sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Número de mortos em Brumadinho sobe para 110, e 238 estão desaparecidos


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Mauro Pimentel (AFP)

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, no início da noite desta quinta-feira (31), que há 110 mortos e 238 desparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Dos 110 mortos confirmados até agora, 71 foram identificados. Até agora, 394 pessoas foram localizadas. O número de desalojados ou desabrigados é 108.
Em entrevista coletiva para falar sobre o balanço deste sétimo dia de buscas, o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, afirmou que a maioria dos corpos já localizados estava em regiões superficiais. 
A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.
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Números da tragédia
Desde sábado (26), não são achados sobreviventes. Para os bombeiros, é muito pequena a possibilidade de achar alguém vivo em meio ao mar de lama. Nesta sexta-feira (dia 1º), os trabalhos devem recomeçar às 4h. 
Neste sétimo dia de buscas, os trabalhos começaram por volta das 4h. Há mais de 360 militares e 15 aeronaves em operação. As atividades ocorrem em todo o perímetro afetado pela lama – os bombeiros dividiram a área afetada em 18 pontos.
As buscas estão concentradas no refeitório da Vale. De acordo com o porta-voz dos bombeiros, há corpos espalhados "em uma área muito grande". "Só que os que foram encontrados hoje estão nas imediações do refeitório e do pontilhão que desabou", descreveu o tenente Aihara, citando a estrutura que sustentava uma ferrovia e desmoronou.
Mais cedo, ele disse que o raio de buscas deve ir aumentando – a lama se desloca a 1km/h.
Além dos militares, 66 voluntários trabalham no local. Eles fizeram cadastro prévio e estão agindo próximo às áreas quentes, na chamada "zona morta". 
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Amostras de DNA
O delegado da Polícia Civil em Brumadinho, Arlen Bahia, informou que, dos 71 corpos identificados, 60 já foram entregues aos familiares e 11 estão no Instituto Médico Legal (IML) aguardando liberação.
De acordo com ele, ainda é possível, em determinados casos, identificar as vítimas por meio de impressão digital. "Mas daqui, para frente, tudo indica que provavelmente a identificação será via odontológica ou DNA", disse.
Já foram coletadas amostras de DNA de mais de 200 pessoas de mais de 100 famílias para ajudar nos trabalhos de identificação das vítimas.
Porta-voz da Polícia Civil, o delegado Luis Carlos Ferreiro afirmou que a identificação visual e de digitais torna-se mais difícil com o passar dos dias. 
Em entrevista coletiva do início da tarde, o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil, foi questionado sobre informação do Movimento de Atingidos por Barragens, que afirma que o número de desaparecidos pode estar sendo "maquiado" – as vítimas seriam, na verdade, 600.
Godinho reiterou que há sete postos para captação de informações e pediu a quem tem parentes desaparecidos que vá a esses locais. Lá, deve haver psicólogos, assistentes sociais, médicos e enfermeiros. Também deve haver atendimento em relação a direitos trabalhistas e questões jurídicas. 

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Menina de 2 anos tem pés queimados ao ficar descalça em creche em SC durante dia quente


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 – Imagem: Divulgação


Uma menina de dois anos sofreu queimadura de segundo grau nos pés após ter ficado descalça, em uma creche de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (30), por volta das 15h30, em um dia de calor intenso. Na região os termômetros chegaram a registrar 38º C. A criança terá que ficar dois dias sem andar e também precisa fazer trocas constantes dos curativos e tomar remédio pra evitar infecções.
Na cidade, funcionários de uma agência dos Correios não abriram a unidade da Avenida Atlântica também nessa quarta por causa do calor. 
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A menina estava em uma colônia de férias, onde 210 alunos assistiram a uma apresentação de teatro feita pelas professoras. A atividade era na sombra, mas entre a sala e o local onde estavam as crianças, era preciso passar por uma parte do pátio exposto ao sol e com piso de cimento queimado. A menina foi pra escola de chinelo, mas teria tirado na sala de aula.
"Segundo o relato que nós temos da direção da escola, foi durante o trajeto da sala de aula até o local do teatro. Ela estava sem chinelo. Realmente estava um calor absurdo mesmo, a pele da criança com certeza é sensível e era a única criança que estava sem chinelinho", disse a secretária de Educação, Rosângela Borba.
O pai da criança, Alef Soares de Souza, diz que a família ficou sabendo só na hora que buscou a menina.
"Meu pai foi buscar e notou que ela estava com o pezinho doendo e tal. Aí perguntou para as professoras e elas comentaram que tinha queimado o pé. Estava com bastante bolha, bem vermelho de queimadura. Ela estava reclamando bastante, chorando de dor", declarou.
Os pais levaram a criança para um pronto-atendimento. Durante o atendimento médico foi identificado que as queimaduras são de segundo grau. 
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Diante do diagnóstico, a mãe ficou nervosa e voltou para a creche. Ela agrediu duas professoras com tapas e socos. Conforme a Secretaria de Educação, as duas educadoras registraram boletim de ocorrência e tanto familiares da criança quanto as docentes foram chamadas pela pasta para resolver o assunto.
Esta quarta é o último dia de trabalho das profissionais porque termina a colônia de férias e o contrato de trabalho era específico para esse período.
A secretária de Educação admite que houve falha e que vai reforçar o pedido de cuidados em todas as unidades de ensino. "Eles não ficam o tempo todo em sala de aula, nem queremos isso. Mas quando saírem de sala, tomarem os devidos cuidados", afirma Rosângela. 

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