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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

MPT recebe 530 denúncias de assédio eleitoral após resultado das eleições

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Divulgação
O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 530 denúncias de assédio eleitoral após o resultado das eleições de 2026. Os números registrados de 23h59 do último domingo (25) até as 17h45 desta terça-feira (27) correspondem a 21,4% das 2.467 denúncias recebidas pela instituição em todo o ano. 
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O volume chama a atenção para a continuidade das práticas de assédio eleitoral mesmo após o encerramento da votação, com publicações nas redes sociais que incentivam empresários a demitir trabalhadores que votaram em determinado candidato.
Ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras formas de retaliação motivadas pelo voto dos trabalhadores podem configurar assédio eleitoral e podem ser alvo de investigação do MPT.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, ressalta que a liberdade de escolha política deve ser respeitada também no ambiente de trabalho. 
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“O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”, afirma. Segundo ele, a instituição está atenta às denúncias e atuará com firmeza na apuração dos casos.
Quem sofreu ou presenciou situações de assédio eleitoral pode apresentar denúncia ao MPT pelo site www.mpt.mp.br. O registro pode ser feito de forma remota e sigilosa.
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Para contribuir com a apuração, é importante guardar provas, como capturas de tela de mensagens e publicações em redes sociais, áudios, gravações de tela e informações sobre possíveis testemunhas. O MPT continua recebendo denúncias relacionadas a práticas ocorridas antes, durante e depois das eleições.
Dados 
Até o fim do primeiro turno, o MPT recebeu 991 denúncias. No segundo turno, foram registrados 946 novos casos. 

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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Presidente do TSE diz que entregou pleito com segurança e que as eleições 'transcorreram dentro da mais absoluta normalidade'

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
O ministro Kassio Nunes Marques presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta quarta-feira (28) que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as Eleições de 2026 "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade". 
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A carta foi divulgada após o senador fugir do Brasil rumo aos Estados Unidos.  
Em nota, o presidente do TSE afirmou ainda que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.
Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
As alegações de Flávio, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e contrastam com a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL reconheceu o resultado eleitoral, pedindo esclarecimentos da Justiça.
O senador afirmou que ter ocorrido uma "impossibilidade matemática" na votação e contestou decisões tomadas pela Justiça, especialmente pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a votação. 
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O ministro determinou a extensão por duas horas do horário de votação após pedidos – da coligação de Lula e da campanha do próprio Flávio Bolsonaro – de prorrogação em virtude de problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas adversas.
Após as 17h do último domingo (25), menos de 35 mil votos foram registrados nas urnas até as 19h. A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões de votos.
Apesar das declarações de Flávio Bolsonaro, o TSE confirmou a vitória do presidente Lula no pleito e também afirmou que a eleição transcorreu em segurança.
Leia a íntegra da nota do presidente do TSE:
"Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. 
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No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança.
Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.
Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral"

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Após fuga, Flávio se diz 'presidente eleito', apaga post e passa a se chamar de 'líder do Brasil'

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Eva Marie Uzcategui/Reuters
Em uma carta divulgada após fugir do Brasil rumo aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (28) não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil", o "presidente eleito", após às Eleições de 2026.
Após divulgar a primeira carta, em formato de imagens, em uma rede social, Flávio divulgou uma nova carta, também em imagens, em que substituiu as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder".  
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As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e contrastam com a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL reconheceu o resultado eleitoral, pedindo esclarecimentos da Justiça.
No documento, Flávio agradeceu a líderes internacionais, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que está em território norte-americano com a família e "em segurança".
O parlamentar atacou o Judiciário e alegou a existência de um "regime de exceção" e "perseguição política" contra a sua família, negando que sua saída represente uma fuga e comparando sua ida ao exterior a episódios de exílio político de figuras históricas.
Ataques ao sistema eleitoral e contestação do resultado
O senador afirmou que ter ocorrido uma "impossibilidade matemática" na votação e contestou decisões tomadas pela Justiça, especialmente pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a votação.  
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O ministro determinou a extensão por duas horas do horário de votação após pedidos – da coligação de Lula e da campanha do próprio Flávio Bolsonaro – de prorrogação em virtude de problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas adversas.
Após as 17h do último domingo (25), menos de 35 mil votos foram registrados nas urnas até as 19h. A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões de votos.
Flávio Bolsonaro, no documento, defendeu a cassação da chapa eleita, de Lula e Geraldo Alckmin, e disse que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. 
Na segunda versão postada por Flávio, ele trocou "presidente eleito" por "líder" nesse trecho.
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A carta 

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Eleições 2026 na nossa região. Flávio teve o melhor desempenho em Prudentópolis. Lula venceu em uma só cidade

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias)
Confira nos dados abaixo, como foi a Eleição de 2026 para presidente na nossa região, com enceramento neste domingo (26).
Os dados da nossa região, onde em Prudentópolis, Flávio Bolsonaro (PL), conseguiu o seu melhor desempenho com a porcentagem de 74,76%, vencendo em todas as cidades da nossa região.
Já o Lula (PT), que foi eleito presidente, somente venceu em Turvo na nossa região, com a porcentagem de 50,72%.
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Resultados
Flávio Bolsonaro
23.334 votos - 74,76%
Lula
7.878 votos - 25,24%
Flávio Bolsonaro
3.651 votos - 65,87
Lula: 1.892 votos - 34,13%
Flávio Bolsonaro
5.969 votos - 66,90%
Lula
2.953 votos - 33,10%
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Flávio Bolsonaro
12.624 votos - 65,80%
Lula
6.560 votos - 34,20%
Ipiranga
Flávio Bolsonaro
6.459 votos - 70,36%
Lula
2.721 votos - 29,64%
Flávio Bolsonaro
23.156 votos - 63,16%
Lula
13.507 votos - 36,84%
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Flávio Bolsonaro
3.225 votos - 51,65%
Lula
3.019 votos - 48,35%
Flávio Bolsonaro
5.213 votos - 58,30%
Lula
3.720 votos - 41,70%
Flávio Bolsonaro
60.690 votos - 56,35%
Lula
47.003 votos - 43,65%
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Lula
4.885 votos - 50,72%
Flávio Bolsonaro
4.746 votos - 49,28

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro foi o mais votado em Prudentópolis, como teve Lula eleito o presidente

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias)
Ambos os candidatos aumentaram a quantidade de votos em relação do 1º para o 2º turno nas Eleições de 2026 em Prudentópolis neste domingo (25).
Flávio Bolsonaro (PL), foi o vencedor nos dois turnos em Prudentópolis, mas o Lula (PT), mesmo perdendo no município, foi eleito presidente do Brasil.
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Resultados
2º turno
Flávio Bolsonaro
23.334 votos - 74,76%
Lula
7.878 votos - 25,24%
Votos brancos
382 votos - 1,19%
Votos nulos
447 votos - 1,40%
Votos válidos
31.212 - 97,41%
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1º turno
Flávio Bolsonaro (PL)
21.823 votos - 71,36%
Lula (PT)
6.277 votos - 20,52% 

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Confira os números que elegeram Lula como presidente neste domingo (25)

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias)
Confira os números finais após o encerramento das votações do 2º turno nas Eleições de 2026 neste domingo (25).
Lula (PT) foi eleito para presidente do Brasil, após vencer o Flávio Bolsonaro (PL).
O números são do TSE, onde você pode conferir abaixo os votos também dos dois candidatos no 1º turno.
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Resultados
2º Turno
Lula
64.256.232 - 51,79%
Flávio Bolsonaro
59.826.041 - 48,21%
Votos brancos
1.430.496 - 1,12%
Votos nulos
2.723.305 - 2,12%
Votos válidos
124.082.273 - 96,76%
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1º Turno
Flávio Bolsonaro
56.104.503 votos - 47,03%
Lula
53.879.538 votos - 45,06% 

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Flávio chama resultado do segundo turno de 'sacanagem', diz ser 'impossível' reconhecer derrota e que tentará anulação

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas Eleições de 2026 à Presidência da República, neste domingo (25) criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento e disse que vai pedir anulação das eleições. 
"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil", disse.
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Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". 
"É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", afirmou o candidato derrotado.
A fala também contraria um pedido da própria campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE. Na tarde deste domingo, a campanha do senador pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
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"Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter", disse Flávio.  
O processo eleitoral também foi reconhecido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou na noite deste domingo que o Ministério Público cumpriu sua missão de fiscalizar o processo, combater irregularidades e atuar para que a vontade do eleitor fosse respeitada.
"A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política", afirmou o PGR, que também atua como procurador-geral eleitoral.
Durante pronunciamento feito ao lado do presidente da Câmara dos Deputados após o resultado das eleições, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que "não há o que se contestar" e que "a vitória, em primeiro plano, foi da democracia". 
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"Falamos isso mais cedo [antes do resultado], que precisávamos respeitar a vontade das urnas independente do resultado", afirmou o presidente do Senado. 
"O Congresso está atento ao desejo dos candidatos. Não está bom o momento de agressividade que nós estamos vivendo no Brasil e cabe ao presidente da República unir o Brasil", complementou.  

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Em virada histórica, Lula derrota Flávio Bolsonaro e chega ao quarto mandato como presidente

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação
Em uma eleição acirrada e marcada por uma virada inédita, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) presidente da República nas Eleições de 2026 e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), o petista se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio tinha 48,26%. 
O quarto triunfo de Lula ocorre mais de duas décadas depois de chegar ao poder pela primeira vez, em 2002.
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A virada histórica se deu após uma forte mobilização da campanha do petista, nas ruas e nas redes sociais.  
No quarto mandato, Lula terá grandes desafios, como lidar com uma forte oposição no Congresso Nacional e equilibrar as contas públicas após ampliar benefícios durante campanha eleitoral e prometer reforçar programas sociais.
Um dos fundadores do PT, Lula foi eleito presidente em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro, pai de Flávio, nas eleições de 2022.
Sua trajetória também foi marcada por três derrotas presidenciais, condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), 580 dias de prisão e o retorno à disputa eleitoral.
A nova vitória consolida Lula como o principal personagem da política brasileira no século 21. E garante ao petista mais quatro anos na chefia do Poder Executivo.
Depois de ficar atrás de Flávio no primeiro turno, 47% a 45% dos votos válidos, o petista protagonizou uma virada histórica na segunda etapa da disputa eleitoral.
Quem é Luiz Inácio Lula da Silva?
Lula nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, no interior de Pernambuco. É o sétimo dos oito filhos do casal de lavradores Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello, conhecida como Dona Lindu.
O pai deixou Pernambuco quando Lula ainda era bebê e se mudou para o litoral paulista em busca de trabalho. Em dezembro de 1952, aos sete anos, Lula viajou com a mãe e os irmãos para São Paulo, em um caminhão pau de arara. 
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A família se instalou inicialmente no Guarujá, onde reencontrou Aristides, que já havia formado outra família e a dona Lindu acabou se separando do marido.
Em 1956, mãe e filhos se mudaram para a capital paulista, onde passaram a morar em um pequeno cômodo nos fundos de um bar.
Lula foi vendedor ambulante, engraxate e office boy, até conseguir emprego na Fábrica de Parafusos Marte. 
Aos 14 anos, ingressou na indústria e aos 18 anos concluiu o curso de torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Antes disso, aos 17 anos, perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho.
A vida pessoal de Lula também foi marcada por perdas familiares. Em 1969, casou-se com a operária Maria de Lourdes da Silva, que morreu gravida em 1971. 
Em 1974, Lula se casou com Marisa Letícia, com quem viveu por mais de quatro décadas.  
Lula e dona Marisa tiveram três filhos, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio. Lula também é pai de Marcos Cláudio, filho de Marisa de um relacionamento anterior, que foi adotado pelo petista, e de Lurian, fruto de outro relacionamento com Miriam Cordeiro.
Marisa acompanhou a ascensão política de Lula, desde o movimento sindical até a Presidência da República. Ela morreu em fevereiro de 2017, aos 66 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). 
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Em maio de 2022, Lula se casou pela terceira vez, com a socióloga Rosângela da Silva, conhecida como Janja. A cerimônia ocorreu em São Paulo, durante a campanha que levaria o petista de volta à Presidência da República. 
Movimento sindical e PT
Lula trabalhou na Indústria Villares, metalúrgica em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. Ingressou no movimento sindical por influência do irmão José, chamado de Frei Chico.
Foi suplente, primeiro-secretário e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.
Reeleito presidente do sindicato, Lula ganhou visibilidade nacional pela liderança nas greves de metalúrgicos que paralisaram o ABC durante a ditadura militar (1964-1985). O governo ditatorial reagiu, e o sindicalista ficou 31 dias na cadeia em 1980, com base na antiga Lei de Segurança Nacional.
Também em 1980, Lula foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), junto com políticos, sindicalistas, intelectuais, lideranças rurais e religiosas. Dona Marisa, sua esposa na época, costurou a primeira bandeira do partido. 
O país entrava na reta final da ditadura, com a abertura política "lenta e gradual" definida pelos militares, e ganhou alternativa de partido à esquerda.
A atuação de Lula também foi importante na criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983. No ano seguinte, ele participou da campanha das Diretas Já, movimento que levou multidões às ruas para exigir a volta das eleições diretas para presidente da República.
A passagem do sindicalismo para a política eleitoral começou em 1982, quando Lula concorreu, sem sucesso, ao governo de São Paulo e ficou em quarto lugar. 
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Quatro anos depois, em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e participou da Assembleia Nacional Constituinte, que promulgou a Constituição de 1988.
Derrotas
Em 1989, o petista estreou na corrida ao Planalto na primeira eleição direta para presidente desde 1960. Ele chegou ao segundo turno, porém foi derrotado por Fernando Collor de Mello, à época no PRN, que em 1992 renunciou e foi condenado em um processo de impeachment motivado por denúncias de corrupção.
Lula voltou a concorrer ao Planalto em 1994 e 1998, porém nas duas ocasiões foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), candidato impulsionado pelo êxito do Plano Real no combate à inflação. 

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