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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

“Posteiro” pode elevar conta de luz em pelo menos R$ 2,4 bilhões

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JORNAL EXTRA – Imagem: Divulgação
Mudanças no Projeto de Lei (PL) 3.220/2019, que estabelece novas regras para o compartilhamento de postes entre distribuidoras de energia e empresas de telecomunicações, podem gerar impacto de pelo menos R$ 2,4 bilhões por ano na conta de luz dos brasileiros, estimam especialistas do setor. 
A proposta foi aprovada pelo Senado Federal em março, após anos de negociação entre os dois setores, e agora está em discussão na Câmara dos Deputados. Um dos pontos em debate é a possibilidade de criação de uma nova estrutura para administrar os postes, que ficou conhecida durante as tratativas como “posteiro”. 
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Atualmente, as distribuidoras de energia são responsáveis pela gestão dos mais de 53 milhões de postes existentes no país e compartilham essa infraestrutura com empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Parte da receita obtida com esse compartilhamento retorna aos consumidores por meio da modicidade tarifária, mecanismo que contribui para reduzir o valor das contas de energia.
Segundo dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), as empresas de telecomunicações pagam cerca de R$ 4 bilhões por ano pelo uso dos postes. Desse total, aproximadamente R$ 2,4 bilhões são destinados à redução dos custos do serviço de distribuição de energia.
— A criação de uma nova estrutura para administrar os postes pode aumentar a conta de luz dos brasileiros. Estamos falando de uma atividade que já existe, que já funciona e que pode ser aprimorada sem a criação de mais uma camada de custos para a sociedade. Essa figura do posteiro não existe em nenhum país do mundo — afirma Patricia Audi, presidente da Abradee. 
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A preocupação com os efeitos econômicos de um novo intermediário também é apontada por especialistas. Para Joisa Dutra, doutora em Economia pela Fundação Getulio Vargas e ex-diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a criação de uma nova estrutura tende a acrescentar custos a um modelo que hoje destina parte de suas receitas à modicidade tarifária.
— Hoje, uma parte muito importante da receita que as distribuidoras arrecadam com esse compartilhamento do poste é canalizada para reduzir as tarifas dos consumidores. Se houver a necessidade de entrada desse outro agente, é óbvio que, além desses custos, ele vai querer uma margem. Com esse empilhamento de margens, não há como a conta do consumidor ficar menor — afirma Joisa.
Problema cresceu com a conectividade
A discussão ocorre em um momento em que a expansão dos serviços de telecomunicações tornou ainda mais urgente a organização dessa infraestrutura. 
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A ampliação da conectividade também aumentou a demanda pelo uso dos postes, tornando mais relevante a necessidade de organização e regularização dessa estrutura.
Outra questão que ajuda a dimensionar o desafio: segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), há 19 mil empresas em atuação no Brasil. No entanto, apenas 4 mil delas têm contratos regulares com as distribuidoras de energia para o uso de postes, o que significa dizer que 15 mil operam clandestinamente perante as distribuidoras, estima a Abradee.
A expansão da conectividade também aumentou a ocupação dos postes. Cabos abandonados, instalações irregulares e fios baixos ou caídos se tornaram um problema frequente nas cidades, com impactos que vão além da poluição visual e podem comprometer a segurança da população e a operação das redes.
Somente em 2025, as distribuidoras retiraram mais de 2 mil toneladas de cabos irregulares dos postes, volume 117% superior ao registrado no ano anterior. 
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Entre 2024 e 2025, foram emitidas 4,3 milhões de notificações por ocupações sem autorização.
O texto aprovado no Senado busca enfrentar esse cenário ao estabelecer responsabilidades, criar mecanismos para regularizar ocupações e facilitar a identificação e a retirada de cabos abandonados.
A necessidade de uma solução é reconhecida também pelo setor de telecomunicações. Em posicionamento divulgado após a aprovação no Senado, a Conexis Brasil Digital, que representa empresas do setor, classificou o texto como “um avanço em prol de uma solução estrutural” para o uso desordenado e informal da infraestrutura de postes.
— O projeto aprovado pelos senadores é resultado de anos de diálogo e construção de consenso. Ele cria mecanismos para organizar os postes, retirar cabos abandonados, regularizar ocupações irregulares e aumentar a segurança para a população. Reabrir essa discussão agora pode atrasar uma solução que o país espera há anos — afirma Patricia Audi.
Quem responde pelos postes
Além da questão econômica, a criação de um novo agente traz uma discussão sobre responsabilidades. 
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Hoje, as distribuidoras são responsáveis pelos postes e contam com equipes técnicas espalhadas pelo país, capacitadas para realizar manutenção e atuar em situações de emergência.
Essa estrutura é particularmente importante durante eventos climáticos extremos. Quando chuvas, ventos fortes ou outros eventos provocam quedas ou danos aos postes, é preciso agir rapidamente para isolar riscos, recompor a infraestrutura e restabelecer o fornecimento de energia com segurança.
A criação de um novo agente responsável pela gestão dos postes acrescentaria uma nova relação a essa operação e exigiria definir com clareza quem responde pela infraestrutura em situações críticas.
O texto aprovado pelo Senado preserva a possibilidade de os proprietários decidirem se a gestão será realizada diretamente ou por empresas especializadas, sem impor um modelo único para todo o país.
Para Patricia Audi, o desafio é avançar na organização sem desmontar uma solução construída ao longo de anos pelos dois setores. 
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— O Brasil precisa de postes mais organizados, cidades mais seguras e regras claras para todos os agentes envolvidos. O texto aprovado pelo Senado atende a esses objetivos sem criar novos custos que acabarão recaindo sobre os consumidores.
O PL 3.220/2019 tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, sob relatoria do deputado Juscelino Filho.
Os números dos postes

  • 53 milhões de postes existem no país
  • R$ 4 bilhões pagos por ano por empresas de telecomunicações pelo uso dos postes
  • R$ 2,4 bilhões destinados por ano à redução das tarifas de energia
  • 2 mil toneladas de cabos irregulares retiradas dos postes em 2025
  • 4,3 milhões de notificações por ocupações sem autorização emitidas entre 2024 e 2025
  • 19 mil empresas de telecomunicações em atuação no Brasil
"A criação de uma nova estrutura para administrar os postes pode aumentar a conta de luz dos brasileiros. Estamos falando de uma atividade que já existe, que já funciona e que pode ser aprimorada sem a criação de mais uma camada de custos para a sociedade", Patricia Audi, presidente da Abradee 

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Preparem o bolso. Conta de luz da Copel vai subir 20,51% no Paraná

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: GAZETA DO PARANÁ – Imagem: Divulgação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (23) a Revisão Tarifária Periódica da Copel Distribuição, autorizando um aumento médio de 20,51% nas contas de energia elétrica dos consumidores paranaenses. As novas tarifas entram em vigor já nesta quarta-feira (24).
A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência reguladora durante reunião realizada em Brasília. O reajuste afeta mais de 5,3 milhões de unidades consumidoras atendidas pela concessionária em todo o Paraná.
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Para os consumidores residenciais, enquadrados na classe B1, o aumento será de 20%. Já para os clientes atendidos em baixa tensão, grupo que inclui residências, pequenos comércios, propriedades rurais e iluminação pública, o reajuste médio aprovado foi de 19,85%.
No caso dos consumidores de alta tensão, categoria que engloba indústrias, grandes empresas, hospitais e shopping centers, o índice médio aprovado pela Aneel é de 21,87%.
Segundo a agência, os principais fatores que pressionaram a revisão tarifária foram os custos de compra de energia, as despesas com transmissão, os encargos setoriais e componentes financeiros definidos no processo tarifário anterior.
Revisão ocorre a cada cinco anos
Diferentemente do reajuste anual, a Revisão Tarifária Periódica é realizada a cada cinco anos e tem como objetivo reavaliar toda a estrutura de custos da distribuidora.
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Nesse processo, a Aneel analisa despesas operacionais, investimentos, manutenção e expansão da rede elétrica, além de indicadores de eficiência, metas de qualidade do serviço e a remuneração da concessionária.
Também entram na composição da tarifa os custos de compra de energia e os encargos criados por políticas públicas federais, que são repassados aos consumidores por determinação legal.
A proposta foi discutida previamente em audiência pública realizada em Curitiba, no dia 24 de abril, e também passou por consulta pública promovida pela agência reguladora.
Reajuste é o maior desde a última revisão
A última Revisão Tarifária Periódica da Copel ocorreu em 2021. Na ocasião, a Aneel autorizou um aumento médio de 9,89% nas tarifas da distribuidora.
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Mais recentemente, em junho de 2025, a companhia recebeu apenas o reajuste tarifário anual, que ficou em 2,02% e permaneceu em vigor até a definição da nova revisão aprovada nesta semana.
Com o percentual agora homologado, o reajuste de 2026 mais do que dobra o índice aplicado na revisão anterior e representa uma das maiores correções tarifárias dos últimos anos para os consumidores paranaenses.
Qual a diferença entre revisão e reajuste?
A Aneel explica que existem dois mecanismos de atualização das tarifas de energia.
O reajuste tarifário anual ocorre nos anos em que não há revisão e serve basicamente para atualizar custos pela inflação prevista em contrato, além de repassar despesas com compra e transmissão de energia.
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Já a revisão tarifária periódica é mais ampla. Além de atualizar valores, ela redefine os custos considerados eficientes para a prestação do serviço, estabelece metas de qualidade, revisa índices de perdas e recalcula a remuneração da distribuidora para os cinco anos seguintes.
Por isso, os percentuais de revisão costumam ser mais expressivos do que os reajustes anuais aplicados nos anos intermediários.
Com informações da Gazeta do Paraná. 

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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Aneel mantém bandeira tarifária verde de energia para abril, com energia mais barata

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Divulgação 
O consumidor não pagará cobrança extra sobre a conta de luz em abril. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde para o próximo mês para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
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A conta de luz está sem essas taxas desde dezembro. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios.
“Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanece verde, refletindo as condições favoráveis de geração de energia no país. Mesmo com a transição do período chuvoso para o seco, a geração de usinas hidroelétricas, mais barata que a geração térmica, continua em níveis estáveis.

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