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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 – Imagem: DivulgaçãoVinte
e quatro horas depois de anunciar a cobrança de uma taxa para
embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, o presidente Donald Trump voltou atrás.
O futuro do Estreito de Ormuz está cada vez mais incerto. Na
segunda-feira (13), o presidente Donald Trump anunciou que cobraria um
pedágio de 20% do valor da carga de todos os navios que passassem pela
via e declarou que os Estados Unidos seriam os guardiões do estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã ironizou. Em uma rede social, Abbas Araghchi escreveu:
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“O presidente tem razão. Quem fornecer segurança aos navios que cruzam o
estreito deve ser recompensado. O Irã sempre foi o guardião do
estreito, 20% é muito. Seremos justos”.
Nesta terça-feira (14), Trump, que sempre criticou a cobrança de pedágio, recuou.
Disse que os Estados Unidos fizeram um bloqueio naval que, na prática,
mantém a passagem aberta para todos os navios, menos os iranianos, e
sugeriu uma nova fórmula para recompensar a segurança no estreito. Disse
que conversou com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e
Kuwait.
"Eles adorariam investir nos Estados Unidos em valores recorde. Achei
aceitável. Assim, não haveria uma taxa. Não gosto do conceito de
pedágio, mas também não seria justo proteger o estreito para todo mundo,
inclusive para China, e não ser recompensado”.
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Até o dia 27 de fevereiro, o Estreito de Ormuz era apenas uma via
marítima por onde passavam 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
Mas o conflito entre Estados Unidos, Israel e o
Irã transformou a passagem, que no ponto mais estreito tem 39 km, em uma
arma de guerra. Rapidamente, os iranianos bloquearam o estreito e
perceberam que, mais do que o programa nuclear, a navegação pela via
tinha efeitos imediatos e danosos para os Estados Unidos e a economia
mundial.
O
barril do petróleo de referência, que variava perto dos US$ 70 antes da
guerra, chegou aos US$ 100 em março e passou a variar de acordo com os
ataques dos dois lados. Depois da assinatura do cessar-fogo há um
mês, o preço voltou ao patamar anterior à guerra. Mas, na semana
passada, o Irã atacou três navios cargueiros que passavam pelo estreito.
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O Comando Militar americano divulgou imagens de ataques a alvos
militares no Irã durante a madrugada. A cidade portuária de Bushehr
também foi bombardeada. Em um comunicado na TV estatal, a Guarda
Revolucionária do Irã afirmou que atacou dois petroleiros do Bahrein no
Estreito de Ormuz e alvos americanos também na Jordânia e no Kuwait. O
governo do Kuwait disse que quatro militares ficaram feridos no ataque a
um navio por mísseis e drones iranianos.
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