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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Tarifaço de Trump: veja as medidas do governo para tentar conter impacto das tarifas

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
Para minimizar os efeitos da nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo criou um conjunto de medidas que inclui linhas de crédito, garantias para exportadores, benefícios tributários e ações para ampliar a abertura de novos mercados. 
Nesta quarta-feira (22), foi anunciada a liberação de mais R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas. Dentro do Plano Brasil Soberano, este já é o terceiro anúncio e recebe o nome de Brasil Soberano 3.  
Mesmo com uma ampla lista de exceções, o governo calcula que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras foram afetadas pelo tarifaço. Elas representam aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os EUA e movimentaram, juntas, US$ 7,4 bilhões (R$ 37,5 bilhões) em vendas ao mercado americano em 2024.
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Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 74% delas já exportam para outros países, o que pode facilitar o redirecionamento das vendas para novos mercados.
Entre os setores mais afetados estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.
Brasil Soberano concentra principal pacote de apoio
A principal iniciativa é o Plano Brasil Soberano, programa criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A medida prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a encontrar novos mercados.
O auxílio foi estruturado em três etapas. A primeira foi lançada em agosto de 2025, quando o governo criou o programa e autorizou o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para apoiar empresas afetadas pelo primeiro tarifaço dos Estados Unidos.
A segunda etapa começou em março deste ano, com a abertura de uma nova rodada de financiamentos. O programa tinha um limite de R$ 21 bilhões em crédito. 
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Até o encerramento do prazo, nesta quarta-feira (22), empresas protocolaram R$ 19,5 bilhões em 667 pedidos. Como R$ 1,5 bilhão não foi utilizado, o valor retorna ao Tesouro Nacional.
Coincidentemente, no mesmo dia em que se encerrou a segunda etapa, o governo anunciou a terceira. O Brasil Soberano 3 conta com um teto de R$ 18,5 bilhões, destinados a empresas afetadas pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos e pelos impactos da guerra no Oriente Médio.
Desse total, R$ 13,5 bilhões virão de recursos não utilizados do Brasil Soberano 1 e de renegociações de dívidas rurais, e R$ 5 bilhões serão aportados pelo BNDES.
Os recursos podem ser usados para:
  • capital de giro, ajudando empresas a manter suas operações enquanto reorganizam vendas;
  • compra de máquinas e investimentos produtivos;
  • adaptação de produtos e processos para novos mercados;
  • inovação tecnológica;
  • fortalecimento de fornecedores ligados às cadeias exportadoras.
Os beneficiários também precisam assumir compromissos relacionados à manutenção ou ampliação de empregos. 
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A demanda pelo montante já supera o volume inicialmente disponibilizado - os pedidos de financiamento já somam R$ 18,2 bilhões. O BNDES aprovou até agora R$ 8,3 bilhões em operações.
1. Seguro de Crédito à Exportação
Outra frente de apoio é o fortalecimento do Seguro de Crédito à Exportação (SCE). Criado em 1999, diferentemente de uma linha de financiamento, o mecanismo funciona como uma proteção contra riscos de uma operação internacional.
Ele foi ampliado em março deste ano, com a MP nº 1.345/2026, que passou a permitir o uso do SCE para novas modalidades de crédito, especialmente voltadas às micro, pequenas e médias empresas, e integrou o instrumento ao Plano Brasil Soberano.
Depois, no mês passado, o Gecex regulamentou essas mudanças por meio da Resolução nº 916.
Na prática, o seguro ajuda a cobrir possíveis perdas caso um comprador estrangeiro deixe de pagar ou ocorram problemas que impeçam a conclusão do negócio, como restrições políticas ou eventos extraordinários. 
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Com isso, bancos e instituições financeiras ficam mais seguros para conceder crédito aos exportadores.
  • ⏳Quando foi aplicado: em 1999 e reformulado em 2026;
  • 📄​Para que serve: é um seguro que protege operações de crédito ligadas às exportações;
  • 💵​Quanto dinheiro envolve: o SCE não tem um orçamento próprio anunciado, ele é lastreado pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
2. Programa de Financiamento às Exportações
O Programa de Financiamento às Exportações (Proex) surgiu em 1991 e oferece financiamento para exportações brasileiras em condições semelhantes às praticadas internacionalmente, ajudando empresas a competir com fornecedores de outros países. Atualmente, é regulamentado pela Lei nº 10.184/2001 e operado pelo Banco do Brasil com recursos do Tesouro Nacional.
Enquanto o SCE funciona como uma garantia contra riscos, o Proex atua diretamente no financiamento da venda externa.
Na prática, ele ajuda empresas brasileiras a venderem para o exterior oferecendo crédito mais barato ou reduzindo o custo do financiamento da operação e conta com duas modalidades.
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O Proex Financiamento, em que o Tesouro Nacional empresta diretamente recursos ao exportador brasileiro ou ao comprador estrangeiro; e o Proex Equalização, em que o financiamento é concedido por um banco e o governo paga parte dos juros para que o custo fique semelhante ao praticado por concorrentes internacionais.
  • ⏳Quando foi aplicado: em 1991;
  • 📄​Para que serve: oferece financiamento para exportações brasileiras de bens e serviços em condições competitivas no mercado internacional;
  • 💵​Quanto dinheiro envolve: o Proex não tem um valor único. Todos os anos, ele recebe recursos previstos na Lei Orçamentária. Para este ano, foram destinados R$ 2,2 bilhões para o Proex Financiamento e R$ 1,28 bilhão para o Proex Equalização.
3. Drawback
O drawback também não foi criado em resposta ao tarifaço. Trata-se de um regime aduaneiro especial existente há décadas, usado para reduzir o custo de produção de empresas que exportam.
O mecanismo permite suspender ou eliminar determinados impostos sobre matérias-primas e insumos usados na fabricação de produtos exportados.
O que o governo fez após as tarifas dos Estados Unidos foi prorrogar prazos do regime para empresas afetadas por mais um ano, dando mais tempo para que cumpram seus compromissos de exportação.
O recurso foi instituído pelo Decreto-Lei nº 37, de 1966, e atualmente é regulamentado pela legislação aduaneira e por normas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). É administrado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 
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Há três modalidades de drawback, a suspensão (consiste na suspensão de tributos), a isenção (isenta ou reduz os tributos) e a restituição (restitui os tributos pagos na importação de insumo e utilizado no bem exportado).
  • ⏳Quando foi aplicado: em 1966;
  • 📄​Para que serve: reduzir o custo de produção de empresas exportadoras ao suspender ou eliminar tributos sobre matérias-primas e insumos utilizados na fabricação de produtos destinados ao mercado externo;
  • 💵​Quanto dinheiro envolve: o drawback não possui um orçamento próprio, o mecanismo funciona por meio da suspensão, isenção ou restituição de tributos, e não pela liberação de recursos financeiros às empresas.
Lei de Reciprocidade dá instrumento para eventual resposta comercial
Além das medidas de apoio às empresas, o governo também passou a contar com a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso. 
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O mecanismo permite que o Brasil adote medidas equivalentes quando sofrer restrições consideradas injustificadas de outros países.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o instrumento não representa uma retaliação automática, mas uma ferramenta que poderá ser utilizada caso seja considerada necessária. 

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

EUA ameaça o Brasil com mais medidas caso o país aplique a reciprocidade

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: METROPOLES  Imagem: Divulgação 
Os Estados Unidos ameaçaram o Brasil com mais consequências caso o país decida reagir com reciprocidade à decisão dos norte-americanos de taxar produtos brasileiros. No documento que especifica a sobretaxa de 25%, publicado na madrugada desta quinta-feira (16/7), o país poderá considerar que o atual nível de tarifação não é suficiente.
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“Ações do Brasil que aumentem o ônus ou a restrição ao comércio dos EUA — como aumentos de tarifas sobre produtos dos Estados Unidos, em vez de abordar as preocupações dos EUA com as práticas desleais constatadas na investigação — podem indicar que a ação dos EUA neste nível não é suficiente para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil”, afirma o texto.
Os EUA também disseram que a aplicação das tarifas não impede que sejam utilizados outros remédios ou autoridades adicionais, conforme apropriado.
Após a decisão do país, o governo brasileiro informou que vai acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade. A legislação autoriza o Brasil a retaliar ou aplicar sobretaxas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais aos produtos brasileiros.
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A nova tarifa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros entra em vigor a partir da próxima semana, no dia 22 de julho.
Apesar da tarifa geral sobre produtos brasileiros, o documento que oficializa a nova taxação apresenta uma lista detalhada de isenções. 
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Entre os itens que não serão taxados, se destacam, por exemplo, alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.
Já entre os produtos taxados, estão: etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, produtos químicos diversos, papel, açúcar e outros.

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EUA confirmam novo tarifaço de 25% para produtos brasileiros

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE Imagem: Divulgação
O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta quarta-feira (15/07), a imposição de uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de produtos exportados pelo Brasil. A decisão foi tomada após o presidente Donald Trump acatar a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), chefiado por Jamieson Greer, encerrando uma investigação comercial que durava cerca de um ano.
A nova taxação foi fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, que permite retaliações contra práticas consideradas injustas. 
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O USTR justificou o “tarifaço” alegando que políticas brasileiras geram insegurança jurídica e competição desleal para empresas dos EUA.
Entre os pontos questionados, destacam-se o comércio digital e o funcionamento de serviços de pagamento, incluindo o Pix, além de discussões que envolvem o mercado de etanol e o combate ao desmatamento ilegal.
A pauta de contestações abrange ainda temas como propriedade intelectual, o fluxo de processamento de patentes e o enfrentamento à pirataria, estendendo-se também a políticas de combate à corrupção e à concessão de tarifas preferenciais.
Esta nova tarifa de 25% se soma a um histórico recente de tensões comerciais. Em julho de 2025, Trump já havia anunciado uma primeira tarifa de 50% contra o Brasil. 
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Além disso, o governo brasileiro monitora uma segunda investigação norte-americana que propõe uma sobretaxa de 12,5% relacionada ao combate ao “trabalho forçado”. Caso as medidas sejam cumulativas, alguns produtos brasileiros podem enfrentar uma taxação total de até 37,5%.
Reação do Planalto
O Palácio do Planalto classificou a medida norte-americana como "injustificada", sustentando o argumento com o fato de que os EUA possuem superávit comercial em relação ao Brasil. Apesar da gravidade do anúncio, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou um boletim macrofiscal no qual prevê que o impacto econômico das novas tarifas sobre a economia nacional deve ser "reduzido" ou limitado.
Como resposta estratégica ao cenário, o governo brasileiro estuda duas frentes de ação: contestar a aplicação da medida para tentar ampliar a lista de exceções voltadas a produtos considerados estratégicos e, em paralelo, acionar a Lei da Reciprocidade Econômica — sancionada em 2025 —, mecanismo que autoriza o país a adotar contramedidas diretas, como a aplicação de tarifas sobre importações americanas e a suspensão de concessões comerciais em vigor.
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Para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a disputa possui um forte componente político. Integrantes do Planalto acreditam que a ofensiva foi influenciada por pressões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao Supremo Tribunal Federal.
Curiosamente, os filhos do ex-mandatário, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, participaram de audiência em Washington. Flávio afirma ter chegado a pedir que o tarifaço não fosse aplicado agora, argumentando que a medida poderia fortalecer politicamente Lula antes das eleições.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Donald Trump desiste de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz e fala em fazer negócio com países do Golfo Pérsico

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 Imagem: Divulgação
Vinte e quatro horas depois de anunciar a cobrança de uma taxa para embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, o presidente
Donald Trump voltou atrás.
O futuro do Estreito de Ormuz está cada vez mais incerto. Na segunda-feira (13), o presidente Donald Trump anunciou que cobraria um pedágio de 20% do valor da carga de todos os navios que passassem pela via e declarou que os Estados Unidos seriam os guardiões do estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã ironizou. Em uma rede social, Abbas Araghchi escreveu: 
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“O presidente tem razão. Quem fornecer segurança aos navios que cruzam o estreito deve ser recompensado. O Irã sempre foi o guardião do estreito, 20% é muito. Seremos justos”.
Nesta terça-feira (14), Trump, que sempre criticou a cobrança de pedágio, recuou. Disse que os Estados Unidos fizeram um bloqueio naval que, na prática, mantém a passagem aberta para todos os navios, menos os iranianos, e sugeriu uma nova fórmula para recompensar a segurança no estreito. Disse que conversou com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Kuwait.
"Eles adorariam investir nos Estados Unidos em valores recorde. Achei aceitável. Assim, não haveria uma taxa. Não gosto do conceito de pedágio, mas também não seria justo proteger o estreito para todo mundo, inclusive para China, e não ser recompensado”. 
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Até o dia 27 de fevereiro, o Estreito de Ormuz era apenas uma via marítima por onde passavam 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Mas o conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã transformou a passagem, que no ponto mais estreito tem 39 km, em uma arma de guerra. Rapidamente, os iranianos bloquearam o estreito e perceberam que, mais do que o programa nuclear, a navegação pela via tinha efeitos imediatos e danosos para os Estados Unidos e a economia mundial.
O barril do petróleo de referência, que variava perto dos US$ 70 antes da guerra, chegou aos US$ 100 em março e passou a variar de acordo com os ataques dos dois lados. Depois da assinatura do cessar-fogo há um mês, o preço voltou ao patamar anterior à guerra. Mas, na semana passada, o Irã atacou três navios cargueiros que passavam pelo estreito. 
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O acordo foi cancelado e o barril voltou a subir.
O Comando Militar americano divulgou imagens de ataques a alvos militares no Irã durante a madrugada. A cidade portuária de Bushehr também foi bombardeada. Em um comunicado na TV estatal, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou dois petroleiros do Bahrein no Estreito de Ormuz e alvos americanos também na Jordânia e no Kuwait. O governo do Kuwait disse que quatro militares ficaram feridos no ataque a um navio por mísseis e drones iranianos. 

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Trump compartilha artigo que cita eleição presidencial no Brasil como 'grande teste'

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump usou uma rede social nesta terça-feira (23) para compartilhar um artigo que cita as eleições presidenciais no Brasil como um "grande teste" para o "ressurgimento conservador" na América Latina. 
A publicação foi feita pelo site da emissora conservadora Newsmax, alinhada ao governo Trump. 
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Intitulado "Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina", o artigo afirma que países do continente vêm se alinhando às políticas do presidente dos EUA.
O texto usa como gancho a recente vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia. Segundo a publicação, o resultado aponta para a formação de um governo assumidamente favorável a Trump. 
O Brasil aparece no fim do artigo. A Newsmax afirma que a eleição presidencial no país pode ser a "disputa mais importante do hemisfério". O texto também levanta dúvidas sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar dados ou provas.  
"Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década", afirma a reportagem.
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Na lista de desafios para o conservadorismo na América Latina, o artigo também cita a situação política na Venezuela, em Cuba e na Nicarágua.
Ao compartilhar o texto na internet, Trump apenas reproduziu o título do artigo e não fez outros comentários. 

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Senado dos EUA aprova resolução e impede Trump de fazer novos ataques ao Irã sem aprovação do Congresso

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso. A medida já havia sido aprovada pela Câmara no início do mês. 
O resultado da votação reflete a preocupação de parlamentares, inclusive republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na Câmara e no Senado.  
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A proposta foi aprovada no Senado por 50 votos a 48. Quatro senadores republicanos votaram contra o presidente: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy.

  • Paul e Collins são vistos como aliados mais próximos de Trump, enquanto Murkowski e Cassidy frequentemente fazem críticas ao presidente.

Esta foi a primeira vez desde a promulgação da Resolução dos Poderes de Guerra, em 1973, que o Congresso dos EUA aprovou uma medida para obrigar um presidente a encerrar um conflito.
Para aprovar o texto, os democratas recorreram a uma manobra regimental para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. A resolução não precisa ser sancionada pelo presidente. Por outro lado, não tem força de lei. 
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Desde o início do conflito, os democratas trabalhavam para tentar restringir os poderes de guerra de Trump. A Constituição dos EUA determina que o Congresso deve autorizar uma guerra. Entretanto, o presidente pode ordenar operações militares para responder a ameaças iminentes.
Trump usou essa brecha para atacar o Irã. Pela lei, o presidente precisaria de autorização do Congresso 60 dias após o início da ofensiva para manter os ataques. No entanto, Trump ignorou o prazo e lançou novos ataques nos últimos dois meses. 
A Casa Branca argumenta que o prazo de 60 dias, iniciado em 28 de fevereiro, deixou de valer após o primeiro cessar-fogo firmado entre os dois países em abril.
A guerra contra o Irã se tornou um tema tóxico para Trump e para o Partido Republicano. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis. 
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O temor entre aliados do presidente é que a rejeição popular à ofensiva tenha impacto direto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.
Na semana passada, EUA e Irã assinaram um memorando para encerrar a guerra de forma definitiva. Os dois países ainda negociam pontos abertos para um acordo final. 
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Mesmo com um cessar-fogo em vigor, existe a expectativa de que a Casa Branca recorra à Justiça para tentar derrubar o texto aprovado pelo Congresso. Opositores afirmam que vão trabalhar para garantir que a resolução seja respeitada. 

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Acordo entre os EUA e o Irã tem 14 pontos, prevê fim de sanções e US$ 300 bilhões para a reconstrução do país; entenda

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS  Imagem: Divulgação
O memorando de entendimento que deverá ser assinado na sexta-feira (19) entre os Estados Unidos e o Irã estabelece 14 compromissos que abrangem questões militares, econômicas e nucleares. Entre os principais pontos, estão a suspensão de sanções ao setor petrolífero iraniano, a liberação de bilhões de dólares em recursos congelados e a exigência de um plano de reconstrução do país, estimado em pelo menos US$ 300 bilhões. As informações são da Agência Mehr.
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Segundo o texto divulgado, o primeiro ponto prevê a interrupção permanente e imediata da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. O memorando também estabelece que os Estados Unidos se comprometem a não interferir nos assuntos internos iranianos e a respeitar a soberania da República Islâmica do Irã.
Outro item determina a remoção completa do bloqueio naval em até 30 dias. No mesmo prazo, o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto sob acordos estabelecidos pelo Irã. O documento ainda prevê a retirada das forças estadunidenses das áreas ao redor do país persa.
Suspensão de sanções e acesso a recursos
Entre os principais pontos econômicos do memorando está a suspensão das sanções relacionadas ao petróleo, aos produtos petroquímicos e a seus derivados. O texto também garante ao Irã acesso integral às receitas obtidas com essas atividades. O acordo estabelece, ainda, que os Estados Unidos e seus aliados deverão apresentar planos de reconstrução para o Irã no valor mínimo de US$ 300 bilhões.
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Outro compromisso previsto é a liberação de US$ 24 bilhões pertencentes ao Irã que permanecem congelados. Durante o período de 60 dias destinado às negociações finais, metade desse montante deverá ser disponibilizada antes mesmo do início das conversações.
Negociações nucleares
O memorando prevê um período de 60 dias de negociações para a construção de um acordo definitivo. As discussões deverão tratar de questões nucleares, da eliminação completa das sanções primárias e secundárias impostas pelos Estados Unidos, além das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
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O Irã reafirma, no documento, seu compromisso com o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e declara que não produzirá armas nucleares. Durante as negociações, os Estados Unidos se comprometem a não ampliar sua presença militar na região, nem a impor novas sanções ao país.
Implementação e garantias
O texto também prevê a criação de um mecanismo de supervisão para acompanhar a implementação das medidas acordadas. De acordo com a versão divulgada pela Agência Mehr, o acordo definitivo deverá ser aprovado por meio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
As negociações finais somente poderão começar após a liberação de metade dos recursos iranianos congelados, a suspensão das sanções ao petróleo e a retirada do bloqueio naval. 
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O memorando estabelece, ainda, que o acordo final ficará restrito a três temas: o destino do material enriquecido e o enriquecimento nuclear, o alívio das sanções e o programa de reconstrução da economia iraniana. Questões relacionadas ao programa de mísseis do Irã e ao apoio a grupos de resistência foram retiradas da pauta das negociações.
Com informações do Brasil 247

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