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sábado, 15 de abril de 2023

Na China, Lula e Xi Jinping assinam 15 acordos comerciais e de parceria

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China , Xi Jinping , assinaram uma série de acordos comerciais e de parceria, durante encontro nesta sexta-feira (14), em Pequim. A cerimônia ocorreu no Grande Palácio do Povo, pela manhã, no horário de Brasília (à tarde no horário local). 
Foram 15 acordos assinados entre os dois governos, fora os acertados entre empresas brasileiras e chinesas. Os termos tratam principalmente de cooperação para desenvolvimento de tecnologias, intercâmbio de conteúdos de comunicação entre os dois países, e ampliação das relações comerciais (veja lista ao fim da reportagem).
Um dos acordos traz um protocolo que deve ser seguido pelos frigoríficos brasileiros para exportação de carne para a China. O Brasil é o maior fornecedor de carne bovina ao país. 
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O documento também traz obrigações do governo brasileiro para fiscalização das medidas. 
Outros acordos preveem um plano de cooperação espacial entre os dois países, até 2032, e o lançamento do sétimo satélite na parceria entre Brasil e China: o CBERS-6.
Após a cerimônia de assinatura dos acordos, a previsão é que Lula participe de um jantar e depois siga para a Embaixada Brasileira em Pequim, para fazer uma declaração à imprensa. 
Antes da assinatura dos acordos, Lula foi recebido pelo presidente chinês em uma cerimônia. Em seguida, os dois participaram de um encontro ampliado entre autoridades e, depois, tiveram uma conversa privada. Entre os temas discutidos, estava a guerra na Ucrânia.  
O encontro com Xi Jinping era a principal agenda de Lula no país. No primeiro dia de compromissos no país, na quinta (13), o presidente participou da cerimônia de posse de Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como "banco dos Brics".
Nesta sexta, ele participou de reuniões com o primeiro-ministro da China, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular da China, Zhao Leji.
Nos compromissos, Lula reforçou o papel das relações comerciais com a China, defendeu a atuação conjunta de países emergentes para reduzir desigualdades e uma alternativa ao dólar para o comércio entre os membros do bloco. 
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Veja a lista de acordos assinados entre Brasil e China:

  • 1 - memorando de entendimento sobre o grupo de trabalho de facilitação de comércio entre o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e o Ministério do Comércio da República Popular da China
  • 2 - protocolo complementar sobre o desenvolvimento conjunto do CBERS-6 entre o governo da República Federativa do Brasil e o governo da República Popular da China ao 'acordo-quadro sobre cooperação em aplicações pacíficas de ciência e tecnologia do espaço exterior entre o governo da República Federativa do Brasil e o governo da República Popular da China'
  • 3 - memorando de entendimento sobre cooperação em pesquisa e inovação entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China
  • 4 - memorando de entendimento entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da República Popular da China sobre cooperação em tecnologias da informação e comunicação
  • 5 - memorando de entendimento entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China para a promoção do investimento e cooperação industrial
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  • 6 - memorando de entendimento sobre o fortalecimento da cooperação em investimentos na economia digital entre o Ministério do Comércio da República Popular da China e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil
  • 7 - memorando de entendimento (“MDE”) entre o Ministério da Fazenda do Brasil e o Ministério das Finanças da China
  • 8 - memorando de entendimento sobre cooperação em informação e comunicações entre o Ministério das Comunicações da República Federativa do Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações da República Federativa do Brasil e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da República Popular da China
  • 9 - acordo de coprodução televisiva entre o governo da República Federativa do Brasil e o governo da República Popular da China
  • 10 - memorando de entendimento entre Grupo de Mídia da China e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República Federativa do Brasil
  • 11 - acordo de cooperação entre Agência de Notícias Xinhua e Empresa Brasil de Comunicação
  • 12 - memorando de entendimento entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar da República Federativa do Brasil e o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da República Popular da China na cooperação para o desenvolvimento social e rural e combate à fome e à pobreza
  • 13 - plano de cooperação espacial 2023-2032 entre a Administração Espacial Nacional da China e a Agência Espacial Brasileira
  • 14 - plano de trabalho Brasil-China de cooperação na certificação eletrônica para produtos de origem animal
  • 15 - protocolo entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China sobre requisitos sanitários e de quarentena para proteína processada de animais terrestres a ser exportada do Brasil para a China

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terça-feira, 26 de maio de 2020

Guedes e militares temem que parte de vídeo sobre China vaze


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PARANA PORTAL Imagem: Alan Santos (PR)

A divulgação da reunião ministerial de 22 de abril com a supressão de trechos referentes à China não foi suficiente para acalmar o governo. Ala militar e equipe econômica ainda temem uma crise com a potência asiática.
O desgaste na relação entre Executivo e Judiciário preocupa. Por isso, militares e integrantes do time do ministro Paulo Guedes (Economia) consideram ser grande a possibilidade de o conteúdo preservado ser vazado nas próximas semanas.
Na avaliação deles, isso pode criar um incidente diplomático que afetaria a relação comercial entre os dois países.
O ministro do STF Celso de Mello retirou citações à China na gravação. O vídeo foi divulgado na sexta (22) no âmbito do inquérito que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. 
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Segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, nos trechos em negrito, há uma referência pejorativa ao Partido Comunista Chinês, do líder Xi Jinping.
Há também a citação de uma suposta conspiração sobre envolvimento do serviço secreto chinês em crises no continente americano.
A preocupação é que o vazamento das novas críticas possa agravar mais ainda a relação entre Brasil e China. Isso pode afetar a cotação do dólar e os índices da Bolsa.
Na sexta, o mercado reagiu de maneira positiva ao conteúdo da reunião. Analistas financeiros ouvidos pela reportagem esperavam que o discurso anti-China fosse mais forte.
O receio é que essa expectativa se quebre caso o restante do conteúdo seja revelado.
Para evitar uma futura crise, a cúpula militar tem defendido que o Ministério de Relações Exteriores se antecipe.
Os fardados do governo pedem que o Itamaraty entre em contato nesta semana com o governo chinês para reafirmar a parceria comercial entre os dois países. Eles querem ainda reforçar que comentários avulsos não representam a posição oficial da atual gestão.
Segundo relatos feitos à Folha, Guedes pediu a Bolsonaro que oriente a equipe ministerial a evitar novas críticas à China. O ministro argumenta que não se pode olhar ideologia quando o assunto é comércio exterior, especialmente pelo fato de o país ser o principal parceiro e sustentar grande parte das exportações.
De janeiro a abril deste ano, o país asiático comprou US$ 20,9 bilhões em produtos brasileiros. O saldo comercial foi positivo para o Brasil em US$ 9 bilhões.
Mesmo com a pandemia, o resultado melhorou em relação a 2019.
Com os EUA, segundo maior parceiro comercial do Brasil, houve forte retração nas exportações e no saldo total. As vendas para os americanos somaram US$ 7 bilhões. A balança total foi negativa em US$ 3 bilhões no mesmo período.
O pedido para que fossem retirados trechos ofensivos à China do vídeo da reunião foi feito pelo governo brasileiro, sob a alegação de que tinham assuntos potencialmente sensíveis.
Mesmo assim, críticas menos fortes ao governo chinês foram mantidas no conteúdo divulgado. Em um dos trechos revelados, por exemplo, Guedes diz que a China deveria financiar uma espécie de Plano Marshall para os países atingidos pelo novo coronavírus.
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“A China [trecho omitido] deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido”, disse o ministro sobre planos de recuperação econômica em resposta à crise da Covid-19, que teve origem no país asiático.
Em outro ponto da reunião, ele afirmou que o Brasil tem de “aguentar” o país asiático por ser o maior comprador de produtos brasileiros hoje.
“A China é aquele cara que você sabe que você tem de aguentar, porque, para vocês terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China”, ressaltou.
Segundo assessores de Guedes, ele usou a metáfora com o intuito de mostrar que os chineses são importantes para o Brasil após observar críticas feitas por ministros.
Após a divulgação do conteúdo, a embaixada chinesa no Brasil publicou nota. Ela evitou comentar os trechos revelados, mas disse que Brasil e China são “parceiros estratégicos globais” e juntos vencerão a crise sanitária.
A posição antichinesa no governo é capitaneada pelo núcleo ideológico, favorável a uma parceria com os EUA.
O comportamento é bastante criticado por ministros como Tereza Cristina (Agricultura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).
Em abril, por exemplo, o ministro Abraham Weintraub (Educação) usou o personagem Cebolinha para fazer chacota da China.
Em março, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez postagem também nas redes sociais culpando a China pelo novo coronavírus. Após repercussão negativa, ele disse que nunca quis ofender.
Nos dois episódios, o embaixada chinesa no Brasil reagiu de maneira dura.
No caso do filho do presidente, Bolsonaro telefonou para Xi Jinping em um esforço para aparar arestas de uma crise diplomática.
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