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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Brasil conquista avanço territorial histórico em setor estratégico

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: REVISTA FORUM Imagem: Divulgação 
A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu oficialmente a ampliação do território marítimo brasileiro em 360 mil km², consolidando um avanço histórico na soberania nacional. A resolução abrange uma vasta região da Margem Equatorial, que se estende da foz do Rio Oiapoque (AP) ao litoral norte do Rio Grande do Norte.
O reconhecimento internacional garante ao Brasil o direito de explorar os recursos naturais dessa nova fronteira, incluindo reservas de petróleo, gás e minérios no subsolo marinho.
“Essa conquista é o resultado do trabalho contínuo de marinheiros, pesquisadores e diplomatas na Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM)”, destacou o Secretário da CIRM, Contra-Almirante Ricardo Jaques Ferreira.
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O Vice-Almirante Marco Antônio Linhares Soares reforçou que a nova área equivale ao território da Alemanha e amplia significativamente as possibilidades estratégicas do Brasil.
“A Petrobras já tem interesse em blocos dentro das 200 milhas náuticas, e esta expansão pode permitir novas descobertas e explorações que fortalecerão a segurança energética do país”, afirmou.
O reconhecimento internacional da extensão da plataforma continental é um marco que fortalece a soberania brasileira e resulta de anos de negociação na Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), órgão técnico da ONU. Segundo um representante do Itamaraty, “a decisão reforça a capacidade do Brasil de defender seus interesses de forma pacífica e embasada”.
O novo mapa político do Brasil, publicado pelo IBGE em 2024, agora inclui oficialmente essa expansão, consolidando a “Amazônia Azul” como parte do território nacional. Espera-se que essa incorporação desperte maior consciência sobre a importância da soberania marítima, considerando que 95% do petróleo brasileiro é extraído do mar e que a maior parte do comércio exterior do país depende dessa rota estratégica.

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domingo, 5 de novembro de 2023

Por 138 votos, Assembleia Geral da ONU aprova fim do embargo dos EUA contra Cuba

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CARTA CAPITAL Imagem: Justin Lane/EFE
A Assembleia Geral da ONU aprovou, com 187 votos, uma resolução que pede o fim do embargo imposto há seis décadas pelos Estados Unidos contra Cuba , uma vitória moral para a ilha que, no entanto, não é vinculante.
Os Estados Unidos e Israel votaram contra a resolução “Necessidade de pôr fim ao embargo econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. A Ucrânia se absteve da votação.
A resolução reitera o princípio da “igualdade dos Estados, da não intervenção e da não ingerência em assuntos internos e a liberdade de comércio e navegação internacional” e manifesta “sua preocupação com a promulgação e aplicação continuadas” de leis como a americana Helms-Burton (vigente desde 1996), que tem efeitos extraterritoriais para pessoas e empresas que fizerem negócios com Cuba.
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“O bloqueio é um ato de guerra econômica em tempos de paz”, disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, na tribuna, após lembrar que “mais de 80% da população cubana só viveram” sob o regime de sanções unilaterais americanas.
Desde 1992, Cuba apresenta anualmente resoluções na Assembleia Geral da ONU para pedir o fim do embargo imposto unilateralmente, em plena Guerra Fria, pelo presidente John F. Kennedy para asfixiar o regime comunista da ilha.
Apesar de os governos cubano e americano terem iniciado um processo de normalização das relações diplomáticas em 2015, sob o governo de Barack Obama, o embargo segue em vigor e é considerado por seus opositores como o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba.
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A forte repressão do governo cubano às manifestações anti-governamentais de julho de 2021, que deixou mais de 1.000 detidos e forçou outros ao exílio, não contribuiu para a mudança esperada na administração democrata de Joe Biden, após as políticas rígidas de seu antecessor, Donald Trump.
As autoridades cubanas calculam que seis décadas de embargo causaram perdas de mais de 159 bilhões de dólares (795 bilhões de reais, na cotação atual) para sua economia. Só entre março de 2022 e fevereiro de 2023, o bloqueio teria provocado perdas de 4,86 bilhões de dólares (24,28 bilhões de reais).
Sem o embargo, afirmam, a economia teria crescido 9%. A migração é “um efeito direto da intensificação do bloqueio”, alertam, em um folheto distribuído à imprensa. 

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