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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Fachin e Janot teriam atuado para direcionar relatoria da JBS, diz jornal

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: METROPOLES Imagem: Divulgação

Documentos obtidos pelo jornal A Tarde mostrariam, segundo o jornal, que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin teriam atuado para direcionar o juiz na delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS. O acordo é alvo de pedido de anulação no STF, cujo julgamento está marcado para 17 de junho.
Para garantir que o processo ficasse com o ministro, Janot teria forçado a interpretação de que Fachin, relator da Lava Jato no STF, era “prevento” em duas acusações envolvendo o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), ou seja, de que ele já teria tratado de casos vinculados ao deputado anteriormente. Aécio foi envolvido no caso da JBS depois de ser gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley.
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Nesses dois processos houve pedidos de cautelar enviados ao ministro horas depois da assinatura do pré-acordo de delação. Com o entendimento de prevenção, não aplicou-se o sistema de juiz natural, de sorteio para os membros da Corte.
Não teria havido, contudo, comprovação de vínculo entre os processos – tanto no posicionamento da Coordenadoria de Processamento Judicial do STF quanto pelo próprio Fachin, que determinou que as investigações fossem distribuídas no âmbito da Corte. Contudo, antes, ele avaliou medidas pedidas pelo PGR, incluindo o afastamento de Aécio do mandato de senador.
Segundo o jornal, os documentos já estão com a PGR para que o órgão possa se manifestar sobre a conduta do ministro e de Janot.
O acordo de delação da JBS é polêmico por ter garantido aos irmãos Batista a certeza de que eles não seriam denunciados e presos pelos crimes que narrassem em depoimento. Foi Fachin quem homologou a delação, em 10 de maio de 2017.
Corre no STF um pedido de cancelamento da delação, assinado pelo próprio Janot, que se baseia na suspeita de que alguns dos crimes cometidos foram omitidos em julgamento. A delação foi revogada pela ex-PGR Raquel Dodge, sucessora de Janot, mas a decisão dela precisa ser referendada por Fachin.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

PSDB rejeita expulsão de Aécio; decisão também beneficia Beto Richa


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PORTAL BEM PARANA Imagem: Divulgação

A Executiva Nacional do PSDB rejeitou hoje dois pedidos de expulsão do deputado federal Aécio Neves (MG). Os pedidos foram rejeitados por 30 votos a 4 e uma abstenção. O resultado representa uma derrota para o governador de São Paulo, João Dória. Pré-candidato à presidência da República para 2022, Dória defendia uma "faxina ética" no PSDB como forma de livrar o partido de lideranças acusadas de corrupção. A decisão também deve beneficiar o ex-governador do Paraná Beto Richa, que igualmente tem pedidos de expulsão do partido contra ele.
No caso de Aécio, o relator do processo, deputado Celso Sabino (PSDB-PA) apresentou parecer contrário à admissibilidade das representações. A alegação é de que apesar de responder processos na Justiça por corrupção, o deputado mineiro não foi condenado.
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​Aécio é investigado em uma série de inquéritos e se tornou réu, em abril do ano passado, sob acusação de corrupção passiva e obstrução da Justiça. O deputado ainda não foi julgado. O código de ética do PSDB, aprovado em maio, prevê expulsão em caso de condenação por corrupção transitada em julgado, o que não é o caso de Aécio.
Aécio é réu no processo relativo ao episódio em que foi gravado, em março de 2017, pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS. O valor foi entregue em parcelas a pessoas próximas ao tucano, segundo a acusação. A Polícia Federal chegou a filmar a entrega de dinheiro vivo a um primo dele. O deputado nega a prática de crimes e diz que o dinheiro era um empréstimo pedido a Joesley.
O ex-governador Beto Richa também é réu em uma série de processos de corrupção. Entre eles, o tucano responde por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude à licitação referentes a uma PPP (Parceria Público-Privada) para duplicação da rodovia PR-323, investigado no âmbito da Operação Lava Jato, na 23ª Vara Federal de Curitiba. Richa é acusado de ter recebido R$ 7,5 milhões em propinas da Odebrecht.


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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Diretório do PSDB em SP formaliza pedido de expulsão de Aécio Neves


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BARZILIENSE Imagem: Divulgação

O diretório do PSDB em São Paulo formalizou o pedido de expulsão do deputado Aécio Neves nesta terça-feira (20/8). A decisão ocorreu às vésperas da reunião da executiva nacional do partido, que vai definir a admissibilidade do pedido de expulsão feito pelo diretório municipal da capital paulista.
Aécio se tornou réu em abril do ano passado sob acusação de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Ele teria pedido, em março de 2017, R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS. O valor foi entregue em parcelas a pessoas da confiança do tucano. O dinheiro seria usado para pagar sua defesa na Operação Lava-Jato. A entrega do dinheiro, em espécie, chegou a ser filmado pela Polícia Federal.
O deputado ainda não foi julgado, mas cresce a pressão para que ele se licencie do partido. 
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A ofensiva contra mineiro tem o aval do governador de São Paulo, João Doria. O tucano, atualmente o principal nome da sigla, defendeu inúmeras vezes que Aécio se afaste. Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu em favor do deputado. "Jogar filiados às feras, principalmente quem dele foi presidente, sem esperar decisão da Justiça, é oportunismo sem grandeza", afirmou.Processo de expulsão
Segundo as normas do partido, a executiva nacional é responsável por reconhecer a admissibilidade do pedido de expulsão. Essa primeira análise será feita pelo deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA). Celso é aliado do tucano mineiro. Admitido o pedido, ele é encaminhado ao Conselho de Ética.
Uma vez instaurado o processo disciplinar pelo Conselho de Ética, a tramitação tem prazo máximo de 45 dias. No entanto, existe a possibilidade de a questão ser levada à Justiça, o que alongaria o processo.
No caso de se afastar de forma voluntária, Aécio manteria o mandato de deputado federal, mas seria desligado do partido até que suas acusações de corrupção fossem julgadas pela Justiça. Se absolvido, poderia retornar ao PSDB.
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