sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Memorial ao poeta Tarás Chevtchenko completa 25 anos em Prudentópolis



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Rádio Najuá Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias/Rádio Najuá)

Neste mês de dezembro se completam os 25 anos da inauguração do complexo arquitetônico em memória ao poeta ucraniano Tarás Chevtchenko (também grafado, segundo algumas fontes, como Shevtchenko), em Prudentópolis. O memorial reúne uma estátua que representa o poeta, a Praça Ucrânia e um espaço cultural no subsolo da praça, explica a professora Meroslava Krevey. Na ocasião da inauguração, em 3 de dezembro de 1989, estiveram presentes pessoas do Brasil e do exterior.
A proposta de construir o memorial do poeta, de acordo com Meroslava, veio do Canadá – um país para onde a imigração ucraniana foi também muito grande, tal qual em direção ao Brasil. Quem propôs foi o presidente da Fundação Cultural Tarás Chevtchenko, Vassyl Ivanytskyj. 
De acordo com Meroslava, três anos antes, em 1986, Ivanytskyj trouxe um grupo de turistas canadenses para conhecer Prudentópolis e um coral. Os prudentopolitanos organizaram uma recepção para o grupo.
Na época, o presidente da Fundação Cultural propôs a construção do memorial ao pároco Basílio Cembalista. O memorial fica situado ao lado da paróquia de rito ucraniano São Josafat. Houve uma reunião convocada pelo pároco e, conforme a ata da reunião, a população prontamente aceitou e atendeu à proposta.
“Ao lado da escolinha paroquial existia a praça onde estava colocada a bandeira do Brasil. Era uma praça sem nome, porque o terreno era dos padres basilianos”, conta a professora. Portanto, já existia o local para acolher o memorial e se decidiu por montar um espaço cultural no subsolo da praça.
Os recursos para a construção do memorial foram angariados através de uma comissão canadense-americana, criada pela Fundação Tarás Chevtchenko. Tais recursos custearam a estátua de bronze do poeta que fundou a literatura moderna ucraniana. A pesada estátua de bronze foi confeccionada na Alemanha. Já para a construção da praça, os recursos vieram da comunidade ucraniana de Prudentópolis.
O prefeito da época era Gilberto Agibert Filho e teve o apoio da então deputada estadual Vera Witchimichen. “O casal participou diretamente da construção, buscando material”, atribui Meroslava. 
Com festas paroquiais e contribuições da comunidade, foram arrecadados recursos para a construção do espaço físico. Tanto no memorial quanto na praça existem placas onde constam relações com os nomes dos doadores que contribuíram para a edificação dos monumentos.
Museu do Milênio
No espaço, inicialmente, funcionou a rádio Copas Verdes e a Cooperativa Ucraniano-Brasileira de Artesanato. Na época da inauguração, em 1989, houve uma exposição temporária. Parte do acervo, que era da comunidade de Prudentópolis, permaneceu no local. 
Meroslava cuidou do material que não foi recolhido por quem emprestou e, logo, foram chegando mais peças para o acervo, incluindo lembranças da Ucrânia doadas pela descendente de imigrantes ucranianos que mora no Canadá, Maria Horban.
Nessa época, o já ex-pároco Basílio estava no Canadá organizando campanhas, angariando material relacionado à Ucrânia para montar o acervo. Esse material vinha sendo estocado em Prudentópolis, até que em 1995, na comemoração do Centenário da Imigração Ucraniana foi criada uma nova comissão e uma exposição comemorativa, a exposição histórica da imigração ucraniana. 
Tal exposição teve sua organização orientada pelo COSEM – Conselho Consultivo do Sistema Estadual de Museus, da Secretaria Estadual da Cultura do Paraná. A exposição permaneceu aberta para visitação ao longo de todo o segundo semestre daquele ano.
Desde então, Meroslava permaneceu no local e tinha o apoio de Samuca, que trabalhava na rádio Copas Verdes. “Ele saía comigo no horário em que não trabalhava na Copas Verdes. Saíamos para o interior em busca de materiais. Porque não era só o que o pessoal trazia. Fomos em busca de material representativo da colonização ucraniana, da vida e dos costumes”, conta.
Meroslava relata que o memorial e o Museu do Milênio são bastante visitados na atualidade e contam, além da exposição do acervo permanente da Igreja e da comunidade, existem exposições temporárias. Uma delas foi organizada há dois anos, por ocasião do bicentenário de Tarás Chevtchenko. 
Ao fazer o levantamento de visitação para o relatório que precisa encaminhar para os órgãos públicos, Meroslava observou que o memorial e o museus receberam visitantes de mais de dez países diferentes.
“Não é um volume grande de pessoas que nos visitam, mas são visitas representativas, porque elas sabem o que procuram. É uma pena que o prudentopolitano não conheça. São poucos que vêm nos visitar, a não ser as escolas. Quanto ao pessoal que vem de fora, estão sendo feitos muitos trabalhos de pesquisa, de mestrado e de doutorado em que se estudam assuntos referentes à cultura ucraniana, à igreja, aos costumes, a imigração e a própria Prudentópolis”, comenta.
O local fica aberto à visitação de segunda a sexta em horário comercial, nos sábados pela manhã e aos domingos à tarde. Visitantes de fora de Prudentópolis que estiverem por tempo limitado na cidade, podem telefonar para o número que consta na porta do Museu, que a coordenação abre um horário especial para visitação tanto do Museu quanto da Igreja São Josafat, tombada como patrimônio cultural paranaense.
Confira a entrevista e mais fotos:
Meroslava Krevey

Fotos de arquivo do museu:



OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE

Nenhum comentário:

Postar um comentário