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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RIC – Imagem: Divulgação O Partido Liberal (PL) fechou apoio à pré-candidatura de Sergio Moro (União Brasil) ao governo do Paraná nas Eleições de 2026,
durante reunião com o senador na sede do partido nesta quarta-feira
(18). Com isso, os bolsonaristas solucionam o problema da falta de
palanque para Flávio Bolsonaro (PL) no estado, uma vez que o governador Ratinho Junior (PSD) vai disputar a Presidência da República e apoiar seu próprio grupo.
“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a
situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou o
presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.
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Moro deve ter uma reunião nesta noite com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura. Caso não consiga legenda para disputar, o plano B do ex-juiz da Lava Jato é se filiar ao PL.
Valdemar afirmou que a filiação de Moro não ficou definida no
encontro desta manhã, mas sugeriu que isso é possível. Na saída do
encontro, o senador não quis falar sobre o assunto.
“Não ficou definido nada disso [filiação]. Ele (Moro) vai conversar
agora para ver o que é melhor para ele. E talvez com o 22 [sigla do PL] o
Moro ganhe a eleição no primeiro turno. Agora precisa ver se ele vem
para o partido ou não”, disse Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Valdemar negou que o movimento represente um rompimento com o grupo de Ratinho Junior (PSD) no Paraná. Os bolsonaristas e o partido de Gilberto Kassab
tiveram rusgas na eleição municipal de 2024, quando o ex-presidente
Jair Bolsonaro ensaiou um apoio a Cristina Graeml (então no PMB) contra
o prefeito eleito Eduardo Pimentel (PSD), mas depois voltou atrás.
“Não rompemos nada. O Ratinho mora no meu coração. Mas acontece que
ele vai sair candidato a presidente, e daí vamos fazer zero voto no
Paraná?”, disse.
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Sergio Moro vem tendo dificuldades para ter apoio da própria sigla
para disputar a sucessão de Ratinho Junior no governo do Paraná. Em
dezembro, o diretório do PP no Paraná decidiu por unanimidade vetar a candidatura dele pela federação. Moro, que tem liderado as pesquisas de intenção de voto, classificou a decisão à época como “imposição arbitrária”.
A cúpula do PP no estado tinha se reunido em Curitiba com a presença
do presidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que endossou o veto ao ex-juiz da Lava Jato.
“O partido no Paraná não irá homologar o nome do candidato Moro. Dos 27
estados, este é o mais importante diretório, mas é o único que ainda
está tendo essa discussão”, disse ao sair do encontro.
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