By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B – Imagem: Divulgação Após ser denunciado pela força-tarefa da
Operação Lava Jato
nesta sexta-feira, 25, o advogado
Frederick Wassef, ex-defensor da família
Bolsonaro, se manifestou sobre as acusações por peculato e lavagem de dinheiro.
Em nota divulgada à
imprensa, Wassef negou as imputações e afirmou que a denúncia é “baseada em
absolutamente nada”.
“Estão criminalizando a advocacia no Brasil”, disse. “A
denúncia do Ministério Público Federal é inepta e não descreve qualquer conduta
praticada por mim ou mesmo qualquer crime, tendo se limitado a narrar
simplesmente pagamentos de honorários advocatícios por serviços devidamente
prestados, inovando no Brasil, transformando o regular exercício da advocacia
em crime, de forma irresponsável e sem medir as consequências de dano de imagem
e reputação a minha pessoa”, completou.
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Além de Wassef, a Lava Jato do Rio acusa a sócia dele,
Marcia Zampiron, o empresário Marcelo Cazzo, a advogada Luiza Nagib Eluf e o
ex-presidente da Federação do Comércio do Rio, Orlando Diniz, no âmbito da
Operação E$quema S, deflagrada no início do mês para investigar suspeitas de
irregularidades na relação entre escritórios de advocacia e o Sistema S do Rio.
Na ocasião, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de
Janeiro, colocou 26 pessoas no banco dos réus por suposta participação no mesmo
esquema, sendo 23 advogados.
As investigações apontaram contratos supostamente falsos
firmados entre bancas de advocacia e o Sesc, Senac e Fecomércio. “Os serviços
arrolados não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de
Orlando Diniz para, por exemplo, a perseguição de adversários pessoais”, diz a
Lava Jato.
O ponto de partida as apurações foi a delação premiada do
próprio Orlando Diniz. Em depoimento, o ex-presidente da Fecomércio do Rio
contou que buscava ‘comprar uma solução política’ e se ‘blindar das
consequências dos desvios de recursos que vinham sendo praticados’ por ele.
Para isso, firmava os contratos de fachada como estratégia para justificar
pagamentos de vantagens indevidas disfarçadas de serviços que, na verdade, não
eram prestados ou eram superfaturados.
Segundo a Lava Jato, Frederick
Wassef, Marcia Zampiron e Luiza Nagib Eluf entraram no esquema em 2016 por
indicação de Marcelo Cazzo que, na época, era o responsável pelas contratações
de serviços jurídicos pela Fecomércio/RJ. O escritório Eluf e Santos teria sido
usado como intermediário de pagamentos a Wassef e sua sócia.
A quebra de sigilo
bancário do grupo indicou que, entre dezembro de 2016 e junho de 2017, o
escritório de Luiza Nagib Eluf transferiu R$2,6 milhões ao escritório de Wassef
e R$751 mil diretamente a Marcia.
Em delação, Orlando Diniz
contou que precisaram de um escritório interposto, uma vez que a então
companheira de Frederick Wassef, Maria Cristina Boner Leo, tinha pendências
judiciais, ‘o que poderia atrair holofotes indesejados para a contratação’.
Oficialmente, os
contratos indicavam a prestação de assessoria jurídica na realização de
sindicâncias administrativas para apurar vazamentos de informações do Sistema
S. Mas, segundo a Lava Jato, o verdadeiro objeto dos serviços foi o
monitoramento pessoal de Daniele Paraíso, funcionária do Senac e recém-separada
de Orlando Diniz.
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“(Daniele) havia recém se
separado dele, pessoa a quem o colaborador imputava a pecha de persegui-lo,
razão pela qual ele desejava responsabilizar por suspeitas de vazamentos”, sustenta
a denúncia. “Por tabela, a deflagração dessas apurações internas também tinham
o objetivo de garantir que os contratos milionários e que instrumentalizaram
outros desvios não viessem à tona”, completa a Lava Jato do Rio.
COM A PALAVRA, O
ADVOGADO FREDERICK WASSEF
“Estão criminalizando a
advocacia no Brasil. Eu não tenho e nunca tive qualquer relação comercial com a
FECOMERCIO, não fui contratado por eles, não recebi um único centavo desta
entidade e jamais negociei com eles.
Fui contratado e prestei serviços advocatícios a um renomado
escritório de advocacia criminal de São Paulo, em que a dona é uma famosa
procuradora do Ministério Público de São Paulo, conhecida por ter dedicado toda
sua vida e carreira a instituição Ministério Público e o combate ao crime,
tratando-se de pessoa pública, íntegra, proba e de idoneidade inquestionável
Os serviços advocatícios foram
devidamente prestados, os honorários foram declarados à receita federal e os
impostos pagos.
Após dois anos de investigação da FECOMERCIO, jamais fui
intimado ou convocado por qualquer autoridade a prestar qualquer
esclarecimento. Desde o início da referida operação “esquema” não fui
investigado e ao final não fui denunciado, pois sempre souberam que jamais
participei de qualquer esquema.
Estranhamente após a denúncia de
todos os advogados citados na referida operação sofri uma busca e apreensão em que
nada foi apreendido por não terem encontrado qualquer irregularidade e mais
estranhamente ainda resolveram oferecer uma denúncia relâmpago, isolada,
baseada em absolutamente nada contra minha pessoa.
A denúncia do Ministério
Público Federal é inepta e não descreve qualquer conduta praticada por mim ou
mesmo qualquer crime, tendo se limitado a narrar simplesmente pagamentos de
honorários advocatícios por serviços devidamente prestados, inovando no Brasil,
transformando o regular exercício da advocacia em crime, de forma irresponsável
e sem medir as consequências de dano de imagem e reputação a minha pessoa.
Nunca em minha vida
respondi a qualquer processo ou fui investigado, sempre tive um nome limpo e
sequer em 28 anos de advocacia tive uma única representação em meu desfavor
perante a Ordem dos Advogados do Brasil.”
COM A PALAVRA, AS
ADVOGADAS IZABELLA BORGES E MAÍRA FERNANDES, QUE DEFENDEM LUIZA ELUF
“A advogada Luiza Eluf
recebeu com absoluta perplexidade a notícia do oferecimento da denúncia. Ela
sempre trabalhou de forma correta e transparente, com atuação rígida nos termos
da Lei. Repentinamente, é surpreendida com uma perseguição desvinculada da
realidade.
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A defesa já havia feito contato com o Ministério Público Federal e
solicitado que ela fosse ouvida presencialmente e aguardava que a data fosse
marcada.
As advogadas Izabella
Borges e Maíra Fernandes, que defendem Luiza Eluf, acreditam que a Justiça do
espetáculo pode causar infinitos danos ao país! Luiza Eluf reforça que não
praticou crime algum, que o serviço foi prestado conforme contrato, as notas
emitidas, os tributos recolhidos, e sua inocência será comprovada.”
COM A PALAVRA, O
ADVOGADO CONRADO ALMEIDA CORRÊA GONTIJO, QUE DEFENDE MARCELO CAZZO
“A denúncia é
absolutamente descabida. A defesa enfatiza que Marcelo Cazzo sempre esteve à
disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, jamais praticou
qualquer ilegalidade e fará prova da sua inocência durante a tramitação do
processo.”
COM A PALAVRA, A
ADVOGADA MÁRCIA ZAMPIRON
A reportagem busca contato com a defesa
da advogada. O espaço está aberto para manifestações.
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