By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Maurício Grego (Revista Exame) – Imagem: Divulgação
Os pesquisadores estudaram um grupo de 8 mil homens americanos de ascendência japonesa que vivem ou viveram na ilha de Oahu, no Havaí. São pessoas nascidas entre 1900 e 1916. Entre elas, 1.200 viveram mais de 90 anos e 250 ainda estão vivas.
É um grupo geneticamente homogêneo, de homens que viveram em condições ambientais, culturais e socioeconômicas similares. Assim, os cientistas têm razoável dose de certeza de que não há outros fatores interferindo no resultado do estudo.
Esse grupo foi monitorado durante mais de 40 anos por sucessivas gerações de pesquisadores. Por isso, há muitos dados acumulados sobre ele.
Para o estudo sobre longevidade, essas pessoas foram divididas em dois subgrupos. No primeiro, ficaram aquelas que tinham até 1,6 metro de altura. As que têm altura superior a esse limite formaram o segundo subgrupo.
Testes genéticos mostraram que, nos homens mais baixos, é mais comum a presença de uma variante do gene conhecido como FOXO3 que favorece a longevidade.
Os portadores dessa variante tendem a ser menores, especialmente quando crianças, e tendem a ter vida mais longa. Entre os homens mais baixos, o nível de insulina no sangue é inferior à média e a incidência de câncer é menor.
Naturalmente, isso só vale quando a estatura é determinada por fatores exclusivamente genéticos e não é afetada por problemas como a desnutrição.
“O estudo mostra, pela primeira vez, que o tamanho corporal está ligado a esse gene”, afirma, num comunicado, Bradley Willcox, o professor da Universidade do Havaí que liderou a pesquisa.
“Já sabíamos que essa relação existe em animais. Mas não sabíamos que ela está presente também em humanos”, diz Willcox.
“A relação é a mesma – ou é parecida – em ratos, vermes, moscas e até leveduras que têm alguma versão desse gene. Ele é importante para a longevidade em todas essas espécies.”
Os autores advertem que pesquisas adicionais são necessários para saber se as conclusões podem ser aplicadas também a outros grupos étnicos.
Willcox ainda procura animar os altões lembrando que, “independentemente da altura, você sempre pode levar uma vida saudável” para contrabalançar eventuais fatores genéticos desfavoráveis.
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