sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Doença rara faz criança de dois anos engordar mesmo sem se alimentar e mãe pede ajuda

By: INTERVALO DA NOTICIAS

Texto: BANDA B Imagem: Divulgação

Portador de uma doença rara e que não possui cura, um pequeno morador de Curitiba luta para ter o direito de viver como uma criança normal. Vinícius Ribeiro de Lima, de 2 anos, tem obesidade monogênica, que o faz engordar mesmo sem a alimentação considerada adequada para a idade. Nesta sexta-feira (25), a mãe Viviane Ribeiro entrou em contato com a Banda B para pedir ajuda, uma vez que os custos da doença são extremamente elevados.
“Hoje estamos no Hospital de Clínicas para tentar descobrir mais detalhes da doença. Com um ano ele começou a engordar e chegava a ganhar três quilos em um mês, estamos fazendo de tudo para que ele possa ficar bem”, comentou.
Além de pesar o equivalente de uma criança de dez anos, Vinícius precisa conviver com outros problemas decorrentes da obesidade monogênica, como alergias na pele e asma. “O problema é que os medicamentos são muito caros, como a bombinha de ar. Dormir também é uma dificuldade, nem com calmante ele consegue”, explicou.
A obesidade monogênica é definida como a obesidade resultante da mutação ou deficiência de um único gene. São poucas as crianças que possuem a doença no mundo e a de Vinícius ainda depende de análises complementares.
Viviane explicou que os custos são muito altos campanhas para cobrir os custos são o que tem mantido Vinícius. Uma das principais necessidades do garoto é fraldas geriátricas, uma vez que usa cerca de dez por dia.
A doença
De acordo com o endocrinologista Fabiano Lago, o caso é extremamente raro, uma vez que os casos de obesidades tratados comumente é poligênica, o que quer dizer que muitos genes estão envolvidos e interagindo. “As obesidades como o dessa criança possuem um grau muito avançado, já que ele pode atingir uma fase mórbida já na adolescência, então é preciso tratar desde cedo”, explicou.
Lago diz que a obesidade monogênica aparece muito cedo e hoje existem profissionais indicados para acompanhar as crianças, mas que o SUS ainda peca na consulta por especialistas. “O acompanhamento é de anos e depende do serviço para se dizer quanto ficariam os custos, mas nesse caso é necessário intensificar o tratamento”, concluiu.
Quem puder ajudar o pequeno Vinícius de alguma forma, pode entrar em contato pelo telefone (41) 9860-4043.

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