quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

STF condena ex-deputado paranaense a 4 anos e meio de prisão por ‘gestão fraudulenta’


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B – Imagem: Agência Câmara

Atendendo a pedido da Procuradoria-Geral, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira, 26, o ex-deputado federal Alfredo Kaefer à pena de 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 200 dias-multa no valor unitário de um salário mínimo vigente em 2003. O colegiado considerou o réu culpado por empréstimo vedado e gestão fraudulenta. Em relação à última conduta, os ministros decretaram a extinção da punibilidade porque houve prescrição do crime.
Em janeiro de 2018, o então parlamentar foi alvo de outros inquéritos.
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Nas denúncias apresentadas pela PGR, Kaefer era acusado de estelionato, apropriação indébita, falsidade ideológica e duplicata simulada. À época, a Procuradoria pediu o ressarcimento dos danos no valor de R$ 341 milhões.
Esses processos atualmente tramitam nas Justiças estaduais do Paraná e de Santa Catarina, pois com a mudança de jurisprudência do Supremo, o foro especial de deputados e senadores passou a ser aplicado a crimes cometidos durante o mandato e em razão das funções a ele relacionadas.
No voto, o ministro relator, Luiz Fux, explicou que embora os atos praticados pelo parlamentar não estivessem relacionados ao mandato, a permanência deles na Corte se deu em razão de o procedimento já estar concluído para julgamento quando houve a virada jurisprudencial. A maioria dos ministros seguiu esse entendimento, exceto Marco Aurélio Mello.
Representando o Ministério Público Federal, a subprocuradora-geral, Cláudia Sampaio, fez sustentação oral destacando “a grande quantidade de provas contra o ex-parlamentar em relação à materialidade e à autoria dos crimes”.
“O fato revolve um empréstimo vedado entre duas empresas, ambas do parlamentar.

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Uma financeira, em que ele tinha praticamente 90% do capital, e uma empresa chamada Diplomata, de que ele detinha mais de 80% do capital”, ressaltou Cláudia.
Segundo a Procuradoria, as investigações revelaram que, “em 2003, a Sul Financeira concedeu empréstimos vedados à empresa Diplomata Industrial e Comercial”.
Alfredo Kaefer era na época sócio controlador de ambas as pessoas jurídicas, o que torna ilegal a operação, segundo a acusação.
“A Sul Financeira passou a fazer descontos de títulos em favor da Diplomata, tendo descontado 161 títulos no valor total de R$ 3,6 milhões. Os títulos foram descontados com taxas de juros de 2,43% ao mês, porcentual inferior ao que a Sul Financeira habitualmente praticava no mercado com outros clientes, que era entre 3,14% e 5,7% ao mês”, afirmou Fux.
Defesa
A reportagem está tentando contato com o ex-deputado Alfredo Kaefer. O espaço está aberto para manifestação.


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VERDADE OU MENTIRA? Pastor ressuscita um fiel dentro do caixão! Será verdade?


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: E-FARSAS – Imagem: Divulgação


Será que o vídeo mostrando um pastor revivendo um morto, dentro de um caixão e na frente dos fieis, é verdadeiro ou falso?
O vídeo tem poucos minutos de duração e surgiu no final de fevereiro de 2019, alcançando milhões de visualizações em apenas dois dias. Nele podemos ver um pastor em meio a multidão orando sobre o um defunto quando de repente, para o espanto de todos, o líder religioso faz com que o morto volte à vida!
O defunto se levanta do caixão e começa a respirar, comprovando ali, ao vivo, o grande milagre operado pelo pastor!
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Será que o vídeo é real? O pastor conseguiu mesmo ressuscitar um morto?
O ritual de ressuscitamento começa aos 1:55 do vídeo abaixo:
O vídeo é real, mas não houve nenhum milagre nessa história!
Esse picareta de terno se chama Alph Lukau e é pastor da igreja Alleluia Ministries International. O vídeo da suposta “ressuscitação” do fiel foi gravado no dia 24 de fevereiro de 2019, em Joanesburgo, na África do Sul, durante o culto dominical. Lukau é considerado o pastor mais rico do mundo, cuja fortuna já foi estimada em U$ 100 bilhões!
Depois de tanta polêmica (pois estava muito claro que se tratava de uma fraude), a igreja onde Alph Lukau fez o seu “showzinho” enviou uma nota com uma nova versão para o caso ao site Sowtan Live, explicando que o morto já estava “de volta do mundo dos mortos” ao entrar em contato com o pastor e que Lukau teria apenas a missão de “completar o milagre feito por Deus”.
O Charlatãozinho ganhou processinhos
Em entrevista a uma rede de TV estatal sul-africana, um porta-voz da Comissão para a Promoção e Proteção de Comunidades Culturais, Religiosas e Linguísticas disse:
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“Não existem milagres! [essas exibições] São tentativas de ganhar dinheiro com o desespero do nosso povo.”Segundo reportagem da BBC, até agora três empresas funerárias já estão tomando medidas legais por danos à sua reputação, após terem sido usadas pelo pastor nessa fraude.
Conclusão
Um pastor sul-africano se aproveitou da fé e da ingenuidade de muita gente fingindo ter ressuscitado um morto na frente de centenas de fieis e agora está sendo processado pelas empresas que forneceram os adereços e preparativos para o velório.


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