quinta-feira, 30 de abril de 2015

Três estudantes que participavam de protesto no Centro Cívico são encaminhados à delegacia



By: INTERVALO DA NOTICIAS

Três estudantes foram encaminhados à delegacia durante os atos de quinta (30), realizados em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. A manifestação foi marcada pelas redes sociais. Em todos os eventos criados na internet, a justificativa para os protestos é a medida desproporcional usada pela polícia para afastar os manifestantes do local durante a sessão de quarta (29), da Assembleia Legislativa. No geral, o protesto foi feito de forma pacífica. Os três estudantes foram retidos por desobediência e desacato. Um aluno que não quis ser identificado conta como foi o momento da prisão.
A Ordem dos Advogados do Brasil acompanhou os estudantes que foram presos. Segundo o integrante da OAB, Alexandre Salomão, o órgão esteve presente no evento para garantir o direito de manifestação da população.
Durante a tarde, estudantes vestidos de preto seguraram rosas brancas em frente ao Palácio Iguaçu.  Os manifestantes também pintaram as mãos de vermelho e marcaram o mastro onde fica a bandeira do estado como sinal de protesto. O estudante Gian Carlo de Carvalho disse que pintou as mãos como forma de luto.
Os estudantes também deixaram a bandeira do Paraná a meio mastro e colocaram uma bandeira preta abaixo dela. A estudante Gabriela Bispo quer ser professora e por isso foi protestar quinta (30).
Por causa da manifestação e com receio que a Assembleia fosse ocupada, os funcionários da Alep foram dispensados do trabalho no período da tarde. Quarta (29) uma ação da polícia contra manifestantes, principalmente professores, terminou com mais de 230 pessoas feridas. Eles eram contrários ao projeto que altera o regime da previdência dos servidores no Estado. Mesmo com o conflito e com os feridos a sessão da assembleia não foi interrompida e o projeto foi aprovado.

OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE


Menino cego com 13 anos toca 7 instrumentos



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RPC TV – Imagem: Luan Fadel


Dos primeiros dias de vida até hoje, aos 13 anos, Luan Fadel dá exemplos de superação. Cego, o adolescente de Guarapuava, na região central do Paraná, toca sete instrumentos musicais. No piano, sua paixão desde criança, ele vai de Ballade pour Adeline a Avicii. Luan também canta, inclusive em inglês. “Enxergo a beleza através dos sons”, explica.
O adolescente tem quase todos os instrumentos que toca: piano, violão, guitarra, gaita, teclado e bateria. Só falta a gaita de fole. Ele conta que aprendeu a gostar de música com o pai. “Temos em casa três pianos: dois de madeira e um elétrico”, conta. De acordo com Luan, os sons variam de um para outro. O piano preferido é o de madeira que fica em um quartinho no quintal.
Sem tempo
Apesar de passar boa parte do dia se dedicando à música, ele também gosta de fazer outras atividades.
Ele luta judô, faz natação e ainda anda de bicicleta. Para ele, o esporte é tão importante quanto a música.
O adolescente lamenta não poder jogar futebol com os amigos, mas diz que se contenta em ouvir narrações de partidas pelo rádio.
“Os narradores nos transmitem uma emoção enorme. No rádio, a gente ouve detalhes que a televisão não dá. É como se eu enxergasse por 90 minutos”, explica.
Para a televisão, Luan conta que não dá muita atenção. Quanto a filmes, o adolescente garante que se esforça. “Só não tem condição os filmes do Charlie Chaplin!”, brinca. Mas ele ainda prefere os vídeos do Youtube.
Como qualquer adolescente, Luan passa horas na internet. Ele decorou todas as teclas do celular e do computador. A agilidade é tanta que a voz que sai dos aparelhos - e que deveria guia-lo - chega a se perder. Sem contar que, mesmo sem enxergar, ele consegue tirar fotos quase perfeitas das pessoas.
 Quase todos os dias da semana, ele vai à Associação dos Pais Amigos Deficiente Visual (Apadevi). Lá, ele se dedica ao artesanato, ao teatro, tem reforço escolar e também aprende como realizar atividades do dia a dia sozinho, como arrumar uma cama. Luan frequenta o local desde os sete meses de idade.
"Nós, cegos, sempre damos um jeito de fazer as coisas. A minha deficiência não me impede de fazer quase nada", garante. Dirigir é a única atividade que ele lista como impossível. "Mas meu pai sempre diz que, se eu quiser, posso ser piloto de avião porque no céu não tem no que bater", relata.
Choque
A mãe, Fátima Grott Arruda, de 42 anos, nem acredita na quantidade de atividades que o filho faz todos os dias. "Ele não para". Quando soube que Luan era cego, logo que o menino nasceu, Fátima teve medo de que o menino não conseguisse levar uma vida normal.
A mãe temeu mais ainda pelo fato de o irmão gêmeo enxergar perfeitamente. Os bebês nasceram antes dos sete meses. O parto prematuro prometia complicações, mas as sequelas acabaram afetando apenas Luan.
Apesar de os recém-nascidos terem ficado quase três meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a deficiência física do menino foi notada pelos pais apenas em casa. “Um dia, meu marido colocou os dois em um colchão no sol. O Lucas não conseguia olhar diretamente para a luz, se batia. O Luan, sim. Foi, então, que notamos que havia algum problema com ele”, lembra.
A dona de casa conta que quase entrou em depressão, principalmente porque teve uma gravidez tranquila. “Eu quase me entreguei; fiquei forte depois porque tinha que cuidar dos meus filhos”, explica. Então, aos poucos, Fátima e o marido começaram a aceitar a deficiência de Luan e a tratá-lo da mesma maneira que Lucas. “Eles caminharam sempre juntos”, diz.
Desde pequenos, os dois frequentam a mesma escola. As apostilas de Luan são passadas para braile e ele tem acesso aos conteúdos didáticos em áudio. “Aprendemos a mesma coisa”, explica o irmão Lucas.
Até pouco tempo, uma auxiliar ajudava Luan em pequenas tarefas, como pegar objetos na mochila e levá-lo ao banheiro. “Hoje, tento fazer as coisas mais sozinho. Afinal, uma hora vou para a faculdade e aí quero ser mais independente”, planeja. Mesmo no 9º ano do ensino fundamental, ele já tem o futuro bem definido.
Planos
Luan quer cursar direito. O adolescente se inspirou no desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, que também é cego.
“Assim como ele, quero mostrar a todos que o cego pode e deve ser mais incluído na sociedade, principalmente em cargos assim. Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver”, afirma.
Por fim, Luan garante que ainda não tem uma namorada. "Mas vou escolher uma bem bonita", diz. De acordo com ele, a beleza de uma mulher também é medida por sua voz. "Para mim, mulheres bonitas são as que têm voz bonita", explica.

OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE

Não é sangue e sim tinta fala a PM do Paraná



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RPC TV – Imagem: Divulgação


Com a legenda "Professor, conta outra...", o PM de Curitiba Umberto Scandelari publicou uma foto com braços, mãos e rosto manchados por um líquido avermelhado, logo após o protesto desta quarta-feira.
Amigos imediatamente deixaram comentários preocupados na foto. "Mano, você tá bem?", "Melhoras, parceiro", "Melhoras e se cuida" - a imagem viralizou e foi compartilhada mais de 5 mil vezes em menos de 24 horas.
Entretanto, à BBC Brasil, a Polícia Militar do Paraná confirmou as suspeitas de centenas de internautas: o oficial não está coberto de sangue, mas de tinta.
"Este é o produto de uma bomba usada como munição menos letal. É usada para marcar pessoas que estão envolvidas nos protestos", informou a PM.
"Nestes confrontos o uso é normal e aconteceu de marcar também o policial porque manifestantes e policiais estavam muito próximos", disse a corporação.
A legenda da foto, entretanto, sugeria que as manchas no corpo do policial fossem fruto da ação de manifestantes.
A PM contemporiza: "A legenda sugere que ele não foi atacado por professores com esta tinta. Ela sugere que o confronto foi iniciado pelos próprios professores e não pelos policiais, como vem sendo comentado pelas redes sociais".
'Groselha'
O PM Umberto Scandelari não respondeu aos pedidos de entrevista da reportagem.
Nas redes sociais, ele foi alvo de piadas - especialmente porque as manchas, vistas com cuidado, eram cor de rosa, e não vermelhas como sangue.
"Sangrou groselha", disse um jovem de Uberlândia, em Minas Gerais.
"Estourou a caneta de correção dos profs nele", comentou outra internauta, de Blumentau, Santa Catarina.
"Quero a marca desse batom", "Apanhou da moranguinho" e "Professor malvado de artes, tadinho" completaram a série de ironias.
Feridos de verdade
O protesto por direitos trabalhistas deixou 170 feridos em Curitiba nesta quarta-feira - 20 policiais e 150 manifestantes, segundo autoridades do Paraná.
À BBC Brasil, uma porta-voz da corporação rebateu críticas de uso excessivo de força e disse que "desproporcional seria usar armas letais".
Os manifestantes alegam que mudanças nas regras da previdência dos funcionários públicos estaduais acarretam em perda de benefícios.
As alterações foram votadas a portas fechadas. De autoria do governador do Estado, Beto Richa (PSDB), e aprovado pela Assembleia Legislativa, a medida diminui as contribuições do Estado sobre pensões pagas a servidores e pretende poupar ao governo R$ 1,7 bilhão por ano.
Pelo Twitter, o governador disse que "os direitos dos aposentados e pensionistas estão garantidos".

OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE