By:
INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: REVISTA FORUM – Imagem: Divulgação A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (
STF) formou maioria de
votos, nesta quinta-feira (27), para tornar Leonardo Rodrigues de Jesus,
o Léo Índio, sobrinho do ex-presidente
Jair Bolsonaro (
PL), réu por
envolvimento nos atos golpistas de
08 de janeiro de 2023.
Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (
PGR)
em 22 de janeiro, por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado,
abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação
criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o
patrimônio da União, e deterioração de patrimônio tombado da União.
Continua depois da publicidade
"[Léo Índio] destruiu e concorreu para a destruição, inutilização e
deterioração de patrimônio da União, ao avançar contra a sede do
Congresso Nacional, fazendo-o com violência à pessoa e grave ameaça,
emprego de substância inflamável e gerando prejuízo considerável para a
União", aponta trecho de denúncia.
O voto de Moraes
A análise da aceitação ou
não da denúncia foi iniciada às 11h da sexta-feira (21), com o voto, no
plenário virtual da Corte, do relator, ministro Alexandre de Moraes, que
defendeu o recebimento.
“O denunciado, conforme narrado na denúncia, não só participou das
manifestações antidemocráticas como também instigou e colaborou
ativamente para os atos de depredação ocorridos no dia 08/01/23 contra
as sedes dos Três Poderes”, escreveu o ministro.
A PGR apontou
para publicações em redes sociais pelo próprio Léo Índio em meio aos
acontecimentos do 8 de janeiro. Em uma das publicações, ele parece
estar com outros apoiadores de Bolsonaro, na parte de cima do Congresso
Nacional.
Continua depois da publicidade
O local foi invadido por centenas de pessoas na ocasião.
Ele
também aparece, em outra postagem, próximo à sede do STF que, ao fundo,
era invadido e depredado. Conforme a PGR, ele frequentava o acampamento
golpista em frente ao Quartel-General (QG) do Exército, em Brasília.
Votaram
também pelo recebimento da denúncia os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e
Cármen Lúcia, faltando a manifestação do ministro Cristiano Zanin. A
votação será encerrada às 23h59. A defesa de Léo Índio negou que ele
tenha cometido crimes e defendeu a rejeição da denúncia.