O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno, na noite
desta quarta-feira (27/5), a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1
e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Mais cedo, o
texto já havia sido aprovado pela Comissão Especial (34 votos a favor e
4 contra) e, em seguida aprovado em primeiro turno.
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A proposta agora segue para o Senado. A transição completa para a
jornada de 40 horas deve ser concluída em até 14 meses, com uma redução
inicial de duas horas prevista para o segundo mês após a promulgação.
A proposta estabelece jornada semanal de 40 horas distribuídas em cinco
dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado por semana, um
deles preferencialmente aos domingos. O texto aprovado prevê ainda uma
transição gradual para a implementação da nova carga horária, sem
redução de salários.
O parecer
aprovado em plenário teve como base o substitutivo do deputado federal
Leo Prates (Republicanos-BA), construído a partir da PEC 221/19, do
deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), e da PEC 8/25, da deputada
federal Erika Hilton (Psol-SP).
Após a votação, o presidente da Câmara dos Deputados,
Hugo Motta (Republicanos-PB) destacou o caráter histórico da votação.
"Hoje, a Câmara dos Deputados deu o primeiro passo para escrever na
nossa Carta Magna uma mudança fundamental para os trabalhadores e
trabalhadoras, a maior do país, desde a Constituição de 1988", disse o
parlamentar.
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"Assumi esta condução com todo equilíbrio, responsabilidade
e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no
início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e
para o governo federal. A redução da jornada para 40 horas semanais,
dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores. E
para atingir esse resultado, a Câmara dos deputados, cada um de nós
neste plenário, teve a coragem de enfrentar esse tema", completou.
Como ficará a mudança
Pelo texto, após 60 dias da promulgação da futura
emenda constitucional, trabalhadores registrados pela Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) passarão a ter direito a dois dias de descanso
remunerado por semana. No mesmo prazo, a jornada semanal cairá de 44
para 42 horas.
Após o período de transição previsto na proposta, a
jornada máxima será reduzida para 40 horas semanais.
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O texto mantém a
remuneração dos trabalhadores, vedando redução salarial em razão da
diminuição da carga horária.
Além disso, algumas categorias profissionais terão
regulamentação específica, que deverá ser definida posteriormente por
legislação complementar ou negociação setorial.
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