier Santos: Estação Rádio da Marinha, em Brasília
  • Alexandre Ramagem Rodrigues: na decisão, Moraes diz que o réu está foragido e não define o local de cumprimento da pena
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Delator da trama golpista, o tenente-coronel Mauro Cid também foi condenado como parte do núcleo crucial. Mas, pelos benefícios da delação premiada, recebeu uma pena menor: dois anos de reclusão em regime aberto.
Como não recorreu da sentença, ele começou a cumprir pena ainda no começo do mês, em Brasília. Ele tem que ficar em casa das 20h às 6h, não pode deixar o país e nem falar com os outros envolvidos na tentativa de golpe. 
Entenda as penas
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Segundo a decisão de Moraes, Bolsonaro vai permanecer na Superintendência da Polícia Federal onde já está preso preventivamente desde o último sábado (22), para o cumprimento da pena.
O ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão. Ele vai cumprir pena no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, foi condenado a 26 anos de prisão. Ele já estava preso no Rio, desde 14 de dezembro de 2024, na 1ª Divisão de Exército, dentro da Vila Militar, onde vai permanecer cumprindo a pena. 
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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL) e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. O Supremo Tribunal Federal também determinou a perda de mandato do parlamentar. Ele é foragido da justiça e está em Miami, nos Estados Unidos.
Almir Garnier é ex-comandante da Marinha e foi condenado a 24 anos de prisão. Ele vai cumprir a pena na Estação Rádio da Marinha em Brasilia, em Santa Maria.
Augusto Heleno é ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Ele foi condenado a 21 anos de prisão. Ele vai cumprir pena no Comando Militar do Planalto.
Paulo Sérgio Nogueira é ex-ministro da Defesa. Ele foi condenado a 19 anos de prisão e vai cumprir a pena no Comando Militar do Planalto.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Voto de Luiz Fux é pra absolver Jair Bolsonaro, mas condena delator Mauro Cid

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
O ministro Luiz Fux da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quarta-feira (10), quarto dia do julgamento da trama golpista do dia 08 de janeiro, para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de todos os crimes. Fux divergiu dos ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino, e o placar é de 2 x 1 pela condenação. 
Faltam os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que devem apresentar seus argumentos nesta quinta-feira (11), a partir das 9h.  
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- Além de votar para absolver Bolsonaro, Fux também defendeu a absolvição de Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres, Alexandre Ramagem e Augusto Heleno;
- No caso de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, e Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, Fux votou para condená-los por um dos crimes - tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Com isso, o STF formou maioria;
- Fux defendeu a suspensão da ação contra Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin.
Divergiu de Moraes e Dino ao afirmar que não há golpe de Estado sem a deposição de um governo eleito;
- Também divergiu ao rejeitar o crime de organização criminosa, afirmando que não basta um plano criminoso para caracterizar o delito;
- Argumentou que golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito configuram, em tese, apenas um único crime;
- Declarou a “incompetência absoluta” do STF para julgar a trama golpista e defendeu que o caso deveria ter sido analisado pelo plenário, não pela Primeira Turma;
- Fux acolheu a preliminar de cerceamento de defesa por excesso de dados no processo;
- E reconheceu a validade da delação de Mauro Cid, formando maioria no STF para manter o acordo firmado com a PGR: 3 x 0;
O voto de Fux para absolver Bolsonaro
Fux votou para absolver Bolsonaro e Garnier de todos os crimes e para condenar Cid por um dos delitos. Ele decidiu apresentar seu voto individualizado.
Jair Bolsonaro: ao votar pela absolvição de Bolsonaro, Fux afirmou que críticas às urnas não configuram crime, minimizou a minuta do golpe e argumentou que Bolsonaro não tinha obrigação de desmobilizar manifestantes.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: absolver;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver;
Fux analisou três aspectos em seu voto sobre Bolsonaro: uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades, discursos e entrevistas contra as urnas e adesão a planos contra autoridades.
- No caso da Abin, o software que teria sido usado ilegalmente, segundo Fux, deixou de ser usado em maio de 2021 — antes, portanto, do início dos fatos criminosos apontados pela PGR;
- Disse, ao citar os ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas, que “não configura crime contra o Estado Democrático de Direito a manifestação crítica aos Poderes constitucionais”;
- Ao analisar as provas relativas à minuta do golpe, minimizou o documento e disse que “nada saiu do plano da mera cogitação”. Fux disse ainda que a PGR não provou que a minuta foi discutida com o ex-presidente;
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- O ministro também disse que Bolsonaro não tinha dever nenhum de desmobilizar as manifestações e os acampamentos e que ele não ocupava mais o cargo em 8 de janeiro;
- Afirmou que não há nenhuma prova de que o ex-presidente mandou a multidão danificar os prédios públicos: "Falta nexo de causalidade";
- Fux considerou que não há provas de que Bolsonaro soubesse do plano Punhal Verde Amarelo, planejamento para assassinar autoridades como Mores, Lula e Alckmin;
Os votos de Fux sobre os outros réus da trama golpista
Mauro Cid: a Primeira Turma do STF formou maioria, com o voto de Fux, para condenar o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Nos demais crimes, o placar está em 2 x 1 porque o ministro absolveu o réu.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: condenar;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver;
Braga Netto: com o voto de Fux, STF formou maioria para condenar o ex-ministro da Casa Civil por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; nos demais crimes, ele foi absolvido.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: condenar;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver;
Almir Garnier: Fux vota por absolver o ex-comandante da Marinha de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: absolver;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver; 
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Paulo Sérgio Nogueira:
Fux vota para absolver o ex-ministro da Defesa de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: absolver;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver;
General Augusto Heleno: Fux vota para absolver o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: absolver;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver;
Anderson Torres: Fux vota para absolver o ex-ministro da Justiça de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: absolver;
- golpe de Estado: absolver;
- dano qualificado: absolver;
- deterioração de patrimônio tombado: absolver; 
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Alexandre Ramagem:
apesar de defender a suspensão dos crimes imputados ao deputado Alexandre Ramagem, Fux votou para absolver o ex-diretor da Abin de todos os crimes, divergindo totalmente de Moraes e Dino. O placar está em 2 x 1.
- organização criminosa armada: absolver;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito: absolver;
- golpe de Estado: absolver;
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