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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Família de ex-deputado Meurer vítima do coronavírus vai processar União por mantê-lo preso

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RADIO VOZ DO SUDOESTE Imagem: Divulgação

O corpo do ex-deputado federal Nelson Meurer, primeiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Lava Jato, foi cremado na tarde desta segunda-feira (13), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná.
Ele estava internado após testar positivo para Covid-19 e morreu na manha de domingo (12). Desde outubro de 2019, o ex-deputado cumpria pena de 13 anos e 9 meses, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão.
Segundo o advogado de defesa, Michel Saliba, a família de Meurer entrará com uma ação indenizatória pela morte do ex-deputado, pois ele foi contaminado na penitenciária onde estava preso e o STF negou pedidos de prisão domiciliar.

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Conforme o Supremo Tribunal Federal, o pedido de prisão domiciliar do ex-deputado foi negado no início de junho. À época, o ministro Edson Fachin destacou que, apesar de Meurer ter 77 anos e ter doenças crônicas, os fatos não demonstraram a necessidade e tratamento de saúde em residência particular.
A decisão levou em consideração as informações prestadas pelas autoridades da administração da penitenciária, de que foram adotadas medidas para evitar a disseminação do novo coronavírus na unidade, segundo o STF.
O ex-deputado também foi condenado a devolver cerca de R$ 5 milhões aos cofres públicos, mas o dinheiro ainda não tinha sido devolvido.
Saúde do ex-deputado
Após um período de queda das temperaturas em Francisco Beltrão, segundo a direção da penitenciaria, alguns dos presos que dividiam o alojamento com o ex-deputado apresentaram sintomas de gripe.
Meurer também ficou doente e foi internado em um hospital particular na terça-feira (7), com riscos por ser cardiopata, diabético, hipertenso e renal crônico.
A confirmação do diagnóstico de coronavírus foi divulgada pela defesa dele, na quinta-feira (9). No domingo, o estado de saúde dele piorou e, apesar de ter sido entubado, o ex-deputado não resistiu e morreu.

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Prisão domiciliar negada
De acordo com a defesa, diversos pedidos de prisão domiciliar para Meurer foram negados pelo STF, desde novembro de 2019. O ex-deputado foi preso em outubro.
Em junho, a Segunda Turma do STF julgou um pedido de prisão domiciliar humanitária no plenário virtual. Os ministros Édson Fachin e Celso de Mello rejeitaram e os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela concessão do benefício diante do estado de saúde do ex-deputado. A ministra Carmen Lúcia desempatou acompanhando o voto de Fachin.
O advogado entrou com um novo pedido de prisão domiciliar na Suprema Corte, na quinta-feira (9), que não recebeu decisão até esta segunda-feira (13).
A defesa havia argumentado no pedido de prisão domiciliar sobre as doenças pré-existentes de Meurer, a idade avançada e a confirmação de ter contraído o novo coronavírus.
"A situação toda é que ele não ficou em isolamento. Quem está em uma cela, com contato, em um ambiente prisional, está sujeito a isso. Infelizmente, essa realidade poderia ter sido evitada", disse o advogado.

MATÉRIA RELACIONADA:
Ex-deputado federal Nelson Meurer morre vítima da Covid-19 no Paraná.

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domingo, 12 de julho de 2020

Ex-deputado federal Nelson Meurer morre vítima da Covid-19 no Paraná

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: INTERVALO DA NOTICIAS – Imagem: Divulgação
O ex-deputado federal Nelson Meurer morreu vítima da Covid-19 na manhã deste domingo (12), em Francisco Beltrão, na região sudoeste do Paraná. O parlamentar foi o 1º condenado na operação Lava Jato, por atos cometidos entre 2006 e 2014.
Meurer estava internado desde a última terça-feira (7), quando apresentou os primeiros sintomas do novo coronavírus. O resultado positivo do teste foi divulgado na quinta-feira (9), quando a defesa entrou com um pedido de prisão domiciliar.
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NELSON MEURER MORREU TRÊS DIAS APÓS CONFIRMAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA COVID-19
O ex-deputado federal cumpria pena de 13 anos e 9 meses e 10 dias, em regime fechado, na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, pela operação Lava Jato.
Após os primeiros sintomas, Meurer foi encaminhado para a Policlínica de São Vicente de Paula, um hospital particular da região, onde fez a primeira testagem, que deu resultado negativo.
A contraprova positiva foi divulgada três dias antes da morte de Nelson Meurer. O parlamentar era diabético, hipertenso, renal crônico e cardiopata.
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Nas redes sociais, a Prefeitura de Francisco Beltrão lamentou a morte do ex-prefeito.
Em abril, o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o primeiro pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-deputado federal.
Com informações do Paraná Portal.
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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

PF prende ex-deputado Nelson Meurer, primeiro político condenado na Lava Jato pelo STF


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PORTAL BEM PARANA Imagem: Viola Junior

O ex-deputado federal paranaense Nelson Meurer (PP) foi preso hoje pela Polícia Federal, em Francisco Beltrão (região Sudoeste). A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em cumprimento da pena de 13 anos, nove meses e dez dias de prisão recebida por Meurer após sua condenação pelo STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato.
Meurer foi o primeiro político condenado pelo STF na operação, em maio de 2018, mas a pena seguia sem execução em função de recursos protelatórios e da demora do Supremo em determinar a prisão. O ex-deputado foi encaminhado para a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão.
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O ex-parlamentar foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao STF em 23 de outubro de 2015. Ele foi acusado de ser um dos parlamentares do PP responsáveis pela indicação e permanência de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras, em troca de repasses ilegais de empresas beneficiadas com contratos com a estatal.
De acordo com a denúncia, Meurer recebeu R$ 29 milhões do esquema de corrupção na companhia por meio de repasses mensais de R$ 300 mil. Ele também foi acusado pela Procuradoria de receber R$ 4,5 milhões para sua campanha à Câmara em 2010. O caso chegou ao STF 3 anos e 2 meses antes de ser julgado, quando o inquérito foi aberto em março de 2015. O julgamento levou dois anos e seis meses, sendo concluído em maio do ano passado.

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