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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1/PR – Imagem: Divulgação Alessandro Jorge Oreiko, ex-vereador de Guarapuava
na região central do Paraná, foi condenado a mais de 11 anos de prisão
pela prática de "rachadinha". O irmão e a esposa dele também foram
condenados por, conforme reconheceu a Justiça, participarem do esquema
criminoso.
Todos respondem em liberdade.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP), o trio criou um sistema para exigir parte dos salários de servidores públicos, sob ameaça de exoneração.
O ex-vereador, que é mais conhecido como "Sidão Oreiko", foi eleito em
2020 e afastado do cargo em novembro de 2022, por determinação da
Justiça, devido ao caso da rachadinha. Mesmo afastado, ele concorreu
novamente ao cargo em 2024, mas não foi eleito.
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- Ex-vereador: condenado a 11 anos, 6 meses e 9 dias de reclusão e 143 dias-multa pelos crimes de concussão, lavagem ou ocultação de valores e associação criminosa;
- Esposa dele: condenada a 9 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão e 78 dias-multa pelos crimes de concussão, lavagem ou ocultação de valores e associação criminosa;
- Irmão do ex-vereador: condenado a 4 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão e 12 dias-multa pelos crimes de lavagem ou ocultação de valores e associação criminosa.
O
crime de concussão é definido como exigir vantagem indevida por parte
de um funcionário público, e está relacionado à prática da rachadinha -
quando servidores dão parte do próprio salário a políticos. Embora a
prática da rachadinha em si não configure um ilícito penal, se houver
exigência de dinheiro, isso pode caracterizar o crime de concussão.
Portanto, a rachadinha pode ser considerada uma forma de concussão
quando envolve coerção para a devolução de valores.
O advogado de defesa dos três condenados, Marinaldo Rattes, considera
as penas "exorbitantes" e afirma que vai recorrer da sentença.
O g1 entrou em contato com o União Brasil, partido pelo qual Sidão Oreiko se candidatou nas últimas eleições, e aguarda resposta.
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Conforme denúncia do Ministério Público, a atuação do grupo iniciou
logo nos primeiros meses de mandato de Sidão, com a ajuda da esposa e do
irmão.
No esquema, segundo o órgão, eles solicitavam mensalmente a assessores
vinculados ao gabinete ou indicados por ele ao Poder Executivo valores
em espécie ou em cestas básicas.
O documento afirma que a esposa do parlamentar assediava as vítimas para que repassassem o dinheiro e não contassem a ninguém.
O MP-PR ainda afirma que elas eram ameaçadas de exoneração para
aceitarem a condição e que a situação foi identificada em pelo menos 14
situações entre fevereiro de 2021 e abril de 2022.
Os valores repassados em espécie eram depositados e transferidos para a
conta do irmão do vereador, segundo o Ministério Público. O órgão
afirma que isso foi feito para dissimular o verdadeiro destinatário do
dinheiro.
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