sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Moro converte prisão de Palocci em preventiva, por tempo indeterminado



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Rodolfo Buhrer (Reuters)


O juiz federal Sérgio Moro converteu as prisões temporárias do ex-ministro Antônio Palocci e do ex-assessor dele Branislav Kontic, presos na 35ª fase da Operação Lava Jato, em preventivas. A prisão temporária de ambos venceu nesta sexta-feira (30) e diante desta decisão não há prazo para que deixem a prisão.
Moro não aceitou o argumento da defesa de que em período eleitoral não é possível fazer prisão preventiva. "Ocorre que os investigados Antônio Palocci Filho e Branislav Kontic já estão presos desde 26/09/2016. A decretação da preventiva na presente data apenas alterará o título prisional, sem alteração da situação de fato", explicou o juiz federal.
A defesa de Palocci lastimou a decisão, classificada por ela própria como "arbitrária", e disse que a conversão em prisão preventiva foi feita com base em "especulações sem qualquer argumento". (Veja mais abaixo a nota na íntegra).
Já ao ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio, também preso na mais recente etapa da operação, foi concedida a liberdade. Ele deixou a carceragem da PF por volta das 18h30 desta sexta-feira. Todavia, deverá entregar o passaporte e está proibido de deixar o país ou mudar de endereço, sem informar a Justiça.
Os três estão detidos na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, eles são suspeitos de agir em favor da empresa Odebrecht junto ao governo federal.
A decisão de Moro seguiu a linha dos pedidos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
“Ademais, considerando a causa das prisões preventivas, entre elas a prova, em cognição sumária, de que os investigados Antônio Palocci Filho e Branislav Kontic teriam intermediado o pagamento subreptício de milhões de dólares e de reais para campanhas eleitorais, inclusive para o pagamento de publicitários em conta secreta no exterior, o propósito da lei, de evitar interferência indevida nas eleições e proteger a sua integridade, parece ser mais bem servido com a prisão cautelar do que com a liberdade dos investigados", disse Moro no despacho.
Moro classificou a prisão cautelar como "remédio amargo", mas afirmou ser melhor do que "a contaminação da democracia".
"Embora a prisão cautelar seja um remédio amargo, é melhor do que a contaminação da democracia pela corrupção sistêmica. Em um determinado nível, a corrupção coloca em risco a própria qualidade de democracia, com afetação das eleições livres e do regular funcionamento das instituições. Trata-se de um retrato de uma democracia vendida. É nesse contexto que deve ser compreendido o emprego, na forma da lei e ainda pontual, das prisões preventivas na assim denominada Operação Lava Jato", afirmou o magistrado.
As suspeitas
Palocci é suspeito de receber propina da Odebrecht para atuar em favor da empresa, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões do governo federal. Ele teve R$ 814 mil bloqueados em três contas bancárias e mais R$ 30 milhões de sua empresa de consultoria, conforme informou o Banco Central à Justiça Federal na quarta-feira (28). Moro havia determinado o confisco de até R$ 128 milhões.
O juiz também decretou o bloqueio de até R$ 128 milhões de Dourado e Branislav, mas os valores encontrados são menores do que os determinados.
Da mesma forma, a medida atingia as contas das empresas Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda e J&F Assessoria Ltda, que foram citadas nesta fase. Ainda segundo o juiz Sérgio Moro, a empresa de consultoria pertence a Palocci, e Juscelino Antônio Dourado é sócio da empresa J&F Assessoria Ltda.
Quando determinou o bloqueio, Moro afirmou que a determinação não impede a continuidade dos trabalhos das empresas, considerando que elas exerçam atividade econômica real.
A 35ª fase surgiu de uma planilha que foi apreendida na 23ª fase da Lava Jato, chamada de Acarajé, na qual foram presos o publicitário João Santana e sua mulher, Monica Moura, que fizeram campanhas eleitorais para o PT.
De acordo com o MPF, a planilha mostra valores ilícitos repassados a Palocci tanto em período de campanha quando fora dele. A planilha era chamada de “Posição Programa Especial Italiano” e usava, segundo investigadores, o termo “italiano” como codinome para se referir ao ex-ministro.
Depoimentos
Em depoimento prestado na sede da PF, na quarta-feira (28), o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio negou as acusações.
"Ele jamais recebeu qualquer valor em nome do Palocci ou de qualquer outro. Desde 2005, a atividade dele é eminentemente privada e não tem qualquer relação com políticos", disse o advogado Cristiano Maronna.
Na quinta (29), foram ouvidos Palocci e Branislav Kontic.
O ex-ministro negou que seja o "italiano", que é o apelido mencionado em documentos em documentos do suposto setor de propina da Odebrecht, segundo o advogado José Roberto Batochio.
Ele disse ainda que as conversas que mantinha com Marcelo Odebrecht eram institucionais. E também negou que tenha havido pedidos para aumentar a linha de crédito do BNDES para Angola, onde a Odebrecht tinha negócios.
Branislav respondeu todas as perguntas no depoimento e disse que é inocente, de acordo com o advogado Batochio.
Inquérito aberto
No dia seguinte a deflagração da 35ª fase da Lava Jato, a Polícia Federal emitiu uma portaria informando a abertura do inquérito para investigar as suspeitas.
Os agentes vão apurar obras suspeitas de irregularidades que foram citadas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – departamento cuja finalidade era pagamento de propina, de acordo com a investigação.
Entre as obras estão o metrô de Ipanema, no Rio de Janeiro, Linha 4 do metrô de São Paulo, construções de presídios, penitenciárias e casas de custódia no Rio, obras do Porto de Laguna (SC), do Aeroporto Santos Dumont, do autódromo de Jacarepaguá e das piscinas olímpicas do Pan-Americano de 2007, também no Rio de Janeiro. (Veja a lista)
Nota de Antonio Palocci na íntegra
A defesa de Antonio Palocci e Branislav Kontic vem a público lastimar que, mais uma vez, seja praticada contra eles uma arbitrariedade em face da decretação de sua prisão preventiva. Tal decisão deu-se com base em especulações sem qualquer fundamento na realidade concreta dos fatos. Se não bastasse a falta de justificativas legais para a prisão preventiva, o artigo 236 do Código Eleitoral proíbe decisão que prive o cidadão do direito de liberdade no período eleitoral. A prisão provisória tem prazo definido em lei. Para prorrogá-la ou substituí-la por preventiva, é necessário novo decreto judicial, não se tratando de mera continuidade da prisão inicial. 
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Juiz decreta toque de recolher em Cantagalo, Goioxim e Virmond



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RPC Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias)

O juiz eleitoral da Comarca de Cantagalo, na região central do Paraná, Briank Frank, instituiu toque de recolher na cidade depois que um homem de 56 anos foi assassinado no município. Segundo a Polícia Civil, ele era cabo eleitoral do candidato a prefeito Jair Rocha (PR).
Além de Cantagalo, outros dois municípios da região devem cumprir a medida: Goioxim e Virmond.
Além do crime, o juiz justifica sua decisão com base no que chama de "limitado contingente policial", que é a obrigação do poder público em garantir a segurança da população e os ânimos acirrados por conta da eleição nas cidades vizinhas.
Horários
Com o toque de recolher, os moradores não podem circular nas ruas nesta sexta, no sábado (1º) e no domingo (2), dia da eleição, entre 22h e 5h. A desobediência de gerar pena de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa.
Estabelecimentos comerciais que vendem bebida alcoólica são obrigados a não abrir no mesmo período, sob pena de multa de até R$ 5 mil. Já os responsáveis, caso descumpram a proibição, podem responder ação penal por crime de desobediência.
Quanto ao crime contra o cabo eleitoral do candidato Jair Rocha, a Polícia Civil de Cantagalo informa que está investigando o caso e possui um suspeito de ter praticado o crime. A polícia está colhendo depoimentos e fazendo buscas.
O assassinato
O cabo eleitoral foi morto a tiros no final da tarde de quinta-feira (29), quando entrava em sua caminhonete.
Testemunhas contaram à polícia que os disparos vieram de um motociclista. Para a polícia, o crime pode ter relação com uma rixa pessoal, tendo em vista que o cabo eleitoral foi alvo de uma tentativa de homicídio em maio deste ano.
No entanto, a polícia também diz que também irá investigar se o assassinato tem contoação política, apesar de considerar essa uma hipótese remota.
Por telefone, a Companhia da Polícia Militar (PM) de Laranjeiras do Sul, na mesma região, informou que a PM já possui um reforço do policiamento para a semana que antecede a eleição nos municípios aonde foram instituídos o toque de recolher e em outras cidades da região.
Informou ainda que a PM pode reforçar ainda mais o policiamento em eventual necessidade.

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Eleição deve por fim à "guerra" entre Igreja Universal e apóstolo Valdemiro



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: UOL Imagem: Divulgação


Após quase seis anos em estado de beligerância, as igrejas Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, e Mundial, do apóstolo Valdemiro Santiago, podem estar perto de uma trégua.
O motivo é que as eleições acabaram por reaproximar as duas igrejas: Marcelo Crivella, candidato a prefeito do Rio pelo PRB e sobrinho de Edir Macedo, recebeu apoio direto do apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial.
Três meses atrás, Valdemiro fez as honras e recebeu Crivella na Cidade Mundial, candidato a prefeito no Rio. Todos os pastores da Mundial foram orientados a votar e estimular os fiéis a votar em Crivella, que é líder nas pesquisas.
Durante o encontro, segundo a reportagem apurou, Santiago sinalizou  que gostaria de acabar com anos de rivalidade com Macedo --que chegou ao auge em 2012, quando a Record exibiu uma longa reportagem acusando o líder da Mundial de usar dinheiro doado por fiéis para enriquecimento pessoal, com compra de imóveis, carros e até  animais  para abate.
A reportagem desencadeou uma investigação conjunta do Ministério Público e da Receita Federal, o que prejudicou bastante Santiago --pública e financeiramente.
Nos meses seguintes a Universal continuou a atacar em outra frente: a igreja de Macedo passou a cobrir ofertas para compra de horários em todas as emissoras de TV em que Valdemiro Santiago estava alojado.
O resultado foi que a Igreja Mundial acabou praticamente sendo expulsa da TV aberta, ficando apenas com seu canal distribuído na TV paga. A estratégia de Macedo --denúncia e posterior compra de horários-- acabou fazendo a Igreja Mundial perder muitos discípulos.
O CASO
Ninguém sabe exatamente quem começou a briga entre as duas igrejas, mas há indícios que foi Edir Macedo.
Nos idos de 2009, o bispo começou a realizar as famosas sessões de descarrego, nas quais os "possuídos" pelo demônio citavam (ao vivo) que haviam sido enviados diretamente pela Igreja Mundial (para atacar a obra da Universal).
Em resposta, Santiago passou a atacar a Universal também em suas pregações na TV, chegando, num momento de destempero, a dizer que as doenças que Macedo enfrentava eram obras do demônio.
Os ataques se sucederam nos dois anos seguintes, até que Santiago começou a tentar atrair, com suas pregações, justamente os fiéis da Universal.
Foi aí que Macedo partiu para o ataque e veio a reportagem com a denúncia a Santiago e seu grupo em rede nacional, num domingo, em horário nobre.
Ainda em 2012, o próprio Valdemiro foi o primeiro a tentar um "cessar-fogo". Na ocasião, em março, em entrevista a este colunista, o líder da Mundial afirmou que sua igreja era "humilde", e que Macedo não tinha motivo para atacá-lo daquela.
No entanto, desafiou o rival para que também abrisse suas contas à Receita Federal. Ainda em 2012 a Mundial também sinalizou com a paz ao decidir apoiar o então candidato da Universal à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomano. Este ano, no entanto, o apoio ao candidato do PRB não ocorreu.
Agora, com a eleição municipal, é possível que essa guerra finalmente termine.
Com a paz selada, a Universal pode enfim "largar o osso inteiro" e deixar espaço para que a Mundial também possa retornar à TV aberta.

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