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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: DivulgaçãoO Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso. A medida já havia sido aprovada pela Câmara no início do mês.
O resultado da votação reflete a preocupação de parlamentares, inclusive
republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés
para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na
Câmara e no Senado.
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- Paul e Collins são vistos como aliados mais próximos de Trump, enquanto Murkowski e Cassidy frequentemente fazem críticas ao presidente.
Esta foi a primeira vez desde a promulgação da Resolução dos Poderes de
Guerra, em 1973, que o Congresso dos EUA aprovou uma medida para
obrigar um presidente a encerrar um conflito.
Para aprovar o texto, os democratas recorreram a uma manobra regimental
para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. A resolução não
precisa ser sancionada pelo presidente. Por outro lado, não tem força de
lei.
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Trump usou essa brecha para atacar o Irã. Pela lei, o presidente
precisaria de autorização do Congresso 60 dias após o início da ofensiva
para manter os ataques. No entanto, Trump ignorou o prazo e lançou
novos ataques nos últimos dois meses.
A Casa Branca argumenta que o prazo de 60 dias, iniciado em 28 de
fevereiro, deixou de valer após o primeiro cessar-fogo firmado entre os
dois países em abril.
A guerra contra o Irã se tornou um tema tóxico para Trump e para o
Partido Republicano. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e
provocou alta nos preços dos combustíveis.
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Na semana passada, EUA e Irã assinaram um memorando para encerrar a
guerra de forma definitiva. Os dois países ainda negociam pontos abertos
para um acordo final.
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Mesmo com um cessar-fogo em vigor, existe a expectativa de que a Casa
Branca recorra à Justiça para tentar derrubar o texto aprovado pelo
Congresso. Opositores afirmam que vão trabalhar para garantir que a
resolução seja respeitada.
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