sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pastor Silas Malafaia diz que não é ‘corrupto’ em postagem nas redes sociais



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: J.F. Diorio (Estadão)



Após ser alvo de um mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo, da Polícia Federal, o pastor Silas Malafaia fez um desabafo em uma rede social na manhã desta sexta-feira (16). Ele também publicou um vídeo fazendo sua defesa e dizendo que as acusações contra ele são falsas.
No Twitter, ele escreveu: “Nesta manhã fui acordado, por um telefonema de que a Polícia Federal esteve na minha casa. Estou em São Paulo e vou me apresentar. Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo pastor Michael Abud, não sei e não conheço o que ele faz. Tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas”, afirmou Malafaia.
No vídeo, o pastor se disse "indignado" com a convocação para condução coercitiva pela Polícia Federal. Segundo ele, poderia ter sido uma intimação para prestar depoimento. Malafaia se defende e fala da origem do cheque que recebeu.
" Em 2013, eu recebi a visita no meu escritório do meu amigo, o pastor Michel Abud, da Igreja Embaixada do Reino, em Balneário Camboriú. Ele levou um membro dele, um tal de Jader, que queria me dar uma oferta pessoal de R$ 100 mil. Deposeitei na minha conta, minha e da minha esposa e declarei. Está declarado. É necessário isso. Porque não recebo uma intimação para prestar depoimento? Um cheque, que eu recebo de oferta como recebo de muitas pessoas".
Segundo ele, isso ocorreu porque ele tem batido forte com a questão de abuso de autoridade. " Nós estamos em um estado policialesco onde a reputação de um cidadão é jogada na lama. Estou indignado, é uma afronta. Que democracia é essa? ", declara.
Ele encerra dizendo " Deus tenha misericórdia do Brasil".
A operação foi batizada de Timóteo em referência a um dos livros da Bíblia. Segundo a PF, o líder religioso é suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. “Declaro no imposto de renda tudo o q recebo. Quer dizer q se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido? Será q a justiça ñ tem bom senso? Pra saber q eu recebi um cheque de uma pessoa; e isso me torna participante de crime? Estou indignado”, afirmou o pastor.
Além do DF, as ações da Polícia Federal ocorreram em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A suposta organização criminosa, de acordo com a PF, agia junto a prefeituras para obter parte dos 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) repassada aos municípios. Em 2015, o CFEM acumulou quase R$ 1,6 bilhão.
Ainda conforme os investigadores, munidos das informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços.
As investigações tiveram início no ano passado, no momento em que a Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
A autarquia federal, ligada ao Ministério de Minas e Energia, é responsável pela fiscalização da exploração mineral no país. 
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Malafaia é alvo de operação da PF contra fraude em cobrança de royalties.

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