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sábado, 9 de julho de 2022

Carro de juiz que mandou prender Milton Ribeiro é atacado com fezes e terra

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE Imagem: Divulgação
O juiz federal Renato Borelli, da 15ª Vara da Justiça Federal em Brasília, foi alvo de ataques nesta quinta-feira (7/7) na capital. Enquanto dirigia, o veículo do magistrado foi atingido por fezes de animais, terra e ovos no início da tarde. Apesar do vidro dianteiro do carro ter ficado coberto com os dejetos e ter atrapalhado a direção, ele conseguiu conduzir o veículo até um local seguro e não ficou ferido. 
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A informação foi confirmada pela Justiça Federal, que garantiu estar tomando providências para inibir as agressões contra o juiz. Borelli disse estar sofrendo ameaças de apoiadores de Milton Ribeiro após ter decretado a prisão do ex-ministro. 
Renato Borelli autorizou a operação federal que, em 22 de junho, prendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro por tráfico de influência e corrupção. Na ocasião, os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, que participavam do esquema, também foram presos.
Os ataques e ameaças contra Borelli começaram um dia depois das prisões, em 23 de junho. No mesmo dia, o juiz de segunda instância Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da primeira região, revogou a prisão de Ribeiro.

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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Delegado que investiga Milton Ribeiro é transferido de setor

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: R7 Imagem: Divulgação
O delegado da Polícia Federal, Bruno Calandrini, que conduz a investigação sobre suposta corrupção por parte do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, será transferido de setor. Calandrini deixará a Coordenação de Inquéritos (Cinq), que atua nas investigações de políticos com foro, e será lotado na Unidade Especial de Investigação de Crimes Cibernéticos. Milton Ribeiro é suspeito de envolvimento em um esquema de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Educação.
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De acordo com comunicado da Polícia Federal, a transferência ocorre a pedido do próprio delegado. O desejo de mudar de setor teria sido manifestado em maio deste ano. "Após tratativas iniciadas ainda no mês de maio do corrente ano, no dia 15 de junho de 2022 houve a movimentação formal do DPF Calandrini para a DRCC/CGFAZ/DICOR/PF, onde irá coordenar a Unidade Especial de Investigação de Crimes Cibernéticos – UEICC presidindo trabalhos investigativos sensíveis daquela unidade", informou a corporação.
Ainda segundo a PF, Calandrini continuará presidindo o inquérito que investiga o suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação. "O próprio servidor manifestou interesse (ainda no mês de maio) em ser transferido para a nova unidade, para onde irá apenas no mês de julho, permanecendo na presidência da Operação Acesso Pago (IPL do MEC) e outros inquéritos da CINQ/CGRCR/DICOR/PF", completa a nota. 
Ribeiro chegou a ser preso na Operação Acesso Pago da Polícia Federal, junto aos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, por ordem do juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília. 
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No entanto, foi solto por decisão do ministro Ney Bello, do TRF-1. A defesa quer que sejam impedidas novas prisões e que os investigados possam responder em liberdade.  

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sábado, 25 de junho de 2022

Advogado de Bolsonaro, Wassef nega que presidente tenha falado com Ribeiro

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: UOL Imagem: Divulgação
O advogado Frederick Wassef afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente Jair Bolsonaro "não teve contato" com o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, desde que ele saiu do governo. Wassef falou com jornalistas no Planalto do Planalto e negou a suspeita de que o presidente tenha interferido na investigação.
Até o momento, Bolsonaro não se manifestou sobre as suspeitas de interferência. Enquanto Wassef falava sobre o caso, em Brasília, o presidente estava em Campina Grande (PB), onde participou da festa de São João. O UOL pediu um posicionamento oficial do governo, mas não teve resposta até o momento.
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Milton Ribeiro foi preso na quarta-feira (22) por suspeita de corrupção na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O caso foi remetido hoje para o STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o MPF (Ministério Público Federal) apontou suposta ação de Bolsonaro no caso.
Ao ser questionado, Wassef negou que Bolsonaro tenha conversado com o ex-ministro e criticou vazamentos da investigação, afirmando que "tentam criar coisas que não existem".
"O presidente Bolsonaro não tem nada a ver com este inquérito, não falou com ministro, não interferiu na Polícia Federal. É uma nova campanha de acusações infundadas", afirmou. "Todos os inquéritos, todas as acusações feitas até hoje contra o presidente Bolsonaro, ficou provado que não existe nada, sempre fica provado que ele é inocente".
Wassef também disse que cabia a Ribeiro responder sobre sua fala.
"O ministro é quem tem que dizer porque está fazendo essa afirmação. Se é que é verdade. O que temos é um vazamento de um trecho de material sigiloso, tirado de contexto, e aí nós criamos um tsunami midiático, uma pré-condenação", afirmou.
O advogado também criticou o delegado Bruno Calandrini. Como mostrou o UOL, o delegado apontou que Milton Ribeiro estava "ciente" das buscas e que supostamente teria obtido a informação através de um telefonema com Bolsonaro.
"Desafio o delegado vir diante das câmeras e falar que o presidente Bolsonaro interferiu", disse Wassef.
Em despacho, Calandrini diz que os indícios de vazamento "são verossímeis e necessitam de aprofundamento".
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Nos chamou a atenção a preocupação e fala idêntica quase que decorada de Milton com Waldemiro e Adolfo e, sobretudo, a precisão da afirmação de Milton ao relatar à sua filha Juliana que seria alvo de busca e apreensão, informação supostamente obtida através de ligação recebida do Presidente da República"
O Palácio do Planalto, mas não obteve resposta até o momento. O espaço segue aberto a manifestações.O advogado de Ribeiro, Daniel Bialski, afirmou por meio de nota que o áudio foi realizado antes da deflagração da operação e questionou a competência da Justiça Federal em Brasília em julgar o caso, após a investigação ser enviada ao STF.
Para ele, tudo indica que há motivos para anular ao menos parte das decisões da operação. "Causa espécie que se esteja fazendo menção a gravações/mensagens envolvendo autoridade com foro privilegiado, ocorridas antes da deflagração da operação", afirmou. "Se realmente esse fato se comprovar, atos e decisões tomadas são nulos por absoluta incompetência", disse.

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