By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1/PR – Imagem: DivulgaçãoFilipe Barros somou 3.148.583 votos (27,25% dos votos válidos) e Deltan Dallagnol conseguiu 2.904.594 votos (25,14% dos votos válidos), nas Eleições de 2026.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu a candidatura de Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado pelo Paraná, no sábado (3).
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Neste domingo (4), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e manteve a
candidatura. Com isso, o registro de Dallagnol é considerado “deferido
com recurso” pela Justiça Eleitoral e os votos dados à chapa devem ser
processados.
O caso ainda será julgado pelo plenário do Tribunal.
- Filipe Barros (PL): 3.148.583 votos (27,25% dos válidos) - ELEITO
- Deltan Dallagnol (Novo): 2.904.594 votos (25,14% dos válidos) - ELEITO
- Alexandre Curi (Republicanos): 1.947.135 votos (16,85% dos válidos)
- Gleisi (PT): 1.542.636 votos (13,35% dos válidos)
- Dr. Rosinha (PT): 1.154.143 votos (9,99% dos válidos)
- Cristina Graeml (PSD): 737.893 votos (6,39% dos válidos)
- Karen Guerreiro (Missão): 93.198 votos (0,81% dos válidos)
- Joaquim do MLB (UP): 15.457 votos (0,13% dos válidos)
- Marcelo Marcelino (PCO): 9.194 votos (0,08% dos válidos)
- Deltan Dallagnol (Novo): 2.904.594 votos (25,14% dos válidos) - ELEITO
- Alexandre Curi (Republicanos): 1.947.135 votos (16,85% dos válidos)
- Gleisi (PT): 1.542.636 votos (13,35% dos válidos)
- Dr. Rosinha (PT): 1.154.143 votos (9,99% dos válidos)
- Cristina Graeml (PSD): 737.893 votos (6,39% dos válidos)
- Karen Guerreiro (Missão): 93.198 votos (0,81% dos válidos)
- Joaquim do MLB (UP): 15.457 votos (0,13% dos válidos)
- Marcelo Marcelino (PCO): 9.194 votos (0,08% dos válidos)
No total, 13.659.230 votos foram computados, sendo que 99,92% dos votos foram válidos (11.543.639).
- 1.058.678 votos foram em branco (7,75%);
- 1.047.719 votos foram nulos (7,67%);
- 1.771.009 abstenções foram registradas (20,59%).
- 1.047.719 votos foram nulos (7,67%);
- 1.771.009 abstenções foram registradas (20,59%).
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Filipe Barros é natural de Londrina, no norte do estado, e tem 35 anos.
Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi
presidente do Diretório Central dos Estudantes da universidade em 2012.
De 2013 a 2015, atuou como assessor legislativo na Câmara Municipal de
Londrina e foi eleito vereador no município em 2016, pelo Partido
Republicano Brasileiro (PRB). Em 2018, saiu do PRB e se filiou ao
Partido Social Liberal (PSL), pelo qual se elegeu deputado federal
naquele ano.
Em 2022, passou pelo União Brasil, trocando o partido pelo PL no mesmo
ano. Pelo novo partido, foi reeleito deputado federal. Atualmente,
Barros é presidente do diretório estadual do PL.
Deltan Dallagnol (Novo)
Deltan é formado em direito e mestre na área pela Harvard Law School.
Nascido em 1980, ele é natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná.
Deltan foi procurador da República entre 2003 e novembro de 2021,
quando pediu exoneração do cargo. Neste período, atuou em casos como o
do Banestado e, em 2014, passou a coordenar a força-tarefa da Operação
Lava-Jato em Curitiba.
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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 543 pessoas foram
denunciadas em 217 acusações criminais apresentadas pela força-tarefa
liderada por Dallagnol. Ao menos 166 pessoas acabaram condenadas pela
Justiça nestes processos.
Durante os seis anos à frente da operação, ele assinou denúncias contra
diversos políticos e empresários, com destaque para uma apresentação em
PowerPoint, em setembro de 2016, que acusou o ex-presidente Lula por
crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Em 2022, Deltan foi eleito deputado federal do Paraná, sendo o
candidato mais votado ao cargo no estado, com mais de 340 mil votos. No
ano seguinte, uma decisão do TSE cassou o registro de candidatura dele, o que resultou na perda do mandato.
A discussão atual do caso gira em torno da decisão do TSE, de 2023, que cassou o registro de candidatura de Dallagnol, na época, no Podemos, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal.
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Enquanto esse recurso não era julgado, o plenário do TSE decidiu, em 21 de setembro, suspender os atos de campanha de Dallagnol.
Na sexta-feira (2), a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou a
favor da manutenção da candidatura. No sábado (3), porém, o ministro
Floriano de Azevedo Marques publicou decisão individual indeferindo o
registro de Dallagnol.
A decisão determinou que os votos dados à chapa fossem considerados
nulos. Essa foi a decisão suspensa neste domingo (4) pelo presidente do
TSE, Nunes Marques.
Isso não significa que o TSE decidiu definitivamente que Dallagnol está elegível, já que o plenário do tribunal ainda deve julgar o caso.
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Caso Dallagnol seja declarado inelegível, toda a chapa é impedida de assumir o cargo, ou seja, os suplentes dele não assumem a vaga. Neste caso, o estado pode ter que realizar novas eleições para o Senado.
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