sábado, 3 de dezembro de 2016

Anac revela que a companhia aérea LaMia teve quatro voos negados no Brasil



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B Imagem: Divulgação


Dos seis pedidos de voo que a companhia aérea LaMia solicitou à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recentemente, quatro foram negados. A empresa, responsável por levar o time da Chapecoense para Medellín, tinha apenas uma aeronave funcionando e ela esteve no Brasil duas vezes.
“O primeiro voo foi solicitado no dia 5/10 para o transporte da seleção boliviana para um jogo, em Natal, no dia 6/10. O segundo voo foi solicitado no dia 6/11 para transportar a seleção da Argentina também para um jogo, em Belo Horizonte”, explicou a Anac. Ou seja, a mesma aeronave que caiu na Colômbia transportou Lionel Messi, Di Maria e Marcelo Moreno, entre outros atletas.
A primeira rota em outubro foi entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, até Brasília, distante aproximadamente 1.626 quilômetros. O avião então reabasteceu e seguiu para Natal, voando por mais 1.777 quilômetros. Pela autonomia da aeronave, seria impossível fazer o trajeto sem parada.
O outro voo, em novembro, trouxe a delegação da Argentina para Belo Horizonte. O trajeto foi de Santa Cruz de la Sierra até Buenos Aires, só com piloto e comissários de bordo, e aí partiu da capital da Argentina até a capital de Minas Gerais, numa distância de cerca de 2.166 quilômetros em linha reta.
Nas redes sociais, o piloto Miguel Quiroga publicou fotos em vídeos com os jogadores das duas seleções que vieram ao Brasil para a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Em ambas ocasiões, o avião trazia o emblema das confederações de futebol dos dois países.
Mas os outros pedidos para viajar ao Brasil feitos por Quiroga foram negados. Em outubro, ele solicitou voar de Belo Horizonte para Barranquilla, na Colômbia, mas a Anac negou porque “nas avaliações iniciais constatamos que a companhia não possuía o trigrama da Icao (autorização da International Civil Aviation Organization) para realizar voos comerciais”.
Já em novembro, a LaMia solicitou operar na rota Santa Cruz de La Sierra, Buenos Aires, Porto Alegre, Chapecó, Foz do Iguaçu e Santa Cruz de la Sierra, mas o voo também foi negado por “falta de infraestrutura aeroportuária disponível no aeroporto de Porto Alegre. O operador aeroportuário declarou à Anac que no horário e dia solicitados pela empresa para operar o voo (3 de novembro, por volta de 12 horas) não haveria disponibilidade de pista e de pátio”.
Os dois últimos pedidos negados, para voos ida e volta entre Brasil e Colômbia, em novembro, foram negados por ferir a 7.ª liberdade do ar, ou seja, a empresa com sede na Bolívia não poderia realizar um trajeto entre dois países diferentes dos seus. Esses dois voos eram os que levariam a equipe da Chapecoense até Santa Cruz de la Sierra e depois a Medellín. 
MATÉRIAS RELACIONADAS: 
Avião que transportava delegação da Chapecoense sofre acidente na Colômbia.


"Aeronave reportou falhas elétricas", diz comunicado do aeroporto da Colômbia.

Conmebol cancela final da Sul-Americana após acidente com avião da Chape.

Técnicos e jogadores com passagens pelo trio de ferro estavam no avião da Chapecoense.

Clubes vão ceder atletas e pedem 3 anos sem rebaixamento para Chapecoense.

Confira a lista de passageiros de acidente com voo da Chapeconse que matou 75 pessoas.

Diretor de hospital divulga estado de 3 feridos em acidente da Chapecoense.

Polícia colombiana divulga imagens do local em que caiu avião da Chapecoense.

ANAC divulga nota explicando negativa a voo fretado para a Chapecoense.

Curitibano lança ideia incrível para ajudar Chapecoense e congestiona o site do clube.

Jogadores da Chapecoense resgatados após queda de avião estão em estado grave; goleiro teve perna amputada.

Por que Mário Sérgio quase não embarcou em voo trágico da Chapecoense.

Veja porque o goleiro da Chape não viajou.

Palmeiras pede para usar camisa da Chape na última rodada do Brasileirão.

Autoridades encerram buscas em avião da Chapecoense e confirmam 72 mortos e cinco sobreviventes.

Alan Ruschel não corre mais risco de ficar tetraplégico.

Atacante do Atlético Nacional diz que time viajou no mesmo avião: ‘Várias vezes paramos para abastecer’.

Follmann corre risco de ter segunda perna amputada, diz médico.

Vice da Chape teve pressentimento e não viajou; veja outros ''sobreviventes''.

Conheça os jogadores da Chapecoense vítimas do acidente aéreo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE

Nenhum comentário:

Postar um comentário