quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Vice do Inter cita 'tragédia particular' e depois pede desculpas



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: UOL – Imagem: Divulgação


O adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro impactou na luta do Internacional contra o rebaixamento. Precisando vencer o Fluminense e torcer por tropeço de Vitória ou Sport, o clube gaúcho viu prejuízo na decisão de jogar somente em 11 de dezembro. Segundo o vice de futebol Fernando Carvalho, o remarcação cria embaraços. Horas depois, o próprio dirigente pediu desculpas pela declaração.
"Além da consternação geral, temos a nossa tragédia particular que é fugir do rebaixamento. Estamos nos agarrando nas folhas da última árvore. Esse adiamento de rodadas certamente vai ser prejudicial. Nem estou falando nisso, a consternação é geral e a solidariedade é unanime. Mas esse adiamento certamente vai trazer embaraços que lá adiante vamos ter que comentar", disse Fernando Carvalho à TV Pampa.
Dono de 42 pontos, ocupando o 17º lugar na tabela de classificação, o Internacional visitará o Fluminense na 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Vitória recebe o Palmeiras e o Sport encara o Figueirense, em Recife.
Originalmente, a última rodada do Brasileirão de 2016 estava marcada para o próximo domingo (4), com todas às partidas às 17h (Brasília). A CBF, logo após a confirmação da tragédia com o voo da Chapecoense, decretou luto oficial no futebol brasileiro por sete dias.
Além da 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, a final da Copa do Brasil foi remarcada. Grêmio e Atlético-MG deveriam se enfrentar em Porto Alegre, nesta quarta-feira. Mas o segundo jogo da decisão acontecerá em 7 de dezembro, no estádio do clube gaúcho.
Após a repercussão nas redes sociais, Fernando Carvalho pediu desculpas e admitiu o erro ao usar a expressão tragédia e insinuar comparação entre a queda do avião da Chapecoense e a posição na tabela do Internacional.
"Realmente não tem comparação uma coisa com a outra. Mas eu estava atônito com o acidente e usei a palavra errada. Usei a palavra de maneira equivocada. Fui infeliz na declaração e peço desculpas. É horrível a situação do Inter, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra", disse à Rádio Guaíba.
Pouco depois, o site do Inter publicou uma nota oficial onde o dirigente pede desculpas pelas declarações.
Confira a nota oficial
"Venho por meio desta pedir desculpas pelas palavras equivocadas utilizadas na entrevista concedida ontem às emissoras Pampa, Record e SBT.
Em nenhum momento foi minha intenção comparar a tragédia arrasadora que aconteceu com a Chapecoense, instituição pela qual tenho imensa estima, com a situação do Internacional do Campeonato Brasileiro. Certamente foi infelicidade minha a escolha da palavra tragédia, nesse momento, ao me referir ao nosso caso.
Nada se compara com a fatalidade que vitimou nossos colegas desportistas e nos feriu a todos. Reitero desejo de força às famílias e amigos das vítimas e a toda comunidade de Chapecó.
Fernando Carvalho"



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Lava Jato contra-ataca e ameaça renúncia coletiva



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: CARTA CAPITAL – Imagem: Divulgação


O desafio feito pela Câmara ao Judiciário e à Operação Lava Jato na madrugada desta quarta-feira 30, ao aprovar no pacote anticorrupção uma emenda que estabelece crime de responsabilidade para juízes e integrantes do Ministério Público, recebeu na tarde desta quarta a resposta da força-tarefa que investiga os crimes na Petrobras e outros órgãos públicos. Em entrevista coletiva, os procuradores da Lava Jato ameaçaram abandonar a operação caso o texto seja sancionado por Michel Temer.
"A nossa proposta é de renunciar coletivamente caso essa proposta venha a ser sancionada pelo presidente", afirmou Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos procuradores da Lava Jato.
Lima criticou o texto da emenda, afirmando que ele responsabiliza pessoalmente os promotores, procuradores e magistrados e em termos genéricos. "Eles aproveitaram um projeto de combate à corrupção para se proteger e fizeram isso porque estamos investigando, descobrindo os fatos e iríamos chegar muito mais longe do que chegamos até o momento", afirmou.
O texto-base aprovado pelos deputados teve origem na Comissão Especial montada para analisar o projeto de iniciativa popular surgido a partir da campanha Dez Medidas contra a Corrupção do Ministério Público Federal (MPF).
Medidas propostas pelo MPF consideradas autoritárias, como a legalização de provas ilícitas e restrições ao habeas corpus, foram retiradas do texto, mas os deputados manobraram para incluir no pacote medidas para se livrar de acusações, como a anistia ao caixa dois, e para rebater o ímpeto de procuradores e magistrados. A anistia ao caixa dois acabou não sendo analisada, mas a emenda do crime de responsabilidade foi aprovada, por 313 votos a 132, durante a madrugada.
"Rasgou-se o texto das 10 medidas", afirmou Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa. "O parlamento é soberano, mas nós, depois de todo esse processo, saímos sem solução para acabar com as brechas que permitem a corrupção", afirmou o procurador.
Dallagnol, cujas investigações ajudaram a formar o caldo que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, lembrou que o governo da petista apresentou propostas anticorrupção melhores que as aprovadas pelo Congresso. "Até o governo Dilma avançou propostas contra a corrupção muito melhores que as que foram aprovadas", disse.
Para o procurador, a aprovação do crime de responsabilidade tem o dedo do governo Michel Temer. "O que aconteceu ontem não é expressão de pessoas específica, e sim da articulação de líderes dos partidos e do governo", afirma Deltan Dallagnol.
Na entrevista coletiva, Dallagnol voltou a usar o termo "estancar a sangria" para designar a pressão contra a Lava Jato. Trata-se do termo usado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PDMB-RR), para avançar o impeachment de Dilma. "O objetivo é estancar a sangria", disse Dallagnol. O avanço de propostas como a 'lei da intimidação' instaura uma ditadura da corrupção."
Na votação da emenda, evidenciou-se a divisão entre PMDB, partido de Temer, e o PSDB, que integra a base aliada do governo. Na bancada tucana, 32 dos 42 deputados presentes no plenário votaram contra a proposta de punir juízes e procuradores. Entre os 56 peemedebistas, apenas 9 parlamentares se opuseram à medida.
No MP e no Judiciário, indignação
Não foram apenas os integrantes da força-tarefa que manifestaram indignação com a emenda aprovada pelo Congresso. Rodrigo Janot, o procurado-geral da República, chefe do Ministério Público, emitiu dura nota criticando a votação.
“As 10 medidas contra a corrupção não existem mais. O Ministério Público brasileiro não apoia o texto que restou, uma pálida sombra das propostas que nos aproximariam de boas práticas mundiais. O Ministério Público seguirá sua trajetória de serviço ao povo brasileiro, na perspectiva de luta contra o desvio de dinheiro público e o roubo das esperanças de um país melhor para todos nós”, disse.
Na manifestação, Janot afirmou ainda que as alterações são “medidas claramente retaliatórias” e pediu apoio da sociedade para que o projeto não seja concretizado no Senado, para onde segue para votação posterior.
“Um sumário honesto da votação das 10 Medidas, na Câmara dos Deputados, deverá registrar que o que havia de melhor no projeto foi excluído e medidas claramente retaliatórias foram incluídas. Cabe esclarecer que a emenda aprovada, na verdade, objetiva intimidar e enfraquecer Ministério Público e Judiciário”.
Mais cedo, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, divulgou uma nota em que também lamentou a aprovação do crime de abuso de autoridade para juízes e procuradores. Na nota, Cármen Lúcia "reafirma seu integral respeito ao princípio da separação dos poderes. Mas não pode deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência do Poder Judiciário”.
Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) repudiou a inclusão no pacote anticorrupção de emendas "que têm como objetivo central a retaliação, a intimidação e o enfraquecimento do Ministério Público e do Poder Judiciário".
Segundo a ANPT, criminalizar a regular atuação de membros do Ministério Público e de magistrados importa apenas “àqueles cujos interesses inconfessáveis se sobrepõem ao incansável trabalho de defesa dos direitos sociais e do patrimônio público desempenhado pelos agentes públicos em testilha”.
O Movimento do Ministério Público Democrático também declarou repulsa à desconfiguração do pacote anticorrupção. "Da proposta original, subscrita por mais de dois milhões de cidadãos, quase nada resta, foi transformada num passe livre para corruptos, que não serão mais punidos e sequer terão de devolver o dinheiro subtraído dos cofres públicos. É estarrecedor!" 
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CBF pede que Chapecoense monte time e jogue com Atlético-MG

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PORTAL TERRA – Imagem: Divulgação

A CBF pediu à Chapecoense que monte um time alternativo para enfrentar o Atlético-MG na última rodada do Campeonato Brasileiro,  domingo (11), na Arena Condá. A intenção da entidade é que haja um grande evento em homenagem às vítimas do acidente aéreo na madrugada da terça (28) e que toda a cidade se envolva na celebração.
Os dirigentes da Chapecoense argumentaram ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que não teriam time para escalar - 19 jogadores do clube morreram na tragédia. Mas o mandatário da confederação sugeriu que a equipe usasse até mesmo atletas dos juniores,  além de profissionais recém-recuperados de contusão e outros que não vinham sendo aproveitados pelo técnico Caio Junior.
A informação foi dada nesta quarta pelo presidente em exercício da Chapecoense,  Ivan Tozzo. Ele deixou a entender que seu clube aceitou a sugestão, mas não quis dar mais detalhes. Afirmou que a prioridade no momento é a assistência às famílias de atletas e demais funcionários e dirigentes do clube que estavam no avião e também à preparação de um velório coletivo no estádio utilizado pelo clube.
Para viabilizar esse time alternativo, a CBF teria que avalizar a participação de jogadores que não estavam inscritos no Brasileiro.  Isso é possível por meio de uma medida administrativa. A possibilidade de o jogo não ser realizado chegou a ser levantada pelo Atlético-MG, em razão da comoção nacional por causa da morte de 71 pessoas na tragédia. 
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