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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Datafolha aponta que 54% querem Lula preso e 89% avaliam que Câmara deve autorizar denúncia contra Temer



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação


Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira (2) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta que 54% dos entrevistados consideram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ser preso com base nas informações reveladas pela Operação Lava Jato.
O petista foi condenado em julho pelo juiz federal Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro sob a acusação de ter recebido um apartamento triplex em Guarujá (SP) como propina da construtora OAS. Ainda cabe recurso da condenação.
No mesmo levantamento, o Datafolha registrou que 89% dos entrevistados avaliam que a Câmara dos Deputados deve autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça apresentada contra o presidente Michel Temer.
Em 14 de setembro, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao STF uma segunda denúncia contra o peemedebista. No entanto, para que os ministros da Suprema Corte possam apreciar se aceitam ou não a denúncia, os deputados federais têm que dar aval.
Atualmente, a denúncia está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Depois, os deputados terão que votar em plenário o relatório que será elaborado pela comissão. A expectativa é de que a apreciação da denúncia no plenário da Câmara ocorra até o fim de outubro.
O Datafolha perguntou a opinião dos entrevistados sobre escândalos recentes.
Veja as perguntas sobre Lula
Considerando o que foi revelado pela Operação Lava Jato, Lula deveria ser preso (em %)
  • Sim, deveria: 54%
  • Não deveria: 40%
  • Não sabe: 5%
Na sua opinião, Lula vai ou não ser preso? (em %)
  • Sim, vai ser preso: 28%
  • Não vai ser preso: 66%
  • Não sabe: 7%
Confira a pergunta sobre a denúncia contra Temer
Os deputados federais deveriam autorizar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer? (em %)
  • Sim, deveriam: 89%
  • Não deveriam: 7%
  • Não sabe: 4%
O Datafolha ouviu 2.772 pessoas, em 194 municípios, nos dias 27 e 28 de setembro de 2017. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta segunda-feira, segundo o Datafolha, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. 
Aprovação do governo Temer
A mesma pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda mostrou que a reprovação ao governo Michel Temer atingiu o pior índice de avaliação desde a redemocratização, com 73% de ruim ou péssimo.
O jornal "Folha de S.Paulo" afirmou ainda que o índice de ótimo ou bom registrado na avaliação ao governo Temer nesta pesquisa é o mais baixo desde setembro de 1989, quando o então presidente José Sarney obteve o mesmo índice em meio à crise da hiperinflação.
  • Ruim/péssimo: 73%
  • Regular: 20%
  • Ótimo/bom: 5%
  • Não sabe: 2%

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Temer cogita antecipar volta da China devido à expectativa de nova denúncia



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação


O presidente Michel Temer estuda antecipar o retorno da China para o Brasil em razão da possibilidade de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar até quarta-feira (6) a segunda denúncia contra ele, segundo apurou o G1.
Na China, Temer discute com auxiliares se participa de toda a programação ou se retorna antes do encerramento da cúpula do Brics (bloco dos chamadois países emergentes, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que se estende de domingo (3) a terça-feira (5) na cidade de Xiamen. Nesta sexta, ele teve encontro com o presidente Xi Jinping, com quem assinou acordos bilaterais.
O presidente deixou o Brasil na manhã da última terça e, conforme o cronograma divulgado pelo porta voz da Presidência, Alexandre Parola, embarcaria de volta ao país na terça. A programação original prevê chegada na quarta-feira (6), véspera do desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, do qual Temer participará.
Mas, preocupado com o impacto político da segunda denúncia e com temas de interesse do governo na área econômica pendentes de votação no Congresso Nacional, como a mudança da meta fiscal de 2017 e 2018, Temer manifestou a assessores a disposição de estar em Brasília ainda na terça.
Janot apresentou a primeira denúncia contra Temer em junho, pelo crime de corrupção passiva. A acusação teve como base as delações dos executivos e donos do grupo J&F, que controla a JBS. 
Reação
No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente já discutem a reação à segunda denúncia. Na segunda-feira (28), o chefe Casa Civil e um dos ministros mais próximos de Temer, Eliseu Padilha, afirmou que o governo vai “enfrentar” a investida de Janot, caso ela seja confirmada.
"Se vier uma nova denúncia, por certo nós estaremos preparados para politicamente enfrentá-la, no que diz respeito ao campo político, e juridicamente enfrentá-la no campo jurídico", declarou Padilha.
Nos bastidores, apurou o G1, o discurso predominante é o de que a acusação terá apenas “ilações”, sem provas contundentes do envolvimento do presidente em algum delito, mesmo com o possível uso da delação do operador Lúcio Funaro na peça assinada por Janot.
A PGR enviou na quinta ao STF a versão revisada da delação, cujo conteúdo está sob sigilo. O material foi repassado ao ministro Luiz Edson Fachin, relator do caso, na terça, porém ele devolveu para ajustes no dia seguinte.
Janot deve usar o conteúdo da delação de Funaro na denúncia contra Temer, mas para isso aguardaria a homologação do acordo. O mandato de Janot à frente da PGR termina no próximo dia 17. Ele será substituído pela subprocuradora Raquel Dodge.
Primeira denúncia
Após uma série de articulações junto à base de apoio parlamentar, com liberações de emendas e ofertas de cargos, o governo conseguiu vencer a votação que analisou a denúncia no plenário da Câmara dos Deputados.
Em 2 de agosto, a maioria dos deputados decidiu barrar o prosseguimento do caso no Supremo Tribunal Federal. Assim, a acusação será apreciada pelo Judiciário após o final do mandato de Temer, em dezembro de 2018. 

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Veja como votaram os deputados do Paraná na denúncia contra Temer



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RÁDIO ESPERANÇA Imagem: Divulgação


A maioria na bancada do Paraná votou pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer.
16 parlamentares votaram a favor de Temer; 11 queriam o afastamento. E apenas três não compareceram.
Abaixo, confira o votos dos deputados do Paraná:
A favor de Temer, contra a investigação de corrupção passiva:
Alex Canziani (PTB)
Alfredo Kaefer (PSL)
Dilceu Sperafico (PP)
Edmar Arruda (PSD)
Evandro Roman (PSD)
Giacobo (PR)
Hermes “Frangão” Parcianello (PMDB)
João Arruda (PMDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Nishimori (PR)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Padovani (PSDB)
Osmar Bertoldi (DEM)
Sergio Souza (PMDB)
Takayama (PSC)
Toninho Wandscheer (PROS)
Pela investigação de corrupção passiva:

Aliel Machado (REDE)
Assis do Couto (PDT)
Christiane Yared (PR)
Diego Garcia (PHS)
Enio Verri (PT)
Fernando Francischini (SD)
Leopoldo Meyer (PSB)
Leandre (PV)
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PSD)
Zeca Dirceu (PT)
Não votaram:
Luciano Ducci (PSB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Reinhold Stephanes (PSD)

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