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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A nova ofensiva de Eduardo Bolsonaro em Washington por sanções contra autoridades brasileiras

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE – Imagem: Rosinei Coutinho/STF
A 17 dias da eleição presidencial brasileira de 4 de outubro, e em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão em Washington em uma investida para pedir que o governo americano imponha novas medidas contra ministros da Corte.
Nesta quarta (16/9) e quinta-feira (17/9), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — filho do ex-presidente e irmão do senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) — e o empresário Paulo Figueiredo estiveram na capital americana para reuniões com integrantes da Casa Branca e do Departamento de Estado, responsável pelas relações internacionais do país.
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Esses encontros fazem parte de uma ofensiva para que o governo do presidente Donald Trump retome sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e também estenda as medidas aos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Em julho do ano passado, Moraes foi alvo de sanções financeiras dos EUA com base na chamada Lei Global Magnitsky, que pune estrangeiros por graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção.
O ministro Moraes é alvo antigo de críticas por parte de alguns aliados de Trump, como o empresário Elon Musk, entre outros, que o acusam de censura e de cercear a liberdade de expressão, o que classificam como uma violação de direitos humanos. Sua mulher, Viviane Barci de Moraes, também foi alvo das sanções.
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Em dezembro, após negociação entre Lula e Trump, Moraes e a esposa foram retirados da lista de sancionados.
Nas reuniões desta semana, Eduardo Bolsonaro discutiu com representantes do Departamento de Estado o julgamento no STF que analisa se Moraes deve ou não ser investigado por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O ministro do STF André Mendonça pediu que o plenário da Corte decida se Moraes deve ser investigado.
A sessão, na terça-feira (15/9), foi marcada por divergências e troca de acusações entre os ministros e acabou sem definição sobre a abertura ou não de investigação, sendo suspensa após pedido de vista de Dino.
Interesse americano
Em conversa com jornalistas em frente ao Departamento de Estado, antes de reunião nesta quinta-feira (17/9), Eduardo Bolsonaro não disse com que integrantes do órgão se encontraria, mas afirmou que iria "trazer a realidade" do que acontece no Brasil.
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Sugeriu ainda que o STF poderia não reconhecer uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro - apesar de a Corte não ter emitido qualquer manifestação neste sentido.
"A gente viu [na sessão de terça], quando Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram criticar André Mendonça, eles falaram que aquilo era uma continuação do golpe", disse.
"Se eles entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer as eleições brasileiras e também sancionar individualmente esses ministros."
O ex-deputado também indicou que se considera um "dissidente", ao comentar um documento do ano passado no qual o governo Trump pedia que as autoridades brasileiras permitissem a participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026. O documento revelado nesta quinta pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Na época, em meio as negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil, o lado brasileiro rejeitou os termos, lembrando que não há dissidentes no país, que é uma democracia.
A passagem de Bolsonaro e Figueiredo por Washington ocorre em um momento em que os EUA monitoram a situação no Brasil e a crise no STF em meio às investigações sobre o Master.
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Ambos têm interlocutores em uma ala do governo que é considerada por analistas mais ideológica e alinhada à direita e que disputa com outro grupo, mais pragmático, a atenção de Trump quando o tema é a relação com o Brasil.
Na terça-feira (15/9), mesmo dia da sessão do STF, o deputado republicano Chris Smith, de Nova Jersey, copresidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes, enviou carta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que menciona a crise no STF e a relação entre Vorcaro e Moraes.
Smith pediu que a CIDH, que faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA), monitore essas questões e a situação brasileira e se manifeste sobre a liberdade de expressão no país.
No ano passado, Smith já havia defendido a aplicação das sanções contra Moraes sob a Lei Magnitsky.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

EUA confirmam novo tarifaço de 25% para produtos brasileiros

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE – Imagem: Divulgação
O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta quarta-feira (15/07), a imposição de uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de produtos exportados pelo Brasil. A decisão foi tomada após o presidente Donald Trump acatar a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), chefiado por Jamieson Greer, encerrando uma investigação comercial que durava cerca de um ano.
A nova taxação foi fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, que permite retaliações contra práticas consideradas injustas. 
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O USTR justificou o “tarifaço” alegando que políticas brasileiras geram insegurança jurídica e competição desleal para empresas dos EUA.
Entre os pontos questionados, destacam-se o comércio digital e o funcionamento de serviços de pagamento, incluindo o Pix, além de discussões que envolvem o mercado de etanol e o combate ao desmatamento ilegal.
A pauta de contestações abrange ainda temas como propriedade intelectual, o fluxo de processamento de patentes e o enfrentamento à pirataria, estendendo-se também a políticas de combate à corrupção e à concessão de tarifas preferenciais.
Esta nova tarifa de 25% se soma a um histórico recente de tensões comerciais. Em julho de 2025, Trump já havia anunciado uma primeira tarifa de 50% contra o Brasil. 
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Além disso, o governo brasileiro monitora uma segunda investigação norte-americana que propõe uma sobretaxa de 12,5% relacionada ao combate ao “trabalho forçado”. Caso as medidas sejam cumulativas, alguns produtos brasileiros podem enfrentar uma taxação total de até 37,5%.
Reação do Planalto
O Palácio do Planalto classificou a medida norte-americana como "injustificada", sustentando o argumento com o fato de que os EUA possuem superávit comercial em relação ao Brasil. Apesar da gravidade do anúncio, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou um boletim macrofiscal no qual prevê que o impacto econômico das novas tarifas sobre a economia nacional deve ser "reduzido" ou limitado.
Como resposta estratégica ao cenário, o governo brasileiro estuda duas frentes de ação: contestar a aplicação da medida para tentar ampliar a lista de exceções voltadas a produtos considerados estratégicos e, em paralelo, acionar a Lei da Reciprocidade Econômica — sancionada em 2025 —, mecanismo que autoriza o país a adotar contramedidas diretas, como a aplicação de tarifas sobre importações americanas e a suspensão de concessões comerciais em vigor.
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Para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a disputa possui um forte componente político. Integrantes do Planalto acreditam que a ofensiva foi influenciada por pressões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao Supremo Tribunal Federal.
Curiosamente, os filhos do ex-mandatário, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, participaram de audiência em Washington. Flávio afirma ter chegado a pedir que o tarifaço não fosse aplicado agora, argumentando que a medida poderia fortalecer politicamente Lula antes das eleições.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Donald Trump desiste de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz e fala em fazer negócio com países do Golfo Pérsico

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 – Imagem: Divulgação
Vinte e quatro horas depois de anunciar a cobrança de uma taxa para embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, o presidente
Donald Trump voltou atrás.
O futuro do Estreito de Ormuz está cada vez mais incerto. Na segunda-feira (13), o presidente Donald Trump anunciou que cobraria um pedágio de 20% do valor da carga de todos os navios que passassem pela via e declarou que os Estados Unidos seriam os guardiões do estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã ironizou. Em uma rede social, Abbas Araghchi escreveu: 
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“O presidente tem razão. Quem fornecer segurança aos navios que cruzam o estreito deve ser recompensado. O Irã sempre foi o guardião do estreito, 20% é muito. Seremos justos”.
Nesta terça-feira (14), Trump, que sempre criticou a cobrança de pedágio, recuou. Disse que os Estados Unidos fizeram um bloqueio naval que, na prática, mantém a passagem aberta para todos os navios, menos os iranianos, e sugeriu uma nova fórmula para recompensar a segurança no estreito. Disse que conversou com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Kuwait.
"Eles adorariam investir nos Estados Unidos em valores recorde. Achei aceitável. Assim, não haveria uma taxa. Não gosto do conceito de pedágio, mas também não seria justo proteger o estreito para todo mundo, inclusive para China, e não ser recompensado”. 
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Até o dia 27 de fevereiro, o Estreito de Ormuz era apenas uma via marítima por onde passavam 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Mas o conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã transformou a passagem, que no ponto mais estreito tem 39 km, em uma arma de guerra. Rapidamente, os iranianos bloquearam o estreito e perceberam que, mais do que o programa nuclear, a navegação pela via tinha efeitos imediatos e danosos para os Estados Unidos e a economia mundial.
O barril do petróleo de referência, que variava perto dos US$ 70 antes da guerra, chegou aos US$ 100 em março e passou a variar de acordo com os ataques dos dois lados. Depois da assinatura do cessar-fogo há um mês, o preço voltou ao patamar anterior à guerra. Mas, na semana passada, o Irã atacou três navios cargueiros que passavam pelo estreito. 
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O acordo foi cancelado e o barril voltou a subir.
O Comando Militar americano divulgou imagens de ataques a alvos militares no Irã durante a madrugada. A cidade portuária de Bushehr também foi bombardeada. Em um comunicado na TV estatal, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou dois petroleiros do Bahrein no Estreito de Ormuz e alvos americanos também na Jordânia e no Kuwait. O governo do Kuwait disse que quatro militares ficaram feridos no ataque a um navio por mísseis e drones iranianos. 

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Morreu Bonnie Tyler aos 75 anos, a voz de Total Eclipse Of The Heart

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Divulgação
A música perdeu nesta quinta-feira (9) uma de suas vozes mais marcantes. Bonnie Tyler morreu aos 75 anos, em um hospital de Portugal, após complicações de saúde decorrentes da doença que vinha tratando nas últimas semanas. A informação foi confirmada por representantes da artista em comunicado oficial.
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Nascida Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler conquistou projeção internacional no fim dos anos 1970 com "It's a Heartache", mas entrou definitivamente para a história da música em 1983 com "Total Eclipse of the Heart". Escrita e produzida por Jim Steinman, a faixa liderou a Billboard Hot 100 por quatro semanas e se tornou um dos maiores clássicos dos anos 80.
Sua voz rouca e poderosa, resultado de uma cirurgia nas cordas vocais que acabou mudando seu timbre para sempre, virou sua principal marca registrada. 
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Mesmo após o auge comercial, a cantora permaneceu ativa por décadas, mantendo uma agenda de shows e lançamentos, especialmente na Europa. Sua morte encerra uma trajetória de quase 50 anos dedicada à música, mas deixa um legado que segue vivo em canções que continuam emocionando diferentes gerações.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Trump compartilha artigo que cita eleição presidencial no Brasil como 'grande teste'

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump usou uma rede social nesta terça-feira (23) para compartilhar um artigo que cita as eleições presidenciais no Brasil como um "grande teste" para o "ressurgimento conservador" na América Latina. 
A publicação foi feita pelo site da emissora conservadora Newsmax, alinhada ao governo Trump. 
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Intitulado "Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina", o artigo afirma que países do continente vêm se alinhando às políticas do presidente dos EUA.
O texto usa como gancho a recente vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia. Segundo a publicação, o resultado aponta para a formação de um governo assumidamente favorável a Trump. 
O Brasil aparece no fim do artigo. A Newsmax afirma que a eleição presidencial no país pode ser a "disputa mais importante do hemisfério". O texto também levanta dúvidas sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar dados ou provas.  
"Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década", afirma a reportagem.
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Na lista de desafios para o conservadorismo na América Latina, o artigo também cita a situação política na Venezuela, em Cuba e na Nicarágua.
Ao compartilhar o texto na internet, Trump apenas reproduziu o título do artigo e não fez outros comentários. 

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Senado dos EUA aprova resolução e impede Trump de fazer novos ataques ao Irã sem aprovação do Congresso

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso. A medida já havia sido aprovada pela Câmara no início do mês. 
O resultado da votação reflete a preocupação de parlamentares, inclusive republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na Câmara e no Senado.  
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A proposta foi aprovada no Senado por 50 votos a 48. Quatro senadores republicanos votaram contra o presidente: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy.

  • Paul e Collins são vistos como aliados mais próximos de Trump, enquanto Murkowski e Cassidy frequentemente fazem críticas ao presidente.

Esta foi a primeira vez desde a promulgação da Resolução dos Poderes de Guerra, em 1973, que o Congresso dos EUA aprovou uma medida para obrigar um presidente a encerrar um conflito.
Para aprovar o texto, os democratas recorreram a uma manobra regimental para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. A resolução não precisa ser sancionada pelo presidente. Por outro lado, não tem força de lei. 
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Desde o início do conflito, os democratas trabalhavam para tentar restringir os poderes de guerra de Trump. A Constituição dos EUA determina que o Congresso deve autorizar uma guerra. Entretanto, o presidente pode ordenar operações militares para responder a ameaças iminentes.
Trump usou essa brecha para atacar o Irã. Pela lei, o presidente precisaria de autorização do Congresso 60 dias após o início da ofensiva para manter os ataques. No entanto, Trump ignorou o prazo e lançou novos ataques nos últimos dois meses. 
A Casa Branca argumenta que o prazo de 60 dias, iniciado em 28 de fevereiro, deixou de valer após o primeiro cessar-fogo firmado entre os dois países em abril.
A guerra contra o Irã se tornou um tema tóxico para Trump e para o Partido Republicano. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis. 
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O temor entre aliados do presidente é que a rejeição popular à ofensiva tenha impacto direto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.
Na semana passada, EUA e Irã assinaram um memorando para encerrar a guerra de forma definitiva. Os dois países ainda negociam pontos abertos para um acordo final. 
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Mesmo com um cessar-fogo em vigor, existe a expectativa de que a Casa Branca recorra à Justiça para tentar derrubar o texto aprovado pelo Congresso. Opositores afirmam que vão trabalhar para garantir que a resolução seja respeitada. 

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Acordo entre os EUA e o Irã tem 14 pontos, prevê fim de sanções e US$ 300 bilhões para a reconstrução do país; entenda

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Divulgação
O memorando de entendimento que deverá ser assinado na sexta-feira (19) entre os Estados Unidos e o Irã estabelece 14 compromissos que abrangem questões militares, econômicas e nucleares. Entre os principais pontos, estão a suspensão de sanções ao setor petrolífero iraniano, a liberação de bilhões de dólares em recursos congelados e a exigência de um plano de reconstrução do país, estimado em pelo menos US$ 300 bilhões. As informações são da Agência Mehr.
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Segundo o texto divulgado, o primeiro ponto prevê a interrupção permanente e imediata da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. O memorando também estabelece que os Estados Unidos se comprometem a não interferir nos assuntos internos iranianos e a respeitar a soberania da República Islâmica do Irã.
Outro item determina a remoção completa do bloqueio naval em até 30 dias. No mesmo prazo, o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto sob acordos estabelecidos pelo Irã. O documento ainda prevê a retirada das forças estadunidenses das áreas ao redor do país persa.
Suspensão de sanções e acesso a recursos
Entre os principais pontos econômicos do memorando está a suspensão das sanções relacionadas ao petróleo, aos produtos petroquímicos e a seus derivados. O texto também garante ao Irã acesso integral às receitas obtidas com essas atividades. O acordo estabelece, ainda, que os Estados Unidos e seus aliados deverão apresentar planos de reconstrução para o Irã no valor mínimo de US$ 300 bilhões.
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Outro compromisso previsto é a liberação de US$ 24 bilhões pertencentes ao Irã que permanecem congelados. Durante o período de 60 dias destinado às negociações finais, metade desse montante deverá ser disponibilizada antes mesmo do início das conversações.
Negociações nucleares
O memorando prevê um período de 60 dias de negociações para a construção de um acordo definitivo. As discussões deverão tratar de questões nucleares, da eliminação completa das sanções primárias e secundárias impostas pelos Estados Unidos, além das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
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O Irã reafirma, no documento, seu compromisso com o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e declara que não produzirá armas nucleares. Durante as negociações, os Estados Unidos se comprometem a não ampliar sua presença militar na região, nem a impor novas sanções ao país.
Implementação e garantias
O texto também prevê a criação de um mecanismo de supervisão para acompanhar a implementação das medidas acordadas. De acordo com a versão divulgada pela Agência Mehr, o acordo definitivo deverá ser aprovado por meio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
As negociações finais somente poderão começar após a liberação de metade dos recursos iranianos congelados, a suspensão das sanções ao petróleo e a retirada do bloqueio naval. 
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O memorando estabelece, ainda, que o acordo final ficará restrito a três temas: o destino do material enriquecido e o enriquecimento nuclear, o alívio das sanções e o programa de reconstrução da economia iraniana. Questões relacionadas ao programa de mísseis do Irã e ao apoio a grupos de resistência foram retiradas da pauta das negociações.
Com informações do Brasil 247. 

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Câmara dos EUA aprova resolução que limita poderes de Trump e encerra guerra contra o Irã

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca encerrar a guerra contra o Irã. 
O texto foi aprovado por 215 votos a 208. Quatro republicanos se juntaram aos democratas e votaram a favor da medida. A resolução ainda precisa ser aprovada pelo Senado e não depende de sanção de Trump. 
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Na prática, o Congresso quer impedir que Trump volte a atacar o Irã sem autorização dos parlamentares. O resultado da votação reflete a crescente preocupação no Capitólio e de republicanos com o conflito. 
No mês passado, o Senado aprovou uma medida semelhante para obrigar Trump a encerrar operações militares no Oriente Médio. A votação também contou com o apoio de um pequeno grupo de republicanos. O texto, porém, não foi submetido a uma votação final e está parado no Congresso.
O novo esforço da Câmara segue um caminho diferente. Os democratas recorreram a uma manobra regimental que obriga a análise do texto em até duas semanas e meia. 
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Ainda assim, os republicanos têm maioria no Senado. Para que a medida seja aprovada, será necessário que parte da bancada do partido de Trump vote com os democratas, assim como foi em maio.
Mesmo que uma dessas medidas seja aprovada em definitivo pelo Congresso dos EUA, a expectativa é que Trump recorra à Justiça para tentar derrubá-la. A Casa Branca afirma que qualquer tentativa de limitar os poderes do presidente para conduzir ações militares é inconstitucional.
Por outro lado, parte do Partido Republicano também demonstra preocupação com o prolongamento da guerra. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis. 
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O temor entre os republicanos é que a rejeição à ofensiva tenha impacto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado. 

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