quinta-feira, 29 de novembro de 2018

VIDEO - Dois meses após ser ferido em ataque a escola, adolescente caminha sem andador


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1/PR Imagem: RPC

O pai do adolescente Bruno Facundo, atingido por um tiro nas costas durante um ataque ao Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, divulgou com exclusividade para o G1 nesta quarta-feira (28) um vídeo em que o filho aparece caminhando sem o andador. 
Segundo Éder Facundo, o filho se recupera bem do ferimento que afetou parte dos movimentos do lado esquerdo do corpo.
Bruno ficou internado em Curitiba para onde foi encaminhado depois do atentado promovido por outros dois adolescentes de 15 anos, alunos da mesma escola, no dia 28 de setembro. Ele deixou o hospital no dia 19 de outubro para continuar o tratamento em casa.
O adolescente continua com a bala alojada próximo à coluna vertebral. Os médicos avaliaram que tirá-la pode causar danos ainda maiores.
No ataque, outro aluno, de 18 anos, foi atingido de raspão na perna. Depois de socorrido e levado ao hospital, recebeu alta no mesmo dia. 
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Agradecimento e perdão
Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais na noite de terça-feira (27), o pai aparece ao lado de Bruno, da esposa e do filho mais novo, Luccas, e agradece o apoio de todos que acompanham e torcem pela recuperação do adolescente.
Na terça-feira (27), a mãe de Bruno entregou aos pais do adolescente que o feriu uma carta em que o filho reafirma perdoá-lo e que está ansioso para reencontrá-lo. 
“Não fique triste e nem se culpe por mim, pois estou bem. Ando com um pouquinho de dificuldade, pois meu pé ainda está meio preguiçoso (kkk)”, escreveu Bruno.
Em outro trecho ele diz que também sofreu bullying no mesmo colégio por dois anos e que sabe que não é fácil passar por esta situação. 
Internamento
Os dois adolescentes foram considerados culpados e condenados a cumprir medida socioeducativa por tempo indeterminado pelo ato infracional – equivalente a crime no caso de adultos – de dupla tentativa de homicídio e resistência.
A legislação prevê, porém, que o prazo máximo de internamento é de três anos. Eles serão reavaliados a cada seis meses.
Segundo as investigações, o atirador teria planejado e executado o ataque com a ajuda do outro estudante por que sofria bullying dos colegas de escola.
O atirador também foi condenado por porte ilegal de arma de fogo. 

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