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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Justiça rejeita denúncia contra Glenn Greenwald no caso de hackers


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B Imagem: Agência Câmara

A Justiça rejeitou nesta quinta-feira (6) a denúncia oferecida contra o jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, no caso do hackeamento de autoridades.
O juiz Ricardo Leite, da Justiça Federal do Distrito Federal, escreveu em sua decisão que deixa de receber, por ora, a denúncia diante da controvérsia sobre a amplitude da liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
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Os demais investigados viraram réus.
Como mostrou a Folha de S.Paulo em janeiro, para o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista desrespeita a decisão que deu em agosto do ano passado.
O entendimento do ministro é que o oferecimento da denúncia é um ato que visa à responsabilização do fundador do site The Intercept Brasil.
O despacho de Gilmar Mendes determinava justamente que as autoridades públicas e seus órgãos de apuração se abstivessem de “praticar atos que visem à responsabilização do jornalista Glenn Greenwald pela recepção, obtenção ou transmissão de informações publicadas em veículos de mídia, ante a proteção do sigilo constitucional da fonte jornalística”.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

‘Denúncia é tentativa óbvia de atacar a imprensa livre’, diz Glenn Greenwald


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B Imagem: Divulgação

O jornalista Glenn Greenwald diz que a denúncia em que o Ministério Público Federal (MPF) o acusa de envolvimento no hackeamento de contas de Telegram de autoridades como o ministro Sergio Moro (Justiça) “é uma tentativa óbvia de atacar a imprensa livre em retaliação pelas revelações que relatamos sobre o ministro Moro e o governo Bolsonaro”. Greenwald foi um dos sete denunciados pelo MPF nesta terça (21).
“Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. Estou trabalhando agora com novos relatórios e continuarei a fazer meu trabalho jornalístico. Muitos brasileiros corajosos sacrificaram sua liberdade e até sua vida pela democracia brasileira, e sinto a obrigação de continuar esse nobre trabalho”, diz o jornalista. Ele é fundador do The Intercept Brasil, que recebeu diálogos da Lava Jato e os publicou em 2019.
O americano mandou uma nota à reportagem depois de ser procurado para comentar a denúncia. Leia a íntegra abaixo:
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“O governo Bolsonaro e o movimento que o apoia deixaram repetidamente claro que não acreditam em liberdades de imprensa -as ameaças de Bolsonaro à Folha, os ataques aos jornalistas incitando violência, as insinuações de Sergio Moro desde o início da nossas reportagens para nos classificar como ‘aliados dos hackers’ por revelar sua corrupção em vez de ‘jornalistas’.
Há menos de dois meses, a Polícia Federal, examinando todas as mesmas evidências citadas pelo Ministério Público, declarou explicitamente que não apenas nunca cometi nenhum crime, mas também exerci extrema cautela como jornalista, nem cheguei de qualquer participação. Até a Polícia Federal, sob o comando do ministro Moro, disse o que está claro para qualquer pessoa: eu não fiz nada além do meu trabalho como jornalista -eticamente e dentro da lei.
Essa denúncia -levada pelo mesmo procurador que tentou (mas fracassou) processar criminalmente Felipe Santa Cruz por criticar ministro Moro- é uma tentativa óbvia de atacar a imprensa livre em retaliação pelas revelações que relatamos sobre o ministro Moro e o governo Bolsonaro. É também um ataque direito ao STF, que determinou que temos o direito de ter nossa liberdade de imprensa protegida em resposta a outros ataques do ministro Moro, e até mesmo às conclusões da Polícia Federal.
Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. Estou trabalhando agora com novos relatórios e continuarei a fazer meu trabalho jornalístico. Muitos brasileiros corajosos sacrificaram sua liberdade e até a sua vida pela democracia brasileira, e sinto a obrigação de continuar esse nobre trabalho.”

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

MPF denuncia Glenn Greenwald e mais 6 por invasão de celulares


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: A REDE Imagem: Divulgação

O MPF (Ministério Público Federal) em Brasília denunciou hoje sete pessoas, entre elas o jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do site The Intercept, por crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades brasileiras. 
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A denúncia contra Greenwald, ocorrida no âmbito da Operação Spoofing, acontece apesar de o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter proibido investigações sobre o jornalista, em agosto passado, sob o risco de ferir a liberdade de imprensa. São apontadas a prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro, bem como as interceptações telefônicas engendradas pelos investigados (leia aqui a íntegra da denúncia). Para o MPF, embora Greenwald não seja investigado nem indiciado, ficou comprovado que ele auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões.

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