terça-feira, 1 de setembro de 2020

Dois motoristas morrem em acidente na BR-153

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RADIO NAJUA Imagem: Divulgação

Dois motoristas morreram após uma colisão frontal na BR-153, em Irati, na noite de domingo, 30. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor de um veículo Gol Power preto, de Irati, colidiu frontalmente contra um Gol GLI verde, de Rebouças.
O condutor do Gol Power, Diogo Antunes, de 34 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Ele era natural e morava em Rebouças. Mais três passageiros desse carro foram encaminhados para a Santa Casa de Irati em estado grave. As pessoas que ficaram feridas foram duas mulheres, de 28 e 40 anos, e um menino, de 2 anos. Esse último precisou ser transferido para um hospital de Curitiba. De acordo com a PRF, a criança não estava presa na cadeirinha. O motorista do Gol GLI, Jeremias Borges de Ramos, de 30 anos, também faleceu no local do acidente. Ele morava na Vila Matilde, em Irati.
O Gol Power seguia sentido Irati. Já o outro carro estava na pista contrária. O acidente ocorreu no quilômetro 343 da BR-153, próximo ao limite dos municípios de Irati e Rebouças, por volta das 18h50 de domingo, 30. Um outro acidente aconteceu nesse mesmo trecho da rodovia no dia 22 de agosto. Na ocasião, um veículo Novo Voyage saiu da pista e capotou no quilômetro 344 da rodovia. A passageira do automóvel, Rosane de Fátima Koreval, de 36 anos, que estava no banco traseiro, foi ejetada e faleceu no local. O motorista e um passageiro sofreram ferimentos leves.
No acidente deste domingo, 30, a pista permaneceu interditada até 20h30.
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O trânsito seguiu no sistema pare e siga até 23h50. Depois desse horário, o tráfego foi liberado nos dois sentidos. Equipes do Corpo de Bombeiros de Irati, PRF, Instituto Médico-Legal (IML) e Perícia Técnica prestaram atendimento no local. Socorristas da concessionária Caminhos do Paraná também prestaram apoio em função da gravidade do acidente. Os corpos dos motoristas foram encaminhados ao IML de Ponta Grossa antes de serem liberados para velório e sepultamento. Os veículos foram recolhidos ao pátio contratado da PRF por ausência de responsável. A Polícia Civil realizará inquérito para apurar as responsabilidades no acidente.
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Orçamento: governo reduz de R$ 1.079 para R$ 1.067 proposta para o salário mínimo em 2021

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação

O governo propôs um salário mínimo de R$ 1.067 a partir de janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro.
O valor consta do projeto da lei orçamentária do ano que vem encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31) pelo Ministério da Economia.
O valor proposto pelo governo — que depende de aprovação do Congresso — representa um aumento de R$ 22 em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.045.
Também equivale a uma redução de R$ 12 na comparação com os R$ 1.079,00 propostos em abril deste ano para 2021.
A explicação para essa queda tem a ver com o fato de o governo prever um aumento somente com base na inflação de 2020. 
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Como a previsão para a inflação deste ano recuou, o salário mínimo também terá um reajuste menor.
Em abril, o governo previa que o INPC teria uma alta de 3,27% em 2020, valor que caiu para 2,09% em julho.
A Constituição determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.
O valor para o salário mínimo de 2021 pode sofrer nova alteração, com base no comportamento da inflação. 
Sem aumento real
Na proposta de orçamento enviada ao Congresso nesta segunda-feira, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, com base na estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Isso quer dizer que não haverá "ganho real", ou seja, acima da inflação. Mas o poder de compra de quem recebe salário mínimo permanecerá preservado.
Esse formato já foi adotado neste ano, quando a área econômica concedeu reajuste somente com base na inflação de 2019.
Com isso, o governo mudou a política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos anos anteriores, proposta pela presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.
Essa política, de reajustes pela inflação e variação do Produto Interno Bruto (PIB), vigorou de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.
Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento. 
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O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou que o governo não está trabalhando com aumento real e que qualquer alta real no valor do salário mínimo, acima do INPC, teria que ser compensada com redução de outras despesas.
“Se tiver algum aumento nesse sentido, uma outra despesa primária vai ter que ser reduzida. Lembrando do efeito que o salário mínimo tem sobre despesas: ano passado, R$ 1 a mais no salário mínimo tínhamos R$ 300 milhões a mais de despesas. Se tivermos aumento acima do que foi colocado — qualquer valor — teremos que ter uma outra despesa cortada”, afirmou. Waldery Rodrigues lembrou que isso é motivado pela limitação fixada pelo teto de gastos.
Impacto nas contas públicas
Ao conceder um reajuste menor para o salário mínimo, o governo federal também gasta menos. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo.
De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2020 de aproximadamente R$ 355 milhões.
Assim, um reajuste R$ 12 menor do salário mínimo em 2021 representaria uma queda de cerca de R$ 4,26 bilhões nas despesas criadas para o governo federal. 
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