O recurso será usado para garantir que o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado seja vendido no Brasil pelo mesmo preço do produto nacional, evitando repasses mais elevados ao consumidor final.
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A medida faz parte de um pacote anunciado no início de abril para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis. O conflito elevou o preço do petróleo no mercado internacional, o que pressiona diretamente o custo do gás e do transporte.
Na ocasião, o governo anunciou um subsídio de R$ 850 por tonelada
para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP
nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente
para famílias de baixa renda.
Compensação
Na prática, o subsídio funciona como uma compensação: o governo cobre
parte do custo da importação para que distribuidoras não precisem
repassar integralmente a alta ao consumidor.
Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é proteger o orçamento das
famílias, especialmente as de baixa renda, que são mais afetadas por
aumentos no preço do botijão.
A subvenção vale, inicialmente, para o período de 1º de abril a 31 de
maio, podendo ser prorrogada por mais dois meses, dependendo da
evolução dos preços no mercado internacional.
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Segundo as regras atuais, créditos extraordinários estão fora do
limite de gastos do arcabouço fiscal, mas estão incluídos na meta de
resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da
dívida pública).
Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula
superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do Produto Interno Bruto),
podendo variar de resultado zero (nem déficit nem superávit) a resultado
positivo de R$ 68,6 bilhões (0,5% do PIB).
Importação
O Brasil importa cerca de 20% do gás de cozinha consumido no país, o
que torna o produto sensível a variações externas, como o preço do
petróleo e custos logísticos.
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Além da guerra, o governo aponta outros fatores para a alta recente
do GLP, como o encarecimento do transporte de cargas e a valorização dos
preços internacionais do gás.
A medida provisória também se conecta a programas sociais já
existentes, como iniciativas de apoio à compra de gás por famílias de
baixa renda, e pode influenciar o valor de referência usado nesses
benefícios.
Com a iniciativa, o governo tenta reduzir a volatilidade dos preços
em um momento de incerteza global, evitando que oscilações externas
tenham impacto direto e imediato no custo de vida da população.