By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: HOJE CENTRO SUL – Imagem: Karin Franco (Hoje Centro Sul)
A Câmara Municipal de Inácio Martins irá mandar um ofício à América Latina Logística Brasil (ALL) reclamando sobre as paradas dos trens nos trilhos que atravessam a PR-364, na localidade de Água Clara, situada na proximidade da divisa entre Inácio Martins e Irati.
A reclamação foi realizada pelo vereador Gilnelson José Gomes de Oliveira em uma sessão ordinária da Câmara, no mês de março. Segundo o vereador, o trem está realizando paradas noturnas de 30 a 40 minutos, interrompendo o tráfego na rodovia.
“Simplesmente param (...) Ficam impedindo o trânsito de automóveis. Não existe uma explicação para isso”, disse o vereador que também ficou preso na via no dia 10 de março. “Simplesmente o trem fica parado, não vê movimento de ninguém, nenhum barulho e fica lá”, explica.
Essa não foi a única vez que o vereador se deparou este tipo de situação. Desde 2010, o vereador tem presenciado as paradas. “Uma vez eu fazia pós-graduação na Unicentro em Irati. Na sexta-feira, eu estava voltando depois das 22 horas e aconteceu também. Ou seja, há quanto tempo está acontecendo?”, indagou.
A situação também atingiu o pai de um funcionário público do município de Inácio Martins. Lucidio dos Santos Padilha esperou por quase 40 minutos para que a via fosse liberada. “Não é de hoje que isso vem acontecendo. A gente tem essa dificuldade há vários meses”, relatou Ismael Cesar Padilha, filho de Lucidio. “É complicado fechar a rodovia”, disse.
A saúde e a segurança são as preocupações citadas pelos moradores que temem acidentes, o risco de assaltos na via e o impedimento do atendimento médico em caso de emergência. “A PR é o único caminho que nós temos para Irati”, alega o vereador. Outro caminho que pode ser utilizado, mas que aumenta o trajeto em 80 km.
O motorista da Secretaria de Saúde do município, Gilson Oliveira, relatou à reportagem que a ambulância já teve que esperar por cerca de 30 minutos para continuar com a viagem que levava pacientes para consultas no início do ano. “Atrapalha porque as consultas têm hora marcada”, explicou o motorista. Ele ainda relatou que as paradas não possuem um horário certo, tendo já ocorrido pela manhã e à tarde.
Apesar das reclamações dos moradores da via urbana de Inácio Martins, os moradores dos arredores dos trilhos não percebem a parada do trem. Uma das moradoras, Lucimara Lazarini, diz que antigamente era frequente, chegando a ficar a noite inteira parado, mas que recentemente o trem não tem realizado grandes paradas. “Ele sempre para de 10 a 15 minutos, porque na verdade ele está proibido de parar muito tempo. Se no caso de um vagão estragar, por exemplo, ele tem que desengatar a metade, para passar ambulância, alguma coisa que tiver parado, não pode segurar”, explica a moradora.
A legislação à que a moradora se refere é o Regulamento Operacional da Companhia ALL que, segundo a assessoria da própria concessionária, permite a interrupção de uma passagem por até 10 minutos, em caso de problemas alheios à vontade da empresa.
Em nota, a assessoria da concessionária também explicou à reportagem que a parada do dia 10 de março foi devido a uma avaria. “No dia 10 de março, um de seus trens sofreu uma avaria mecânica em Inácio Martins. Mecânicos da empresa foram acionados e a composição seguiu viagem após 30 minutos”, informou a concessionária. Indagada sobre outros relatos, a assessoria da concessionária disse que os problemas mecânicos não são freqüentes, mas que há o tempo determinado para a passagem do trem, citado anteriormente.
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