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sábado, 18 de junho de 2022

Mario Frias defende fake news sobre cidade perdida na Amazônia

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE – Imagem: Divulgação
Nos últimos dias, a suposta descoberta de uma civilização secreta no coração da floresta Amazônica, se espalhou com grande velocidade pelas redes sociais.
O ex-secretário Especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro (PL), Mario Frias caiu no conto do Ratanabá, cidade submersa repleta de riquezas que estaria supostamente localizada na Amazônia.
Pelas redes sociais, ele contou que recebeu em seu gabinete Urandir Fernandes de Oliveira, presidente da Associação Dakila Pesquisas, defensor da ideia da existência do local criado há mais de 450 milhões de anos (o ser-humano existe cerca de 1 milhão). 
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Urandir é o mesmo que apresentou o Et Bilú ao mundo em meados de 2010.
"A revelação de Ratanabá, a 'cidade perdida' na Amazônia Brasileira, virou um dos assuntos mais comentados na mídia e nas redes sociais. Segundo os números do Google Trends, a procura por “Ratabaná” teve um aumento repentino nos últimos dias. A hashtag #EmRatanabá explodiu no Twitter", iniciou Mario.
"Tenho visto muita confusão sobre o tema e quero esclarecer alguns pontos. No dia 11 de setembro de 2020, enquanto eu estava como Secretário de Cultura, recebi no meu gabinete o Urandir Fernandes de Oliveira, que é o presidente da Associação Dakila Pesquisas, entidade independente que revelou Ratanabá", afirmou.
"Na ocasião, ele me apresentou um documento que resume os estudos iniciados pela associação desde 1992, ano em que Ratanabá teria sido descoberta. Vi diversas fotos de artefatos bem elaborados de metal e de cerâmica encontrados em galerias subterrâneas no Real Forte Príncipe da Beira, no município de Costa Marques (RO). Segundo Urandir, estas galerias fazem parte do Caminho do Peabiru que são trajetos que cortam o continente sul-americano e se interconectam criando uma estrada com ramificações subterrâneas e de superfície que partem de Ratanabá", acrescentou.
Frias diz que a associação tem imagens do local, e que, até o fim do mês, "estarão processadas e vão nos mostrar o que realmente há lá".
O Ecossistema Dakila, instituição sem caráter científico e órgãos oficiais de pesquisas, que diz estudar a capital perdida, defende outras teorias como a terra plana e faz parte de movimentos anti-vacina, receberam o apoio do Governo Federal.
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"Os pesquisadores contaram com o apoio do Exército, do Iphan, das Forças Aéreas, da Defesa Civil, do Ministério da Defesa, entre outros órgãos. Não houveram aportes financeiros do governo federal, a Dakila utiliza recursos próprios para todas as suas pesquisas", destacou.
O instituto afirma que Ratanabá teria sido a capital do mundo há 450 milhões de anos. Entretanto, nessa época, a Terra vivia o período ordoviciano, ou seja, o planeta começava a ter os primeiros animais vertebrados.
A existência da tal cidade soterrada já foi refutada por pesquisadores que afirmam que nem a América do Sul existia no período. Por isso, não há nenhum embasamento na arqueologia e na geologia para a existência de Ratanabá.

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Mario Frias diz que vai criar cargo para Regina Duarte: “Bolsonaro pediu”

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: METROPOLES – Imagem: Divulgação

O secretário especial da Cultura, Mario Frias, disse que um novo cargo será criado para a atriz e ex-secretária da pasta Regina Duarte a pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para cuidar da Cinemateca Brasileira. As declarações foram dadas à Rádio Jovem Pan.
“A Regina é um ícone que faz parte da nossa história, merece todo o respeito. É um pedido pessoal do presidente da República.
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Existe, sim, a possibilidade de ser criada uma secretaria para ela cuidar da Cinemateca e ela vai ser tratada com toda dignidade que merece. Assim que o imbróglio jurídico se resolver”, afirmou.
O secretário comentou a atual situação jurídica da Cinemateca e disse que há um movimento “forte” para tentar resolver o impasse.
“A minha primeira ação como secretário foi fazer uma visita técnica. O contrato acabou em 2019 e não foi renovado. O acervo e os profissionais deveriam ser muito valorizados porque são profissionais únicos”, falou.
Segundo ele, há impasses jurídicos para serem resolvidos antes de criar o cargo. “Há um imbróglio jurídico, a meu ver lamento o fato de as pessoas não estarem pensando no acervo e no potencial que aquilo tem. Juridicamente a gente não pode intervir nesse momento enquanto não há uma solução. Há um movimento muito forte tanto meu quanto do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio.
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Temos um projeto emergencial para ajudar”, disse.
E acrescentou: “Mandamos um corpo técnico para uma visita e avaliação de inventário, para averiguar as necessidades emergenciais. A nossa equipe foi impedida de entrar, fizemos um boletim de ocorrência porque não podem impedir, pois é patrimônio do brasileiro e responsabilidade nossa cuidar. Hoje estou aguardando um parecer jurídico, com toda vontade do mundo de fazer o bem”, ressaltou.
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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Bolsonaro nomeia o ator Mario Frias secretário especial da Cultura

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JORNAL EXTRA – Imagem: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro nomeou o ator Mario Frias para chefiar a Secretaria Especial da Cultura. Entusiasta do governo Bolsonaro, ele era o principal cotado para substituir a atriz Regina Duarte, que comandava a pasta. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite desta sexta-feira. Mario Frias é o sexto nome a assumir o posto em um ano e meio.
O nome de Frias vinha sendo ventilado com força desde a saída de Regina Duarte da Secretaria.
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A saída da atriz foi anunciada pelo presidente da República em maio. Um dia depois, Mario Frias publicou um vídeo no Instagram no qual comenta a possibilidade de aceitar o convite que teria recebido de Bolsonaro: "Agora sim existe essa possibilidade real, mas só quem pode divulgar e assinar é o presidente".
O ator de 48 anos, um dos poucos artistas a comparecer à posse de Regina, já era cotado desde o começo do mês passado, quando a fragilidade da atriz no cargo se acentuou. Ele chegou a almoçar com o presidente, publicando em seguida: “Pra quem ainda não entendeu, vou deixar aqui o mais claro possível: aqui é Jair Bolsonaro.”
Atualmente, ele apresenta o programa de turismo "A melhor viagem", na Rede TV, mas a maior parte do público vai se lembrar de sua época de protagonista do seriado teen "Malhação", no fim dos anos 1990.
Sexto nome no posto
Frias é a sexta pessoa a comandar a Secretaria de Cultura no governo Bolsonaro. O primeiro, que ficou entre janeiro e agosto de 2019, foi Henrique Pires. Ele foi demitido do cargo após polêmica envolvendo filmes com temática LGBT. Na ocasião, Pires afirmou que preferia sair a "bater palma para censura". O estopim para a saída de Pires teria sido o fato de discordar de um edital para a TV pública com tema dedicado a produções sobre diversidade de gênero.
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Com demissão de Pires, a Secretaria foi comandada interinamente por José Paulo Martins. Em setembro, o economista Ricardo Braga foi alçado ao cargo. O nome foi uma escolha do próprio presidente Jair Bolsonaro, sem passar pelo crivo do ministro da Cidadania, Osmar Terra, a quem a Secretaria era ligada na época. O nome favorito de Terra para o posto seria o do interino José Paulo Martins.
Em novembro, o dramaturgo Roberto Alvim assumiu o posto. Mas em janeiro foi demitido após copiar frases de um discurso nazista em um pronunciamento oficial da pasta. Novamente, José Paulo Martins assumiu a pasta interinamente, até a nomeação da atriz Regina Duarte em março.
Regina deixou a secretaria em maio após semanas de fritura no governo. A saída dela foi anunciada em um vídeo publicado em sua página no Facebook. Ela tinha assumido o cargo em março, com a expectativa de que teria carta branca, mas não teve a autonomia prometida.
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