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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Vorcaro repassou US$ 1,6 mi a mais que o admitido por Flávio, diz o Coaf

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CNN BRASIL Imagem: Divulgação
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master, realizou repasses para o financiamento do filme “Dark Horse” maior do que o admitido pelo senador e candidato nas Eleições de 2026 à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O valor consta em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que identificou parcela no valor de US$ 1,6 milhão, paga em 16 de setembro de 2025. 
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A informação foi revelada pela revista Piauí e confirmada pela CNN com fontes a par das investigações.
A data do pagamento contradiz uma declaração de Flávio Bolsonaro à GloboNews. Após revelados diálogos entre o parlamentar e o ex-banqueiro sobre o financiamento do filme, Flávio disse em entrevista que o último pagamento feito por Vorcaro ocorreu em maio de 2025.
O pagamento foi feito ao Havengate Development Fund, um fundo americano que administrava o dinheiro para o “Dark Horse” e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.
A reportagem também cita uma nova troca de mensagens, em outubro. 
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O diálogo que indicaria mais um repasse, desta vez valores indicados. A conversa é com o publicitário Thiago Miranda, que confirmou à PF ter ajudado na captação de dinheiro para Dark Horse.
Questionado por jornalistas no Senado sobre os repasses, Flávio disse não ter informações sobre o assunto. Segundo ele, os questionamentos devem ser direcionados para a produtora do filme. "Pergunte para a produtora que parcela é essa. O valor está na prestação de contas. Tecnicamente, quem tem que tratar é a produtora", disse.
Em nota, o Coaf informou que “não se manifesta sobre casos concretos” e que os relatórios são elaborados em “caráter sigiloso”. Segundo o órgão, os relatórios são encaminha para autoridades competentes quando solicitados e quando o Coaf “identifica movimentações relevantes no âmbito da prevenção à lavagem de dinheiro”.
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As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção.
Há dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e apura possíveis irregularidades no financiamento. O outro tem como relator o ministro Flávio Dino e analisa o suposto uso de recursos de emendas parlamentares para bancar a produção.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

Veja a mansão de R$ 6 milhões comprada por Flávio Bolsonaro. ‘Ele que se explique’, dizem os militares

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RIC MAIS Imagem: Divulgação
Depois do escândalo das “rachadinhas”, a riqueza de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro começa a chamar a atenção. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o mais velho dos três rebentos do presidente, acaba de comprar uma mansão em Brasília por R$ 5,97 milhões junto com a esposa, a dentista Fernanda Antunes Bolsonaro. A informação é do site O Antagonista, que descobriu a compra do imóvel. Os militares do governo parecem não ter gostado muito da notícia e, ao serem indagados sobre isto, disseram que “o governo tem que ficar fora disto e o Flávio que se explique“.
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A casa fica num condomínio chamado Residencial Ouro Branco, no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul. A casa tem 1.100 metros quadrados de área construída, num terreno de 2.500 metros quadrados. O novo patrimônio é mais de três vezes o declarado pelo senador na eleição de 2018 (R$ 1,74 milhão).
A casa pertencia ao empresário Juscelino Sarkis. A família Sarkis é dona de uma holding composta por várias empresas, cada uma atuante num ramo diferente, como aços para construção civil, mineração, materiais elétricos, ramo imobiliário, entre outras. Juscelino teria um bom relacionamento com Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal.
Financiamento
Conforme O Antagonista apurou junto ao cartório que fez o registro do negócio, Flávio pagou R$ 2,87 milhões de entrada e financiou o restante (R$ 3,1 milhões no Banco de Brasília, instituição pública sob autoridade do governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha), em 360 parcelas que variam de R$ 18,7 mil e R$ 21,5 mil, ao juros de 3,65% ao ano.
Pelas regas do sistema financeiro habitacional vigentes, seria impossível a qualquer outra pessoa conseguir um financiamento como este, visto que, por lei, nenhuma parcela de financiamento deve consumir mais que 30% da renda da família. O salário líquido de Flávio, como deputado, é de R$ 25 mil. A renda dele precisar ser superior a R$ 46 mil, para poder pagar uma parcela de R$ 18 mil.
O 4º Ofício de Brazlândia (região administrativa do Distrito Federal), afirma o site, teria rasurado os valores referentes à composição da renda de Flávio e da esposa Fernanda. 
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Apesar da rasura, o cartorário disse que comunicou o negócio ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do governo federal que controla operações financeiras de altos valor; além de comunicar Receita Federal e o Tribunal de Justiça, já que Flávio, por ser deputado, é figura pública.
Em nota à imprensa, o senador afirmou que a mansão comprada em Brasília foi comprada com recursos próprios, em especial oriundos da venda de seu imóvel no Rio de Janeiro. O imóvel em questão é o apartamento que o senador morava antes de se mudar para Brasília e fica de frente para a praia da Barra da Tijuca, área nobre do Rio de Janeiro. Um relatório do Coaf apontou que parte das prestações do imóvel, numa soma de R$ 295 mil, vieram de depósitos sem origem identificada nas contas de Flávio e da esposa.
Além do apartamento, Flávio seria dono de uma sala comerciam num shopping no Rio de Janeiro, além de sua participação societária numa loja de chocolates no mesmo shopping.
Rachadinha e lavagem de dinheiro
Flávio tem sido uma “pedra no sapato” do pai. Logo que Jair assumiu a presidência da República, veio à tona o escândalo das “rachadinhas“. Flávio é acusado de tomar parte dos salários dos servidores de seu gabinete, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O processo ainda está em trâmite na Justiça.
Depois disto, surgiu a denúncia de que o senador estava lavando dinheiro através da loja de chocolates que ele é sócio. Um relatório do Coaf apontou que Flávio fazia movimentações financeiras intensas na conta de seu ex-assessor, Flávio Queiroz, que seria o operador de todo o esquema da rachadinha no gabinete de Flávio.
Conforme as investigações, Flávio teria comprado 19 propriedades nos últimos 16 anos (período que coincide com os seus quatro mandatos políticos), o que fez o patrimônio dele crescer em quase 400%.
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sábado, 7 de novembro de 2020

MP diz que chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado foi ‘determinante’ em esquemas de rachadinha na Alerj

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre irregularidades no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) acusa o atual chefe de gabinete do hoje senador de ter “atuação determinante” no chamado núcleo operacional do esquema das "rachadinhas" – prática em que servidores devolvem parte dos salários para os contratantes. 
Miguel Ângelo Braga Grillo é hoje chefe de gabinete de Flávio no Senado, com um salário de R$ 22,9 mil, segundo informa a página oficial do órgão. 
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Ao denunciá-lo à Justiça, o procurador Ricardo Martins, que atua na segunda instância do MPRJ, afirmou que a atuação dele “foi determinante para o êxito do desvio de recursos públicos”, “pois, na qualidade de chefe de gabinete do deputado estadual, cabia-lhe gerenciar a atuação dos demais funcionários lotados no setor e, em especial, controlar a frequência dos integrantes do gabinete esquema das 'rachadinhas'”.
Segundo o MP, Miguel tinha a função de, desde maio de 2007, fazer “a gestão de todos os servidores lotados no gabinete, tanto em relação ao desempenho das funções públicas, quando existentes, quanto à frequência dos servidores, sendo o responsável por expedir mensalmente ofícios ao departamento de pessoal da Alerj atestando falsamente a frequência integral dos assessores componentes da organização criminosa vinculados diretamente ao gabinete, a fim de possibilitar a liberação dos pagamentos dos salários, mesmo sem a contraprestação dos serviços públicos pelos 'funcionários fantasmas'”. 
O procurador afirma que “essa inação deliberada quanto à fiscalização das atividades dos assessores, que poderia ser facilmente posta em prática mediante controles efetivos de presença, registros dos supostos trabalhos desenvolvidos ou atestados de que não exerciam atividades incompatíveis com o serviço público, comprova que o chefe de gabinete omitiu-se intencionalmente dos deveres inerentes ao cargo com intuito de evitar a suspensão dos pagamentos dos ‘assessores fantasmas’ e, assim, permitir o desvio contínuo das verbas públicas em favor da organização criminosa”.
Os investigadores dizem ter encontrado provas de que ele transferiu R$ 20 mil para a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, no dia 29 de dezembro de 2011. 
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Ele sacou a quantia da própria conta e, cerca de 30 minutos depois, “na companhia da titular da conta”, fez o depósito em uma agência bancária vizinha.
Segundo o MP, a transferência, supostamente vinda dos rendimentos dele como chefe de gabinete do gabinete na Alerj, serviu para complementar o valor que ela pagaria por uma cobertura que o casal estava comprando em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.
O que dizem os citados
Flávio Bolsonaro nega todas as acusações. Em nota, a defesa diz que está "impedida de comentar informações que estão em segredo de Justiça". "No entanto, pode afirmar que o parlamentar não cometeu qualquer irregularidade e que ele desconhece supostas operações financeiras entre ex-servidores da Alerj. A defesa garante ainda que todas as contratações feitas pela Alerj, até onde o parlamentar tem conhecimento, seguiam as regras da assembleia legislativa. E que qualquer afirmação em contrário não passa de fantasia e ficção", diz a nota.
O G1 entrou em contato com os outros citados, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. 
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