terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bi olímpico, Serginho se refugia no interior para tomar Itubaína em paz



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação

A quarta final olímpica e o segundo ouro, conquistados na Olimpíada do Rio, encerraram uma das carreiras mais vitoriosas do vôlei brasileiro. O líbero Serginho, aos 40 anos, agora quer descansar. Ou, como ele diz, buscar os filhos na escola, andar a cavalo e andar sossegado no bairro em que mora, Pirituba, na Zona Norte de São Paulo. Ele só não tinha noção que, com a conquista do título, não faria isso facilmente.

Em rápido bate-papo com o GloboEsporte.com, Serginho afirmou que teve de se refugiar em seu sítio, em Jarinu, a cerca de 70km da capital São Paulo, para ter paz porque não está conseguindo andar em Pirituba devido ao assédio.
– Minha vida vai continuar a mesma, vou continuar sendo o mesmo cara de sempre, mano! Mas agora está difícil lá, as pessoas não deixam eu andar – disse, rindo.
O líbero conquistou o ouro com a seleção de vôlei em Atenas 2004, foi prata em Pequim 2008 e Londres 2012, e conquistou o segundo ouro na Rio 2016. Como já havia conquistado o título em Barcelona 1992, o Brasil se igualou aos Estados Unidos e à extinta União Soviética com três ouros no vôlei masculino.
– Oi, Serginho, sou o Maurício do Esporte da Globo, tudo bem?
– Oi, mano, tudo bem! E você?
– Tudo bem também! Primeiro, parabéns pela quarta final olímpica seguida, pelo segundo ouro. Serginho, te liguei para marcar um bate-papo contigo, um encontro no bairro, com os filhos, para mostrar como está, o que pensa fazer depois do título e de anunciar a aposentadoria...
– Não dá, mano, não consigo fazer nada! Eu vim para o meu sítio aqui em Jarinu porque não consigo andar no meu bairro...
– É que chamou a atenção você ter dito que o que mais queria era tomar uma itubaína (refrigerante sabor de tutti-frutti) sossegado em Pirituba...
– Então, estou aqui no bar perto do meu sítio, tomando minha itubaína sossegado agora, enquanto estou falando com você. Não vou fazer mais nada porque não consigo mais ter paz. Vim pra cá pra andar nos meus cavalos, ter sossego. Você não tem noção de como está lá! Eu saí ontem e não conseguia andar, estou te falando.
– E se a gente encontrar você aí no sítio pra gravar isso que você está dizendo?
– Não, mano, desculpa, mas não rola. Já foram na minha casa antes da Olimpíada, já foram na minha mãe, já fizeram tudo. Agora, quero descansar e ter paz. Quero que minha vida continue a mesma de sempre, não quero me expor mais.
– Entendo! Tudo bem. Vou te ligar na semana que vem pra insistir e ver se você mudou de idéia.
– Opa, pode ligar, mano, mas não vou mudar de ideia não! Quero ficar sossegado!
– Tá bom! Aquele abraço!
– Abraço, mano!

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