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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: REVISTA FORUM – Imagem: DivulgaçãoO Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da
Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) a suspensão dos mandatos dos deputados bolsonaristas
Marcos Pollon (PL-MS),
Zé Trovão (PL-SC) e
Marcel Van Hattem (
Novo-RS) por 60 dias. Os três parlamentares foram punidos pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante o
motim realizado em agosto de 2025 para pressionar pela votação da anistia aos envolvidos nos
atos golpistas de 08 de janeiro.
A decisão do colegiado ainda precisará passar pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, pelo plenário da Câmara,
onde dependerá do apoio de ao menos 257 deputados para ser confirmada.
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O parecer aprovado foi elaborado pelo deputado
Moses Rodrigues (União-CE),
que endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora — de
30 para 60 dias de afastamento. Segundo o relator, era necessário dar
uma resposta institucional firme diante da tentativa de inviabilizar o
funcionamento do Parlamento.
“Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja
sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante
chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou
Rodrigues no relatório.
Motim por anistia a golpistas
O caso
está relacionado ao motim deflagrado por deputados bolsonaristas em
agosto do ano passado, quando ocuparam o plenário da Câmara e impediram o
presidente da Casa, Hugo Motta,
de reassumir o comando da sessão. O movimento fazia parte da ofensiva
pela aprovação de um projeto de anistia que beneficiaria investigados e
condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Pollon
chegou a se sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o
retorno de Hugo Motta. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa
Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para barrar fisicamente
o acesso do presidente da Casa.
As
representações contra os três foram votadas separadamente. Pollon e Van
Hattem tiveram seus pareceres aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão
foi punido por 15 votos a 4.
Bolsonaristas falam em “perseguição”
Zé Trovão chegou a chorar
ao afirmar que a suspensão afetaria seus assessores e disse que “se for
preciso tomar a Mesa novamente em algum momento da história”, voltaria a
fazê-lo.
Marcel
Van Hattem classificou o processo como “perseguição política” e
comparou sua situação à dos presos pelos atos de 08 de janeiro. Já Pollon
atacou o Supremo Tribunal Federal e afirmou que o Brasil viveria um
“estado de exceção”.
Parlamentares
governistas e integrantes do centrão, porém, sustentaram que a ocupação
da Mesa ultrapassou os limites da imunidade parlamentar e configurou
uma tentativa de constranger institucionalmente o funcionamento da
Câmara.
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Sessão de suspensão dos mandatos teve ameaça e bate-boca
A
sessão do Conselho de Ética foi marcada por tumultos e bate-bocas. Em um
dos momentos mais tensos, o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Van
Hattem, se exaltou durante a fala de Chico Alencar (PSOL-RJ) e chegou a
ameaçar o parlamentar após ser chamado de “rábula”.
“Você
tem sorte de ser idoso”, disparou o advogado, provocando revolta entre
deputados presentes. A Polícia Legislativa precisou ser acionada e a
sessão foi interrompida.
Após o
episódio, Chico Alencar classificou a atitude como “inaceitável” e
acusou a direita de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de
tumulto. “Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a
Mesa Diretora em favor dos golpistas, tumultuam o CoÉtica que julga
seus atos”, afirmou o parlamentar.
Marcel
Van Hattem classificou o processo como “perseguição política” e
comparou sua situação à dos presos pelos atos de 8 de janeiro. Já Pollon
atacou o Supremo Tribunal Federal e afirmou que o
Brasil viveria um
“estado de exceção”.
Parlamentares
governistas e integrantes do centrão, porém, sustentaram que a ocupação
da Mesa ultrapassou os limites da imunidade parlamentar e configurou
uma tentativa de constranger institucionalmente o funcionamento da
Câmara.
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Sessão de suspensão dos mandatos teve ameaça e bate-boca
A
sessão do Conselho de Ética foi marcada por tumultos e bate-bocas. Em um
dos momentos mais tensos, o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Van
Hattem, se exaltou durante a fala de Chico Alencar (PSOL-RJ) e chegou a
ameaçar o parlamentar após ser chamado de “rábula”.
“Você
tem sorte de ser idoso”, disparou o advogado, provocando revolta entre
deputados presentes. A Polícia Legislativa precisou ser acionada e a
sessão foi interrompida.
Após o
episódio, Chico Alencar classificou a atitude como “inaceitável” e
acusou a direita de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de
tumulto. “Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a
Mesa Diretora em favor dos golpistas, tumultuam o CoÉtica que julga
seus atos”, afirmou o parlamentar.