sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Adolescente escreve carta para Papai Noel com pedido de transplante de córneas



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Fred Leão (R7) Imagem: R7


“O que eu quero, se for possível, pedir pra você, uma cirurgia de córnea, necessito de transplante. Pois eu estou com baixo rendimento no colégio e perdi uma oportunidade de trabalhar no Menor Aprendiz porque minha visão está muito baixa”. Este trecho é parte de uma carta enviada ao Papai Noel pelo estudante David Oliveira da Silva, de 14 anos. O jovem, que mora no Recanto das Emas (DF), sofre de ceratocone, uma doença que atinge as córneas e, por isso enxerga muito pouco. Para resolver o problema, ele precisa de um transplante de córneas.
— Estou com problemas na escola, pois não consigo enxergar o quadro. Preciso forçar muito os olhos.
O adolescente chegou a ganhar uma cirurgia de transplante, em julho deste ano. A operação seria feita na cidade de Sorocaba (SP), mas, por falta de dinheiro para viajar, acabou perdendo a oportunidade. A mãe de David, a copeira Francinete Oliveira Santos, está desempregada e não pode, por exemplo, comprar um tipo de lentes especiais, que melhorariam um pouco a visão do filho. O produto custa cerca de R$ 1.200.
Na escola pública em que David estuda, os funcionários e colegas se comoveram com a causa, principalmente depois da carta de natal escrita por ele. O pedido do estudante surpreendeu o gestor do colégio, Marcio Jesus Faria.
— Quase todos os alunos pediram coisas como celulares e skates e ele pediu um transplante para enxergar. Ficamos emocionados aqui na escola.
A mãe do garoto conta que, aos seis anos de idade, David começou a usar óculos e, a cada ano, o grau das lentes aumentava. Até que, no ano passado, quando os óculos não surtiam mais efeito, descobriu-se que o garoto tinha ceratocone.
— Meu filho é esforçado na escola e não me dá trabalho. Por causa do problema de vista, ele já reprovou duas vezes. É difícil. Na outra escola, os colegas zombavam dele.
A copeira, que está desempregada, conta ainda que o filho gosta de desenhar, mas não tem conseguido mais, devido à doença nos olhos. A esperança para ela e David é conseguir novamente uma vaga em um hospital que faça o transplante e, caso seja em outra cidade, conseguir o dinheiro necessário para a viagem.
Na escola do adolescente, funcionários chegaram a arrecadar dinheiro para pagar uma futura cirurgia, de acordo com a professora Elizabete da Silva.
— Estamos mobilizados com a situação de David e toda ajuda é bem vinda.
Quem quiser ajudar, pode falar com a mãe do garoto, Francinete, pelo telefone (61) 8535 6770.

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