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sábado, 23 de novembro de 2024

Isolamento de Mourão livra ex-vice de vínculo ao golpe

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: O ANTAGONISTA Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado
As tentativas de associação do senador Hamilton Mourão (Republicanos) ao enredo da tentativa de golpe no 08 de janeiro investigada pela Polícia Federal (PF) esbarram em um fato que ficou conhecido ainda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro: o isolamento de Mourão da cúpula bolsonarista ainda durante o mandato que se entendeu de até o ano de 2022. 
Interlocutores ouvidos por O Antagonista reforçam: “Não há como associar o Mourão a isso. Ele estava isolado. Sequer era chamado para as reuniões”.
Ainda segundo líderes do Congresso, o ex-ministro-chefe da Casa Civil do Brasil, general Walter Braga Netto, se portava como vice-presidente diante da ausência de Mourão nas reuniões mais importantes. Descolamento
Diante da ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro do país após o resultado das eleições em 2022, Mourão fez pronunciamento oficial no dia 31 de dezembro de 2022, reconhecendo “o encerramento constitucional” da gestão bolsonarista. 
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“Nenhuma novidade vinda desse que sempre disse que era um bosta”,
reagiu o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) na rede social x.
 Até aquela altura, o descolamento de Mourão da cúpula bolsonarista era notável. Em entrevista ao portal Uol no início desse ano o senador admitiu: “A partir do momento que o presidente Bolsonaro escolheu o Braga Netto para ser seu candidato a vice, ele me colocou de lado. Não me chamava nem para o cafezinho”.
Na mesma ocasião, ele revelou que interviu para que Bolsonaro reconhecesse a derrota nas urnas e orientasse a multidão acampada em Brasília a retornar para casa. “Ele apenas me ouviu. Não disse nem que sim, nem que não”, completou o parlamentar.
Fanfarronada
Em declaração feita ao podcast gravado para o canal de seu mandato, o general do Exército brasileiro questionou a narrativa do golpe divulgada até aqui.
“O que eu vejo nisso tudo é que nós temos um grupo de militares pequeno, a maioria militares da reserva, não vou precisar citar nomes, que em tese, montaram um plano sem pé nem cabeça. Eu não consigo nem imaginar como tentativa de golpe”, comentou.
E completou: “É importante que as pessoas compreendam que tentativa de golpe tem que ter um apoio de parcela expressiva da Força Armada. Ninguém dá golpe no país sem ter a Força Armada”.
O senador detalhou os pontos que considera contraditórios nas informações publicadas acerca da tentativa de golpe investigada.
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Essas pessoas [investigados] não tinham comando de tropa. Você olha para os dados divulgados, um plano sem pé nem cabeça, onde teriam armas, mas iriam executar o presidente e o vice-presidente eleitos por envenenamento. […] Me parece que [o plano] jamais teria sido feito por pessoas que tiveram a oportunidade de fazer cursos de especialização dentro do Exército que os capacitaria em muito melhores condições para ações dessa natureza. Então vejo uma fanfarronada”, afirmou Mourão.  
Para Mourão, há por parte da imprensa uma “busca incensante de envolver o presidente Bolsonaro” na trama golpista. Ele também considera que não há embasamento para o indiciamento do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.
“Arma-se esse cenário todo, joga-se um pó de Pirlimpimpim e aí saem 37 pessoas nesse pacote indiciadas”, disse. 

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sábado, 25 de maio de 2024

"Não tenho a missão de ficar me deslocando", diz Mourão sobre ter 'sumido' durante enchentes no RS

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BRASIL 247 Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o senador Hamilton Mourão (Republicanos) respondeu a questionamentos sobre não ter viajado ao Rio Grande do Sul durante as enchentes históricas que atingem o estado desde o final de abril. “Não sou executivo. Não tenho a missão de ficar me deslocando do ponto A para o ponto B”, afirmou.
Mourão jogou a responsabilidade pela assistência à população no colo dos vereadores. 
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“O vereador é o homem da comunidade. Logo depois você tem o deputado estadual, o deputado federal e o senador. O senador representa o estado como um todo, e não apenas a comunidade localizada”, defendeu.Mourão jogou a responsabilidade pela assistência à população no colo dos vereadores. “O vereador é o homem da comunidade. Logo depois você tem o deputado estadual, o deputado federal e o senador. O senador representa o estado como um todo, e não apenas a comunidade localizada”, defendeu.
Ele ainda criticou as lideranças que estão ajudando e acompanhando a situação de perto, alegando que estariam fazendo “exploração política” da situação. “Estar na água fazendo fotos seria uso político. Sou um homem de 70 anos de idade. Não vejo isso como minha função”, enfatizou Mourão
Assista AQUI o vídeo. 

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Bolsonaro embarca para os Estados Unidos e passa a Presidência ao vice

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CORREIO BRAZILIENSE – Imagem: Ed Alves 
O avião presidencial de Jair Messias Bolsonaro (PL) decolou para Orlando, nos Estados Unidos, às 14h02 desta sexta-feira (30/12), segundo o sistema de monitoramento do tráfego aéreo. Com isso, ao deixar o espaço aéreo brasileiro, ele deixa de ocupar a Presidência do Brasil e o cargo passa para o vice, Hamilton Mourão (Republicanos). A partir do dia 1º de janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assume como presidente da República. 
Bolsonaro vai desembarcar em Orlando por volta das 20h (no horário de Brasília) e deve passar a virada de ano na região. 
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A expectativa é que ele fique em um resort em Palm Beach, de propriedade do ex-presidente Donald Trump, aliado do brasileiro. Depois, Bolsonaro deve partir para Miami. Publicação no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30/12) autorizou a atuação de cinco assessores em uma "agenda internacional" com Bolsonaro entre o dia 1º de janeiro e 30 de janeiro. 
Com isso, Bolsonaro deve ficar fora do país até, pelo menos, 30 de janeiro. Ainda não há informações sobre como e quando será o retorno dele ao Brasil, já que, por ter deixado a presidência, Bolsonaro não poderá mais usar o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) — a não ser que Lula autorize. 
Bolsonaro não comunicou Hamilton Mourão sobre a saída do Brasil. Com isso, ficará sob responsabilidade de Mourão a passagem de faixa para Lula, tarefa que o vice-presidente já anunciou que não cumprirá. O PT ainda não comunicou como será feita a passagem de faixa para o presidente eleito. 
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O que acontece caso Bolsonaro não passe a faixa presidencial?
A viagem para os Estados Unidos coloca um ponto final na dúvida sobre a presença de Bolsonaro na cerimônia de passagem de faixa para Lula. A Constituição Federal, no entanto, não estabelece o ritual como obrigatório, apesar do peso simbólico da passagem de faixa em 1º de janeiro.
Um decreto de 1972, assinado à época por Médici, determina regras relacionadas à passagem, pelo presidente antecessor, da faixa presidencial. O documento, no entanto, não considera este um ato obrigatório. A Constituição determina o comparecimento ao Congresso Nacional somente do presidente eleito com o intuito de prestar o juramento de cumprir a Carta Magna, como previsto no artigo 78.
É válido frisar que o texto constitucional não trata do o ritual de passagem em si. Por isso, se Bolsonaro não comparecer à posse, a solenidade segue normalmente, seguindo a hierarquia do cargo: o vice-presidente, Hamilton Mourão, e assim por diante.
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Cabe ressaltar que, na história brasileira, a ausência de Bolsonaro na posse do Lula seria algo raro, mas não é a primeira vez que o país verá a cena. A última situação como essa aconteceu em 1985, quando João Figueiredo - último presidente da ditadura militar - não compareceu à posse de José Sarney, seu sucessor, após a morte de Tancredo Neves.
Com informações do Correio Braziliense.

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