A Petrobras anunciou no fim da manhã desta sexta-feira (13) que vai
reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38
por litro. O novo preço passa a valer a partir de sábado (14). 

Em comunicado, a estatal explica que o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras aumentará para R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10.
O diesel A é o vendido nas refinarias, antes de ser misturado a
biocombustíveis. Já o diesel B é o comercializado nos postos ao
consumidor final, depois de as distribuidoras efetuarem a mistura
obrigatória.
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A companhia explicou que o reajuste do diesel foi mitigado pelas medidas para conter a escalada do preço do combustível, anunciadas na quinta-feira (12) pelo governo federal. Mesmo assim, o aumento do petróleo no mercado internacional em meio à guerra no Oriente Médio exerce pressão sobre o preço.
O governo zerou as alíquotas dos dois tributos federais sobre a
importação e comercialização do diesel, o PIS e a Cofins, o que
representa corte de R$ 0,32 no preço do litro do óleo diesel, segundo
cálculos do Ministério da Fazenda.
Além disso, uma Medida Provisória publicada autoriza a subvenção
econômica para importadores e produtores de diesel. Com isso, o governo
pode pagar R$ 0,32 por litro, desde que esse desconto seja repassado à
cadeia de preços, baixando o custo ao consumidor final.
Juntas, as duas medidas representam alívio de R$ 0,64 por litro. As iniciativas são um enfrentamento à alta do preço do petróleo no mercado internacional, causada pela guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Histórico de preços
A Petrobras lembra que o preço do diesel foi alterado pela última
vez em maio de 2025, quando houve uma redução. Já o último aumento foi
em fevereiro de 2025.
Nas contas da Petrobras, desde dezembro de 2022, os preços de
diesel vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$
0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a
inflação do período.
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A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa duas
semanas nesta sexta-feira. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e de Omã, ao sul do Irã. Por lá, passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.
O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços.
Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, preço
de referência, está negociado perto de US$ 100 (equivalente a cerca de
R$ 520).
Há duas semanas, a cotação beirava US$ 70, ou seja, em 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.
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