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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Confira o patrimônio de cada candidato a presidente declarado ao TSE


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias)

Encerrado o prazo para registro das candidaturas, os partidos políticos apresentaram 13 nomes para disputar o Palácio do Planalto nas Eleições 2018, sem surpresas em relação às decisões das convenções nacionais.
Segundo dados disponíveis no Sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado dos presidenciáveis chega a R$ 834 milhões.
Pelas relações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral, os candidatos têm patrimônio que varia de zero a R$ 425 milhões.
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O candidato com maior patrimônio é João Amoêdo (Novo), que construiu sua carreira do mercado financeiro. O candidato do Patri, Cabo Daciolo, conforme o portal do TSE, não apresentou declaração de bens.
Já Amoêdo declarou casas, apartamentos, carros, joias, quadros, objetos de arte, título de clube, aplicações, embarcação, salas comerciais e depósito em conta corrente.
Henrique Meirelles (MDB) declarou R$ 377,5 milhões, incluindo depósito em conta no exterior, cotas de capital, título de clube, aplicações, apartamento e carros. Engenheiro de formação, Meirelles construiu a carreira no mercado financeiro, tendo sido presidente do BankBoston.
O terceiro candidato com maior patrimônio é João Vicente Goulart (PPL), totalizando R$ 8,6 milhões declarados. A relação de bens apresentada ao TSE inclui cotas de capital e imóveis. Na sequência, vêm o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou patrimônio de R$ 8 milhões; e José Maria Eymael (DC), com R$ 6,1 milhões declarados.
Pelo calendário eleitoral, o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os pedidos de registro de candidaturas. Esse também é o prazo final para que os partidos substituam nomes nas chapas, exceto em caso de morte de candidato.
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A seguir candidatos que pediram registro e o respectivo patrimônio:
. João Amoêdo (Novo) – R$ 425 milhões
. Henrique Meirelles (MDB) – R$ 377,5 milhões
. João Goulart Filho (PPL) – R$ 8,6 milhões
. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – R$ 8 milhões
. José Maria Eymael (DC) – R$ 6,1 milhões
. Alvaro Dias (Pode) – R$ 2,9 milhões
. Jair Bolsonaro (PSL) – R$ 2,3 milhões
. Ciro Gomes (PDT) – R$ 1,7 milhão
. Geraldo Alckmin (PSDB) – R$ 1,4 milhão
. Marina Silva (Rede) – R$ 118,8 mil
. Vera Lúcia (PSTU) – R$ 20 mil
. Guilherme Boulos (PSOL) – R$ 15,4 mil
. Cabo Daciolo (Patri) – não declarado

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

MDB oficializa candidatura de Meirelles a presidente; ex-ministro promete resgate do 'espírito de confiança' do país


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Fátima Meira (Futura Press/Estadão)

O MDB aprovou nesta quinta-feira (2) a candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República nas Eleições 2018. O partido confirmou o nome do ex-ministro da Fazenda na corrida ao Palácio do Planalto durante convenção nacional, em Brasília, com a presença do presidente Michel Temer.
O resultado da votação foi anunciado pelo presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR). Segundo ele, a candidatura de Meirelles recebeu 357 votos dentre 419 votantes – 85% do total. Houve 56 votos contrários e seis brancos. 
Em discurso durante a convenção do MDB, Meirelles disse que seu objetivo é resgatar o espírito de confiança do país e alfinetou, sem citar nomes, os concorrentes na disputa ao Planalto.
"A minha candidatura tem um objetivo principal: resgatar o espírito de confiança no Brasil. [...] Eu pergunto como e quem deve e tem condições e a capacidade para resgatar a confiança do país", afirmou.
"O Brasil precisa de um messias, que veste-se com uniforme de salvador da pátria? Não. Nem de um líder destemperado, tratando o país como se fosse seu latifúndio. E nem eternos candidatos a presidente [...]. Essas ofertas que os eleitores têm hoje só aumentam a desconfiança no Brasil e nas instituições", concluiu.
O MDB confirmou Meirelles sem definir o nome do vice na chapa. Segundo Romero Jucá, a escolha será feita até segunda-feira (6) por uma comissão da sigla. Ele é um dos integrantes do grupo. Os convencionais também autorizaram a Comissão Executiva Nacional do MDB a definir coligações com outros partidos. 
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Meirelles admitiu que seu vice poderá ser do próprio MDB, mas afirmou que não estava discutindo nomes ao ser questionado sobre a senadora Marta Suplicy (MDB-SP).
A candidatura de Meirelles é a primeira do MDB desde 1994, quando o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disputou sem sucesso a corrida presidencial.
Meirelles vai concorrer à Presidência pela primeira vez. Ele se filou ao MDB em abril para disputar a sucessão de Temer, que cogitou tentar a reeleição, mas desistiu. Meirelles era filiado ao PSD quando trocou de partido.
Apesar da vitória na votação, a escolha de Meirelles foi criticada por integrantes do partido, como os senadores Renan Calheiros (AL) e Roberto Requião (PR).
Renan defendeu que o partido não lançasse um candidato próprio. Para ele, a candidatura de Meirelles é “ridícula”. “O MDB é competitivo em vários estados, temos os melhores governadores do ponto de vista da avaliação, nós não podemos submetê-los a essa ridícula candidatura do Meirelles”, afirmou.
Meirelles disse que as críticas não o incomodam e que vai melhorar o desempenho nas pesquisas.
Ao discursar, o presidente Michel Temer criticou candidatos que "não têm projeto" e "vão para a baixaria". Segundo Temer, o MDB não é um "pigmeu político"; é "feito de gigantes".
"Eu vejo, meus amigos, os candidatos, nem quero mencionar, pobres coitados, que na verdade como não têm projeto, então, me permitam a expressão, vão para 'baixaria'. Provocações. Pobre coitado. Pigmeu político. Nós não somos pigmeus. O MDB é feito de gigantes, e o gigante que vai nos conduzir é o Meirelles", disse o presidente.
Temer disse, ainda, que Henrique Meirelles tem o projeto de levar adiante "grandes reformas" que o governo dele começou.
"Se em dois anos de governo nós conseguimos realizar tudo aquilo que o vídeo mostrou, e tendo você à frente da economia, portanto você foi a figura principal do governo. 
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Se em dois anos nós conseguimos fazer, imaginem, meus amigos do MDB, o que o Meirelles fará em 4 anos, talvez em 8 anos. Fará uma coisa extraordinária", disse. 
Propostas
Entre as propostas que apresentou durante o discurso, o candidato do MDB manifestou intenção de:
  • Estabelecer "agenda de reformas" que permita ao país produzir “mais e melhor”;
  • Criação do “cartão da família” para complementar o Bolsa Família. Cartão com recurso e crédito para os beneficiários do programa;
  • Criação de um programa de infraestrutura chamado “Brasil Integrado” para reduzir distâncias e melhorar o transporte no país;
  • Programa “Pró-Infância” para destinar vagas em creches particulares para famílias que recebem o Bolsa Família;
  • Programa “Brasil Seguro e Forte” na área de segurança pública, com “cooperação intensiva de inteligência” com os estados.
Trajetória
Natural de Anápolis (GO), formado em engenharia civil, o ex-ministro completa 73 anos em 31 de agosto. Antes de ingressar na política, ele fez carreira como executivo da área financeira, com atuação internacional. Ocupou o cargo de presidente do Bank of Boston no Brasil entre 1984 e 1996, quando foi escolhido para ser presidente mundial da companhia.
Em 2002, filiado ao PSDB, Meirelles se elegeu deputado federal por Goiás. Ele não exerceu o mandato para assumir a presidência do BC a convite do recém-eleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Meirelles comandou a instituição de 2003 a 2010, nos dois mandatos de Lula.
Fora do BC, Meirelles atuou como presidente do Conselho da J&F, controladora da JBS. Em maio de 2016, foi nomeado ministro da Fazenda por Temer, que assumiu após o afastamento e posterior impeachment de Dilma Rousseff. Meirelles permaneceu no governo até abril deste ano. 

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