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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: DivulgaçãoO governo federal lançou nesta terça-feira (30) o novo ciclo do Plano Safra, que é o principal programa de crédito rural do país voltado ao financiamento da produção agropecuária.
O Plano Safra 2026/2027, segundo o governo, terá R$ 525,1 bilhões
destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais.
O valor teve aumento de R$ 9 bilhões com relação ao último plano referente ao período 2025/2026.
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- R$ 414,7 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização;
- R$ 110,3 bilhões serão direcionados para investimentos.
O governo também mudou as regras para o crédito rural.
A partir desta safra, financiamentos com recursos subsidiados não poderão ser usados por empreendimentos que prevejam a supressão de vegetação nativa.
Os contratos também passarão a informar a origem dos recursos usados
nas operações de crédito, como forma de aumentar a transparência.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o esforço do governo em lançar o programa.
Ele afirmou, ainda, que o setor do agronegócio é muito importante na
economia e, por isso, é preciso ter estabilidade nos planos safra, além
de uma boa interlocução com seus representantes.
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O vice-presidente também destacou o patamar da taxa de juros e o crescimento do setor nos últimos anos.
"O agro cresceu 11,7%, recorde no ano passado, e batermos recorde de
produção, 36,1 milhões de toneladas. O Brasil exportou US$ 169,2
milhões. Um saldo de balança comercial US$ 149 milhões", afirmou.
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura,
Guilherme Campos, ponderou que o Plano Safra foi impactado pelas
renegociações de dívidas do setor.
Segundo ele, os recursos usados nessas operações têm a mesma origem e acabam comprometendo parte do orçamento disponível.
Campos também disse que as taxas de juros oferecidas são as melhores
possíveis no cenário atual. “Com a Selic [taxa básica de juros da
economia] em nível elevado, esse é o melhor patamar que se pode
ofertar”, afirmou.
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Sobre o seguro rural, afirmou que o tema ficará fora do escopo
principal do Plano Safra neste momento e será discutido em um grupo de
trabalho com diferentes áreas do governo.
O seguro rural é considerado um dos principais instrumentos de proteção
do agricultor contra perdas provocadas por eventos climáticos, como
secas e enchentes, além de oscilações de mercado.
Diferentemente do crédito rural, que financia a produção, o seguro
ajuda a reduzir riscos e dar previsibilidade à renda no campo.
Na ocasião, representantes do governo assinam uma portaria de criação
de um grupo de trabalho (GT) para atuar sobre os impactos do El Niño na
agropecuária.
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Agora, também instituiu um GT para coordenar medidas destinadas a reduzir os impactos do fenômeno no segmento.
Participam do grupo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o
Ministério do Meio Ambiente e a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa).
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