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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1/PR – Imagem: DivulgaçãoDonos de guincho no Norte do Paraná estão enfrentando problemas com a cobrança de pedágios em pórticos do sistema Free Flow. O g1
recebeu relatos de três guincheiros que dizem que, em pelo menos seis
viagens, os veículos que estavam sendo transportados também receberam a
cobrança por meio das placas ou TAGs.
Por conta disso, eles afirmam que passaram a cobrir as placas dos
automóveis para poder transportá-los entre os pórticos de pedágio.
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Thiago da Silva é dono de um guincho em Maringá e contou que uma caminhonete transportada por ele até São Paulo, recebeu a cobrança ao passar pelo pórtico de Mandaguari. Nesse caso, o cliente optou por pagar a tarifa.
Depois disso, na volta da capital paulista, Thiago trouxe outra
caminhonete para o Paraná, mas decidiu cobrir a placa do veículo para
evitar que outro cliente recebesse a cobrança.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a prática não é
considerada uma infração de trânsito, visto que, quando os veículos
passam a estar na condição de objetos ao serem transportados pelo
guincho.
Outro dono de um autossocorro em Maringá, que não quis ser
identificado, comentou que, em pelo menos três vezes, veículos
transportados por ele receberam a cobrança, mesmo estando em cima do
caminhão guincho. Ele soube do problema ao ser informado por um cliente.
Para que as cobranças não persistissem, o guincheiro também passou a
cobrir as placas dos veículos transportados. Para isso, ele tem usado
panos e até fabricou uma placa própria com a identificação do
autossocorro.
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Em uma delas, ele estava transportando três carros em cima do guincho e
um em uma "asa delta" – como é chamado o equipamento de guincho
hidráulico, geralmente acoplado à traseira de plataformas de
autossocorro, como um reboque. Por estarem trafegando na pista, os
veículos transportados na "asa delta" são cobrados. No entanto, no caso
de Cleverson, todos os quatro carros transportados foram cobrados ao
passarem pelo pórtico.
"O problema é grande, pois a gente anda com carro de cliente. Se eu pego
um carro lá em Santa Catarina e venho embora sem olhar, o cliente não
vai saber que veio essa cobrança pra ele. Aí vai vencer e ele só vai
saber quando cair a multa. Nessa, a gente vai ter que pagar, pois o
cliente paga o frete contando com tudo", disse.
Nos casos citados por Cleverson, ele optou por pagar as cobranças para que os clientes não saíssem no prejuízo.
O que diz a concessionária?
O g1
levou os casos mencionados na reportagem para a EPR Paraná,
concessionária responsável pelos trechos.
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Segundo a empresa, o caso das
cobranças feitas a três clientes do guincheiro que não quis se
identificar, o problema foi resolvido e as passagens foram removidas.
A concessionária informou que os "registros pontuais de duplicidade são
corrigidos após conferência e validação técnica, realizada por equipe
especializada, assegurando que a cobrança seja realizada de forma justa,
correta e transparente".
A EPR orienta que, em caso de dúvidas ou registro equivocado de passagens, os usuários podem entrar em contato com a Ouvidoria da concessionária pelo telefone 0800 369 0376 ou pelo e-mail ouvidoria@eprparana.com.br.
"A concessionária ressalta, ainda, que o sistema de Pedágio Eletrônico
opera com tecnologia de alta precisão, monitoramento contínuo e
processos permanentes de validação operacional, assegurando a
confiabilidade das transações", informou a EPR.
O que diz a lei?
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), veículos transportados sobre caminhão-guincho particular são considerados carga e, portanto, não devem gerar cobrança autônoma de pedágio no sistema Free Flow.
A Agência explica que, nesses casos, a cobrança deve ser feita apenas
ao veículo que trafega pela rodovia, ou seja, o caminhão-guincho.
"A ANTT informa que eventuais cobranças indevidas podem estar
relacionadas a falhas pontuais na leitura de tags ou placas. No caso das
tags, pode ocorrer a leitura do dispositivo instalado no veículo
transportado, mesmo sem que ele esteja circulando de forma independente.
Já a leitura por placa é uma hipótese tecnicamente possível, embora
menos provável, pois depende da posição e da visibilidade da placa no
momento da passagem pelo pórtico", informou a agência.
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A ANTT orienta que, caso o usuário identifique a cobrança indevida, a orientação
é procurar os canais de atendimento da concessionária responsável,
apresentando informações como placa do veículo, data, horário e local da
passagem, além de eventual comprovante do transporte por guincho.
Se
a inconsistência for confirmada, é obrigação da concessionária cancelar
a cobrança ou ressarcir os valores pagos, de acordo com a Agência.
Em nota, a ANTT disse que "acompanha continuamente a operação do
sistema Free Flow e que, caso sejam constatadas falhas sistêmicas,
recorrentes ou condutas inadequadas por parte da concessionária, poderão
ser adotadas as medidas regulatórias e fiscalizatórias cabíveis,
incluindo determinação de correção operacional, acompanhamento
específico e aplicação das sanções previstas nos contratos de concessão e
na regulamentação vigente".
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