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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Prudentópolis e no Paraná. Feijão tem recuo de área e queda de quase 40% na colheita

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: GLOBO RURAL – Imagem: Divulgação
Líder na produção nacional de feijão, o Paraná tem confirmada a redução de área e consequente queda de quase 40% na produção do grão, em relação ao ano passado. O percentual se refere à segunda safra - a mais relevante no Estado -, com colheita em fase de conclusão. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O volume produzido na segunda safra de feijão no Paraná ficou em 323,9 mil toneladas, ante 535,3 mil toneladas do mesmo ciclo no ano passado, ou seja, queda de 39%. 
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Com predominância do feijão preto, a área plantada passou de 345,1 mil hectares para 227,2 mil ha - redução de 34%.
O produtor Maikon Wilzeski, de Prudentópolis município do Centro-Sul do Estado conhecido como a Capital Nacional do Feijão Preto, conta que deve encerrar nesta semana a colheita, iniciada na semana passada. “O clima castigou bastante e afetou a qualidade, as sementes estão miúdas”, observa. Os efeitos da seca no início do ciclo foram amenizados pela palhada de milho, segundo o produtor. Porém, as chuvas, o frio e a falta de luminosidade no decorrer do cultivo atrapalharam o desenvolvimento.
Com isso, a produção passou de cerca de 49,6 sacas por hectare, da safra passada, para uma média de 16,5 sacas por hectare na atual. Wilzeski lembra que já chegou a colher 82 sacas por hectare em anos anteriores. Para ele, o principal problema, entretanto, é o valor do produto: “vou segurar a venda, para esperar melhorar o preço”. 
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De acordo com o Deral, a saca de 60 kg do feijão preto foi comercializada, em média, a R$ 194 em junho, valor semelhante ao mês anterior. Do início do ano até junho, o produto teve uma valorização de quase 50%, uma vez que vinha de um cenário considerado “muito ruim”, comenta Carlos Hugo Godinho, agrônomo do Deral.
O aumento do preço em comparação ao ano passado, para o analista, pode indicar uma recuperação da cultura para a safra 2026/27. “Os preços melhores devem ter algum reflexo no Estado, principalmente no plantio de feijão preto, em que o Paraná é o principal produtor”, reforça. A semeadura da primeira safra ocorre no segundo semestre, quando será possível avaliar se haverá aumento de área. Na safra 25/26, houve redução de 39% da área plantada, na primeira safra, que ficou em 102,2 mil ha, e queda de 45% na produção, que fechou em 192,4 mil toneladas. 
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“O produtor de feijão é um ‘apostador’, de certa forma. O clima interfere, mas o que manda mesmo é o preço”, afirma Godinho. Ele acrescenta que quando a cultura perde em produção, o preço tende a melhorar. Porém, se o clima não for favorável - muita chuva, por exemplo - a baixa qualidade também pode depreciar o valor do grão no mercado. 
O Paraná tem ainda o feijão terceira safra, com pouca expressividade de área e produção. Apesar de ter perdido espaço, o Estado continua como o principal produtor nacional de feijão, com representatividade passando de 25% da safra anterior para aproximadamente 17% na atual, calcula Godinho. A estimativa de produção nacional de feijão para a safra 2025/26, segundo a Conab, é de 3 milhões de toneladas, somando as três safras.  
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El Niño
As previsões climáticas, com um El Niño de intensidade forte para os próximos meses, também preocupa, uma vez que a cultura do feijão tem um ciclo de plantio de agosto a novembro e colheita entre outubro a fevereiro do ano seguinte. “A condição de chuvas mais acentuadas durante a primeira safra vai exigir do agricultor um olhar mais atento. Provavelmente, teremos mais problemas com doenças”, adverte José Neto, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná).
José Neto acrescenta que, frente a isso, o IDR disponibiliza no mercado, atualmente, cultivares com nível “excepcional” de sanidade: “essas cultivares têm maior resistência às principais doenças e também maior tolerância a condições adversas de cultivo, como excesso e baixa de temperatura e seca. Elas tendem a ser mais estáveis e, consequentemente, ter uma produtividade mais satisfatória”.
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Por meio do programa de melhoramento genético do feijão, as cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná representam 38,8% no mercado de sementes da cultura, chegando a 71% no grupo comercial de feijão preto. Os percentuais se referem aos campos aprovados de sementes de feijão no Brasil, nas safras 2024/25 e 2025/25, conforme dados do Controle de Produção de Sementes e Mudas do Sistema de Gestão da Fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa).
Em 2025, o IDR-Paraná lançou a cultivar de feijão preto IPR Tapicuru, com alto potencial produtivo, ciclo intermediário e cozimento rápido para o consumidor (em 21 minutos). José Neto revela que há previsão de lançamento, até o início do próximo ano, de uma nova variedade do grupo especial. 

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sábado, 15 de novembro de 2025

Ministério emite alerta para azeites fraudados; saiba quais marcas

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: AGENCIA BRASIL – Imagem: Divulgação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta aos consumidores sobre a comercialização e o consumo de azeites de oliva fraudados. Os produtos foram fiscalizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária. De acordo com o órgão, eles não atendem aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela legislação.
As amostras coletadas pelo departamento foram analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária que confirmaram a presença de outros tipos de óleos vegetais na composição, o que caracteriza fraude.  
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Confira as marcas e lotes inspecionados que foram considerados impróprios: 
O ministério orienta os consumidores a interromper imediatamente o uso dos produtos, caso tenham adquirido. Lembra, ainda, que é possível solicitar a substituição do produto, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. 
Aos comerciantes, o Mapa reforça que a comercialização desses produtos constitui infração grave.  
“Os estabelecimentos que mantêm os itens à venda podem ser responsabilizados”, disse o ministério, em nota.  

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quarta-feira, 28 de maio de 2025

Três marcas de café estão impróprias para consumo, aponta governo; veja quais

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Divulgação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desclassificou três marcas de café torrado para consumo humano. A medida foi tomada após análises em laboratório apontarem impurezas e presença de micotoxinas e matérias estranhas nos produtos em níveis superiores aos permitidos pela legislação. As marcas reprovadas são: Melissa, Pingo Preto e Oficial. 
"Tais elementos indicam que os produtos não atendem aos requisitos de identidade e qualidade previstos para o café torrado, motivo pelo qual foram desclassificados", diz nota da pasta.
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São consideradas matérias estranhas no café: grãos ou sementes de outras espécies vegetais, areia, pedras ou torrões. Já as impurezas são elementos da lavoura, como cascas e paus.
De acordo com o Mapa, as empresas foram notificadas das irregularidades detectadas e foi determinado o recolhimento dos produtos impróprios. Os lotes reprovados foram Melissa (0125A), Pingo Preto (12025) e Oficial (263).
O Ministério orienta que consumidores que tenham adquirido os produtos listados deixem de consumi-los imediatamente. O consumidor pode solicitar a substituição do produto. 
Se os produtos ainda estiveram a venda, o Mapa pede que seja comunicada a ocorrência pelo canal oficial Fala.BR, com o nome e endereço do estabelecimento onde foi o produto é comercializado.

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