By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: UOL – Imagem: Divulgação
Sob
gritos e aplausos, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) participou na
noite desta quarta-feira (7) de um ato de filiação ao PSL na Câmara dos
Deputados. Enquanto era saudado por militantes com gritos de guerra e Hino
Nacional dentro do Congresso, o pré-candidato à Presidência da República era
representado do lado de fora por um boneco inflável de grandes dimensões.
Ao
discursar, o deputado explicou a origem de seu nome. "Eu sou o messias.
Jair Messias Bolsonaro", disse. Como a "janela partidária" --período
em que parlamentares podem trocar de legendas sem punições-- terá início a partir dessa quinta (8), o
evento foi tratado com um "ato simbólico".
Bolsonaro
é o segundo colocado nas pesquisas de intenções de voto para as eleições de
outubro.
Como
se estivesse em um ato de campanha, ele falou de planos para o país e disse
que, se for eleito, anunciará o nome de seus 15 ministros no início do período
eleitoral.
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Segundo o presidenciável, seu eventual ministério terá "gente
gabaritada, com civis e com militares".
"Eu
tenho a humildade de dizer: eu não sou bom não, mas os outros são muito
ruins." Presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE)
afirmou que, além de Bolsonaro, outros sete deputados se filiarão à sigla nesta
quinta. Segundo o pernambucano, o número pode crescer até o fim da janela, em 7
de abril.
"Como
o Bolsonaro já falou, nós estávamos noivos e hoje é o dia do casamento",
declarou, provocando risadas no plenário. Nesse momento, alguns presentes no
plenário gritaram repetidamente "beija". Um homem irrompeu dizendo
que "aqui não é o PT".
Ao
discursar, o senador Magno Malta (PR-ES) foi saudado como possível vice de
Bolsonaro na chapa presidencial. Para o senador, o debate das eleições se dará
com base "nos valores da família, no combate à corrupção e à
violência".
Para
Malta, o novo presidente terá que ter "sangue no olho" e
"disposição para emparedar vagabundo". Ao final de sua fala, Malta
disse que é candidato à reeleição ao Senado e que Bolsonaro nunca o procurou
para ser seu vice, mas ponderou que o futuro "tá na mão de Deus" e
que "muita água ainda vai rolar".
Desde
o início do ato, os militantes alternaram gritos de guerra como "o capitão
chegou", "a nossa bandeira jamais será vermelha" e "Lula na
cadeia" --contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)."Em
sinal de respeito", os militantes se levantaram e entoaram o hino para que
Bolsonaro discursasse. Antes de começar a falar, Bolsonaro pediu que Malta,
sentado ao seu lado direito, fizesse uma oração. O senador é cantor evangélico.
O ato
ocorreu no plenário número 2 da Câmara, que tem lotação máxima de 150 pessoas.
Dezenas de militantes foram impedidos de entrar no local pela segurança da
Casa.
Também
políticos, dois filhos de Bolsonaro discursaram no ato --Eduardo, deputado
federal por São Paulo, e Flávio, deputado estadual no Rio de Janeiro.Com as
filiações, o PSL vai praticamente quadruplicar o tamanho da sua bancada, que
hoje tem três deputados. O tempo da propaganda eleitoral na TV e no rádio, no
entanto, não será afetado pelas trocas de siglas. O cálculo para a distribuição
leva em conta, entre outros fatores, o tamanho das bancadas eleitas no pleito
de 2014 para a Câmara e as coligações entre os partidos. Como elegeu apenas um
deputado no último pleito, o partido dispõe de 8 segundos.
Mais
cedo, à reportagem do UOL, Bolsonaro afirmou que contaria principalmente com as
redes sociais para tentar se eleger.
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