quarta-feira, 30 de maio de 2018

Caminhões identificados com adesivos da Defesa Civil são apedrejados


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RPC Imagem: Divulgação

Ao menos 23 caminhões identificados com adesivos da Defesa Civil foram apedrejados em rodovias e no pátio de um frigorífico no Paraná. Os casos foram registrados entre domingo (27) e a noite de segunda-feira (28).

Um acordo firmado entre o governo do Paraná e representantes de caminhoneiros na quinta-feira (24) permite que veículos com o adesivo da Defesa Civil não sejam parados nos bloqueios. A medida é válida para o transporte de cargas essenciais, entre elas a de animais vivos.
Segundo o gerente do frigorífico de suínos da Coopavel, Genésio Ricardo Garbin, o primeiro ataque foi no domingo a um caminhão que carregaria frangos em Corbélia, no oeste. O veículo teve o para-brisa quebrado e o tanque de combustível furado. 
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Outros dois, foram atacados na noite de segunda, quando seguiam do Parque Industrial de Cascavel até a área rural para carregar cerca de mil leitões.
“Tínhamos verificado mais cedo que não havia nenhuma manifestação no trecho. A viagem seria tranquila. Já perto do distrito de Juvinópolis, uma caminhonete vermelha se aproximou e atiraram várias pedras contra os caminhões, atingidos principalmente nos para-brisas. Um dos motoristas chegou a ser atingido no ombro, mas não precisou de atendimento médico”, contou. 
Ainda na segunda, 1,1 mil suínos foram retirados das propriedades e enviados para o abate em Cascavel. A meta era chegar a cinco mil, já que não há mais espaço e nem ração suficiente para os animais.  
Um boletim de ocorrência informando sobre o ataque foi registrado nesta terça-feira (29). 
As atividades nos frigoríficos de aves e suínos da Coopavel estão suspensas desde quarta-feira (23). Cerca de 3,2 mil funcionários foram dispensados.
Por dia, estão deixando de ser abatidos 20 mil frangos e 2 mil porcos.
Caminhões de leite
No fim da tarde de segunda, 20 caminhões da Castrolanda que seguiam em comboio e escoltados também foram apedrejados. Eles carregariam 2,5 milhões de litros de leite em Castro, nos Campos Gerais, que seriam transportados até Itapetininga (SP). 
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De acordo com o coordenador do Comitê de Produtores de Leite da região, Sandro Hey, o ataque ocorreu cerca de 30 metros depois de um ponto de protesto de caminhoneiros, na PR-151, em Carambeí.
"Acreditamos que tenha sido um grupo de vândalos que não está ligado ao movimento dos caminhoneiros", apontou.
Os veículos tiveram para-brisas quebrados e a lataria danificada. Alguns motoristas foram feridos por estilhaços de vidro. 
Ainda conforme o coordenador, sem ter como escoar a produção, as três indústrias cooperadas estão jogando foram cerca de 1,7 milhão de litros de leite por dia.

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